quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Pablo Neruda e eu em Colombo - Sri Lanka.


Isso é ou não é a cara de Salvador-Ba?


Esta foto poderia ser Rio de Janeiro ou Parati.

E essas caras melhores do mundo? Brasil, claro! Nadinha. SriLanka.
Desde que li o Confesso que Vivi, do Pablo Neruda, fiquei doidinha prá conhecer o Sri Lanka, antigo Ceilão. E fui.

Chegamos uma amiga e eu, e logo de cara no Hotel foi um alvoroço. Todos perguntavam onde estavam nossos maridos ou irmãos. Viemos sozinhas. Como assim? Não são casadas? Não. Não tem maridos? Não. Como assim? Não. Não temos. São então namoradas? Não. Amigas. E não adiantava explicar porque ninguém entendia duas mulheres viajando juntas, sozinhas, naquela sociedade.

O pessoal do Hotel simpático demais. Nenhuma mulher trabalhava lá. Só homens. E ficavam completamente loucos quando viam a gente sair cedo prá passear. Tenho certeza que achavam que a gente não conseguiria sobreviver sem ter nossos homens. E quando voltávamos a tardinha, ( juro! ) sempre tinha alguém nos esperando e corria prá nos receber aliviado.

Aí resolvemos ir até uma praia. Alugar carro, sair prá conhecer. Foi o ápice da loucura na cabeça deles, mas como não tinha solução resolveram nos ajudar e arrumaram alguém de confiança ( imagino que alguém que não iria abusar da gente...só faltava! rsrs...)prá nos levar. E lá fomos nós. Fizemos passeios lindos, conhecemos praias branquinhas com coqueiros e água azulzinha, povo gentil ,e pelas fotos vocês podem ver o quanto a gente se sentiu em casa. Parecia que estávamos no norte e nordeste do Brasil. Pernambuco, Bahia, Alagoas. Aquelas familias numerosas, cabanas e casas simples ao longo das praias de pescadores, e criança. Muita criança. Prá dar com pau.
Esqueci de contar que estava tendo também uma briga interna. Não sei quem, contra não sei quem. Coisas deles tipo guerrilha. Isso fazia o povo do hotel horrorizar mais ainda com a nossa coragem de viajar. Só não sabiam, que estávamos de férias e morávamos no Iraque nessa época e guerra por guerra estavamos meio que acostumadas.

Foi então que rolou um caso muito bom. Sempre rola, né?

A gente estava descansando no quarto num final de dia, quando chegou um funcionário e falou. Telefone prá senhora. Não tinha telefone nem chuveiro quente no quarto...rsrs... No que eu ri e disse: só pode ser engano porque ninguém sabe que estou aqui. E não sabia mesmo, porque saimos com um roteiro flexível, fomos mudando ele e não tinhamos hotel reservado em lugar algum. Conseguiamos no próprio aeroporto.

Ele foi embora. Voltou poucos minutos depois. Telefone prá senhora. De novo? Não é prá mim, é engano. Foi-se. Voltou de novo. Minha amiga perdeu a paciência e foi na portaria atender. Vou desvendar esse mistério. E não é que era prá mim mesmo?

Seguinte: um amigo que também estava de férias, sabia do nosso roteiro e passou pelo Sri Lanka prá ver se subia com a gente pro Nepal. Chegou e foi a uma Agência de Viagem marcar seu bilhete. Quando o moço viu que ele também era brasileiro foi logo dizendo: nunca na minha vida havia conhecido um brasileiro e hoje é o terceiro que passa por aqui. No que rapidim meu amigo perguntou? E quem são? O moço. Duas moças. Meu amigo. Uma magrinha clara e uma baixinha mais gordinha? Ele. Estas mesmo.

Daí pra frente já dá prá adivinhar o resto da história. Estivemos lá, marcamos nosso bilhete e demos o telefone do Hotel caso fosse necessário falar com a gente.

Fizemos Nepal, Índia e Tailândia juntos. Onde claro, aconteceram mais outros bons causos. Depois eu conto.

Minha paixão. Mafalda.

Mundo mundo vasto mundo...

Fique atento. Ladrão não dorme enquanto você dorme.


Quase nunca você encontrará uma garagem em Hotel na Europa. Então vou contar um caso acontecido com meu amigo prá você abrir seu olho ficar esperto e não dançar quiném ele.

Depois de dias de viagens passando por várias cidades e países, compras, malas prá lá, sacolas prá cá, sobe e desce escada ( esqueci de dizer que as vêzes elevador também não tem ) viajando com a mãe, poupando mami de carregar malas pesadas, ajudando a amiga, já que era o único homem da pequena turma, chegaram enfim a Portugal. Não me lembro em qual cidade. Como só iam dormir uma noite, o pobre moço já cansado resolveu não subir com o monte de bagagem, fechou bem o carro, deixou no pátio do Hotel e foi dormir o sono dos justos e cansados.

Acordou bem mais leve. Em todos os sentidos. Malas, bolsas, compras, sacolas, lembranças, perfumes, azeites, filmadora e tudo que tinha alça foi carregado pelo ladrão que deve passar todas as noites a espreita, esperando por essa chance que mais cedo ou mais tarde ele tem certeza que vai rolar.
Foi duro. E triste.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Passando do ladinho do Everest

Fotos que tiramos de dentro do avião.

Fizemos um vôo super lindo de mais ou menos 1 hora conhecendo uma boa parte da cordilheira do Himalaia, culminando claro com o Everest. Passeio que recomendo. E a Empresa que nos levou tem um serviço muito bom. Atendimento, atenção, educação e segurança.

Lá vai o site:




Dica de Agente de Turismo da melhor qualidade

Antes de qualquer conversa, se vai viajar de carro, diga que quer o Satpal como motorista. 80% do sucesso da sua viagem vai estar garantido. Sabe aquele ser humano super gentil, educadíssimo, sempre atento e ao mesmo tempo invisível? É ele. Todas nós queriamos trazê-lo prá trabalhar conosco.
Vai prá Ásia?
Vou passar prá você os sites da Agência com a qual viajamos pela Índia e Nepal. Quem nos atendeu foi o Hari Mangal, da Shri World Travels. Você escolhe com ele o roteiro da sua preferência e se quiser ele vai dando idéias, sugestões e dicas. Nos atende como se fossemos seu único cliente. E oferece o que você precisar. Carro, motorista, Hotéis, Guias, vôos, tudo. Super flexível, nos acompanhou o tempo todo pelo celular, de dia e à noite. Chegamos a ligar de madrugada e ele atendeu com a mesma educação e o bom humor do dia. Um cavalheiro.


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Não tente falar uma língua que não conhece bem.

Principalmente em Alfândega/Imigração.

Se você chega dizendo "bom dia, boa noite, como vai" na língua do país, o funcionário entende que você fala ingles ou alemão ou frances, não importa. Aí ele pergunta: "o que veio fazer aqui? onde vai ficar? vai ficar quanto tempo?" Nessa hora você já se perdeu, não entende, e vai dizer que não fala inglês ou alemão, etc. Pro funcionário você tá mentindo, já tá dando nó cego. Como começou tão bem e de repente esqueceu a língua?

Entendeu? Esse é o raciocínio deles. Daí pra frente vai encher o seu saco e pode até não deixar você entrar no país.

Então você deve chegar falando português. Se ele quiser falar com você e não entender português, é problema dele sair e achar alguém pra traduzir. Não seu. O fato de estar indo passear na terra dele não quer dizer que sabe a língua e nem é obrigado a saber.

Depois que entrou na terra, aí é outra coisa. Tá passeando, fazendo compras, pegando um táxi, pedindo informação? É simpático e será sempre mais bem recebido se tentar se comunicar na língua do lugar.

Da série - Você é brasileiro? Não? Que pena!

Abrindo e fechando com a Verde e Rosa. Mangueira querida!
Montanhas, grutas e cachoeiras das Minas Gerais. Ô lá em casa!!!


Estação Primeira de Mangueira. Escola do coração.






sábado, 26 de setembro de 2009

Boa notícia pros medrosos

Viajamos em fevereiro deste ano 5 amigas prá Índia e Nepal. 2 brasileiras, 2 francesas, e 1 brasileira que mora em NY há mil anos. Portanto já pegou as neuras dos americanos, que acham que o mundo os contamina.

As francesas levaram vários remédios. Prá ir ao banheiro, prá deixar de ir, prá dormir, acordar, dores, mosquitos, dor de estomago, o diabo a quatro. A americana, estes e mais alguns antibióticos. Juliana levou os que a acompanham sempre. Eu nada, porque já conhecia o caminho e nunca tive esse tipo de problema em viagem.

Resultado. Felizmente todos os medicamentos voltaram intocados, intactos.

A Índia é limpinha, sem problemas com água, esgoto e saneamento em geral? Claro que não! E o Nepal? Idem. O que acontece é que lá como aqui, a gente precisa tomar cuidado sempre que pode, e o resto fica por conta do astral, da alegria e da vontade de ser feliz, que parece não combinar com bactérias.

Dicas de viagem - Não desgrude da sua bolsa nem prá fazer xixi


Aí você tá sentadinho no avião, confortável, pessoas com caras de gentis, felizes, todos com o mesmo objetivo, ou a maior parte pelo menos. Passear e curtir.

Engano. Tem ladrão dentro do avião. Não se iluda. Até prá ir ao banheiro leve sua bolsa. E não esqueça ela lá pelo amor de Deus.

Já estive em um vôo que um rapaz esqueceu a pochete (valha-me Deus! ) dentro do banheiro, voltou prá cadeira deu uma cochilada e acordou assustado quando se lembrou. Voltou ao banheiro, nada, falou com aeromoça, que falou com piloto, que falou váááárias vezes pelo alto falante e nada. O Mané chegou ao destino sem um tostão.

A pochete foi encontrada no chão num cantinho, com tudo dentro menos a grana. Reclamar, acusar? Quem? Dinheiro não tem nome.

Dicas de viagem - Que documentos não levar

Você não precisa sair carregando toda sua tralha documentística, porque fora daqui só vai precisar do passaporte.

Nada de Titulo de Eleitor, CPF, Cartões que não vai usar, Certidão de Nascimento.

Se for dirigir é melhor se informar com seu Agente de viagem, porque prá alguns países vai precisar de Carteira Internacional de Habilitação que você tira no Touring, e prá outros a nossa serve.
Leve sempre xerox do seu passaporte. Da primeira e segunda página. Se vai ficar em casa de amigos ou Hóteis que tenham cofre, não saia com passaporte prá rua. Só com o xerox. Nosso passaporte é muito cobiçado, não vale a pena ser roubado. Muita dor de cabeça prá fazer outro lá fora.
A melhor coisa quando estamos viajando é ficar com as mãos livres. Nada de bolsa pequena que você pode esquecer a danada, a qualquer momento. A melhor bolsa é a que atravessamos no peito. Praticamente impossível alguem tirar ela de você.

Dicas de viagem - quantos volumes

Essa dica é muito boa. Sempre digo prá todo mundo. Marinheiro de primeira viagem ou não.

Quando estiver viajando, estará fora da sua rotina. Mais desatento, olhando pros lados, prá cima prá baixo, enfim meio desorientado, não querendo perder nada. No bom sentido é claro!
Conte quantos volumes tem. Ex.: 1 mochila, 1 blusa de frio 1 livro. 3 volumes. Conte sempre que se lembrar. 1, 2, 3 - 1, 2, 3. Porque se você perder ou esquecer algum, você vai estar próximo prá voltar e recuperar.

Comprou alguma coisa? OK. Agora são 4. E continue. 1, 2, 3, 4 - 1, 2, 3, 4. O engraçado é que com pouco tempo você se habitua a essa doideira. Mas não perde nada, porque cá prá nós, perder qualquer coisa, mesmo que sejam alguns postais, faz a gente ficar muito puto.

Dicas de viagem - Conforto dentro do avião

Em viagens longas sempre são oferecidas mantas e travesseiros. Se você precisar de mais de qualquer um dos dois, pode pedir. Estando disponíveis, você recebe o quanto precisar.

Outra coisa que descobri que podemos fazer, é reclamar da temperatura do avião. Já reclamei tanto do calorão dos infernos, como de estar congelando. De modo geral as pessoas não fazem nada. Ficam se encolhendo ou se abanando sem abrir o bico. Claro que você não vai exigir uma temperatura que seja adequada a você sòmente, mas no caso de exagero, muito frio ou muito quente pode chamar a aeromoça e solicitar que ela atende.

Eu fui atendida nos meus pedidos. E quem me viu solicitando me agradeceu. Somos meio condicionados a aceitar as coisas como estão. Precisamos mudar isso. Sem exagero, claro!

Povo roncando você odiando.

Se você é daqueles que não dorme sentado ou viajando de jeito nenhum, se tiver possibilidade escolha vôo diurno. Voando de dia, você não se sente obrigado a dormir, vai chegar cansadinho e pronto prá cair na cama e no dia seguinte estará chic prá começar a curtir a viagem.

Passar uma noite em claro, dentro de um avião, com todo mundo roncando é um suplício que ningém merece.
Você vai chegar um caco, e ainda vai perder um dia se recuperando ou dormindo. Não vale a pena.

Dicas de viagem - Escolhendo assento e rango

Nem todos sabem que podem escolher o assento em um vôo já ida e volta . Facilita, porque marcar assento na hora de embarcar você fica sujeito a se sentar onde houver vaga. E que podem escolher também o que comer. Se querem carne, peixe, vegetariano, se você é diabético, ou come kosher.

Se está com criança tem assentos especiais, e se é bebê a compania possui bercinho apropriado.

Quanto antes você avisar sobre suas preferências melhor. Já dentro do avião, não coma gato por lebre. Exija o que encomendou.

Atenção: se por acaso trocar de lugar, ( o que você pode fazer também ) se o avião não estiver lotado, não se esqueça de avisar prá aeromoça, porque senão ela vai ter problemas já que vai entregar a refeição de acordo com o número do assento.

Avião vazio, você pode se sentar em outro lugar. Não precisa ficar apertado com um mané do seu lado, sendo que existem cadeiras vazias.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Tirando leite das árvores derramadas.

Bois de Boulogne.
Floresta des Voges depois do vendaval - Foto de Yann-Bertrand No dia 26 de dezembro de 1999, uma tempestade com ventos de até 169km/h arrasou a França derrubando 300 milhões de árvores. Verdade. Parece mentira, né?
Eu me lembro muito bem, porque morava lá na época e fiquei horrorizada, assustada com o que vi em cada rua, parque, jardim, tudo. Morreram 79 pessoas no país em consequência do vendaval.
Perto de Paris tem o Bois de Boulogne. Árvores antigas, árvores em extinção, um parque maravilhoso, enorme, cheio de lagos e caminhos onde todo mundo adora passear. Kilometros do Bois foram destruidos.
Pouco tempo depois vi um anúncio nos jornais, convidando pessoas que trabalhavam com madeira como carpinteiros, fabricantes de móveis, enfim, madeireiros em geral para um leilão das toras de árvores que foram tombadas. A arrecadação desse leilão iria toda prá reflorestar o Bois.
Não sobrou tora sobre tora. Foi um pega prá capar o leilão. Imagine a gana de todos prá adquirir madeiras que não eram comercializadas há anos ou não veriam nunca mais.

Achei a idéia tão legal...Uma forma de arrecadar dinheiro com o leite derramado.
Mesmo de um grande desastre podemos tirar coisas boas. Acreditem que em pouco tempo, começaram a brotar árvores que não se via há anos, porque a sombra das grandes impedia as pobres coitadas de colocar o nariz prá fora.
Esse nosso Deus é danado mesmo!!! Valha-me Êle.


Da série "Acredite se quiser"...mais uma.

A gente sempre ouve falar sobre hábitos e costumes de outros povos. Vivenciar é um pouco mais raro. Quando digo que o Iraque foi meu maternal, primeiro e segundo grau de aprendizado, não tô mentindo.

Morávamos em um acampamento no meio do deserto, que era considerado território brasileiro, mas determinados problemas eram levados pra serem resolvidos em uma delegacia de um lugarejo pertinho "ao qual pertencia o acampamento", se assim posso dizer.

Nessa Torre de Babel, viviam milhares de brasileiros, famílias e avulsos, juntamente com iraquianos e mais centenas de pessoas de países diferentes. Já viram a miscelânia de costumes e, consequentemente, de problemas.

Um certo dia, um árabe (não vou dizer a nacionalidade porque não quero problema pro meu lado...rs..) bateu na porta da casa de uma família de brasileiros e pediu água pra dona da casa. Ela, muito gentilmente, tava pegando a água, quando sentiu que o moço entrou, colou atrás dela literalmente, apalpando a, como posso dizer, bunda. O susto foi enorme e com a gritaria, o moço fugiu. Quando o marido chegou, ela contou a história, que foi parár na chefia do acampamento, que foi parár na tal delegacia. No que o "delegado", na presença de todos, inclusive do apreciador de traseiros brasileiros, perguntou pro marido à queima roupa: "O Sr. quer que a gente corte a mão ou fure o olho do moço?" O marido e esposa, e outros brasileiros presentes, quase morreram de susto com as alternativas. O marido disse que não queria nenhuma das duas coisas ... "o Sr. tá ficando maluco?" E o "delegado"? - "Então, por que veio reclamar?"
Foi retirada a queixa, o marido pegou a esposa e voltaram pro acampamento.

Costumes de outra cultura.

E quem quiser que conte outra...

Nada melhor do que realizar um sonho...

Jardins da casa.
O famoso Pensador. Fotos dela, claro!

A primeira vez que Juliana e eu fomos juntas a Paris, ela tinha um sonho. Conhecer o Museu do Rodin. Podia deixar de fazer qualquer coisa, menos deixar de conhecer o Museu. Paixão.
E lá fomos nós. Cada uma pegou um fone de ouvido prás explicações e partimos prá emoção. Resolvi dar um perdido dela, prá deixá-la mais à vontade prá andar, parar, curtir, sem ter que se preocupar comigo.
Andei ,andei, amei mais uma vez rever tudo aquilo, e depois de sei lá umas 2 horas, resolvi procurar a moça que tinha sumido completamente no meio daquelas esculturas, corredores, atelier, jardins e tudo que há de mais lindo na ex-casa do pintor, que virou Museu.

Encontrei a Ju que é muito branquinha, com o rosto todo vermelho e inchado de tanto chorar.Os olhos então... vermelhinhos. Chorar de emoção, de alegria, de sonho realizado. Claro que não abri a boca. Não disse nada por um bom tempo. Só continuamos o caminho.
Tem coisa melhor na vida? Um só dia desses faz a gente ganhar mais 1000 dias de vida. E feliz.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Não empatando na escada rolante.

Ju empatando a esquerda prá fazer a foto. A gente não precisa chegar na terra do próximo conhecendo tudo e sabendo de todos os costumes, mas tem umas coisinhas que se nós soubermos vai nos ajudar a não irritar ninguém, muito menos a nós mesmos, porque o nativo não sabe que você não pertence a aquela terra. As vezes pode até ser grosseiro.

Um desses costumes é que devemos ficar parados na escada rolante sempre pelo lado direito. O lado esquerdo fica reservado prá quem tá com pressa e quer subir ou descer andando ou correndo. Pode parecer bobagem, mas quando a gente tá com pressa e tem alguém parado no lado esquerdo, irrita.

E olha quem tem escada rolante prá todo lado. Muita mesmo. A regra vale prá todas elas. Principalmente nos países europeus.

Bike quase de graça em Paris.

Foto da Juliana

O programa se chama Vélibre (Bicicleta Livre). Funciona assim.

É de graça para a primeira meia hora de uso e depois disso o usuário paga 1,45 euros prá mais meia hora e assim por diante. Isso tudo baseado no estudo de que um parisiense demora em média menos de 30 minutos para ir ao trabalho.

Com isso a cidade elimina muitas áreas de estacionamento, substituindo muitas pistas de automóveis, para circulação exclusiva de pedestres. Além de ter duplicado as ciclovias para 370 km. Muito chic. E o ciclista é muito respeitado. Mas também tem que respeitar.

Estamos acostumados aqui no Brasil a andar de bicicleta na rua, no passeio, avançamos sinal de pedreste e de carro, como se com ela a gente pudesse tudo. Lá não funciona assim. Temos que prestar muita atenção, porque se estamos em cima da bicicleta, temos que respeitar as leis de trânsito como se estivéssemos por exemplo de carro. Se você quiser atravessar a rua com o sinal aberto prá pedestre tem que descer da bicicleta e empurrar. Aí você vira pedestre. Sacou? Caso contrário vai ser multado.

Então nós brasileiros pensamos logo de cara. Mas e os roubos? Bom, se todo mundo tem uma bicicleta de graça o ladrão não tem nem motivação.

Saint Emilion - Passeio imperdível

Jorge, Paula, eu e Ju. Pertinho de Bordeaux a 35 km fica St.Emilion, uma cidadezinha estilo romano muito linda. A região tem em torno de 900 vinículas e a cidade foi tombada pela UNESCO.

A gente pode visitar a maior parte das vinículas e ser atendida pelos proprietários e funcionários. Muito simpático isso. E o melhor da festa. Degustar os vinhos mais cobiçados do mundo. Uma beleza de passeio. Claro que pode comprar também.

Além do vinho, a cidade que foi construida com as pedras do próprio solo, de uma cor ocre maravilhosa, tem igrejas, catacumbas, ossários, galerias subterrâneas, pequenos restaurantes e cafés ,que alegram a vista e deixam o paladar aguçado.

Curiosidade: Iêda também é cultura...rs... Quando visitarem os vinhedos prestem atenção que no começo de cada fileira de parreira tem uma roseira plantada. Aí vocês vão pensar como eu pensei na primeira vez que vi. Que povo mais caprichoso... Além de serem mesmo caprichosos, a roseira funciona como um termômetro, um alarme. Elas são observadas o tempo todo, porque as pragas que atacam os vinhedos, em primeiro lugar atacam as roseiras.
Legal, né?

Poesia no Jodhpur Fort.

Fotos da Ju

Estas duas fotos mostram momentos de poesia e tranquilidade no meio de uma viagem cheia de emoção.

Meu Banco no mundo...muito chic.

Foto da Ju Fui muito bem recebida em todas as Agências que entrei. Tem também caixa eletrônico do HSBC prá todo lado. Nunca passei aperto. Adorei poder usar meu cartão de débito automático sacando direto na minha conta corrente. Chiquérrimo. Na hora de conferir tudo chegando no Brasil, nem um problema. Parabéns HSBC. As vêzes fico brava com vocês por causa de taxas muito altas, mas quando funciona fico satisfeita.

A foto foi tirada em um segundo, porque o guardinha desceu as escadas correndo prá dizer que é proibido.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Na Índia como os indianos...nem sempre.

Em Pushkar fomos convidadas pelo nosso guia prá jantar em um restaurante tipicamente indiano. Uma delícia. Claro que demos um monte de foras e claro que riram muito da gente.
Juliana em frente ao cardápio. Melhor comer o que trouxerem, não vamos inventar de pedir.

Ju, Melo, Dadá e Paula sendo servidas em pratos descartáveis feitos com folhas de bananeira.

Não adiantava falar que não queria ou queria pouco. Eles colocavam o que desse na telha deles. Não estavam sendo indelicados. Queriam que a gente experimentasse de tudo. Num momento, falei que não queria porque o prato estava cheio, e o indiano na maior tranquilidade empurrou com a mão o arroz do meu prato pro lado, e arranjou espaço prá colocar o que queria. Seja o que Deus quiser! Só rindo. Não dá prá ficar nervoso. Rimos demais. Serviram várias cumbuquinhas com molhos, cremes, caldos em geral. E dá-lhe pimenta.
Fomos bebendo, comendo uma a uma com pão. Sem talheres. Tudo com as mãos. E os indianos rindo e a gente crente que estava abafando. Quando chegou o prato grande e serviram as outras vinte e poucas iguarias que eram prá ser comidas com os molhos, ( olhamos os nativos comerem nessa hora) aí que eles rolaram de rir mesmo. Já tinhamos liquidado com todos os liquidos.

Prato bonito, né? E comida muito gostosa.




Contando os micos do próximo...rsrsrs.....


Estávamos mais uma vez na casa dos amigos Neide/Fred em Paris. Juliana e eu.

Cada dia um de nós ia a padaria de manhã e comprava tudo que tivesse vontade fazendo surpresa pros que ficavam esperando. Café da manhã dos deuses prá tabela calórica nenhuma botar defeito.

Chegou o dia da Ju. Falar francês? Claro que nada. Decorou. Croissants s'il vous plait, e achou que tava pronta prá batalha.

- Ju: Bonjour madame, croissants s'il vous plait.

- Vendedora: combien?

- Ju: croissants s'il vous plait.

- Vendedora: combieeeeennnnn ????? Já perdendo a paciência e a fila crescendo.

- Ju : croissants s'il vous plait. Já pensando... Será que tá tão ruim assim meu francês?

- Vendedora agora já bufando como bom francês: COMBIEN? 1, 2, 3, 4, mostrando com os dedos.

No que rapidinho ela mostrou com os dedos, pagou e pulou fora.

Muito espertinha a vendedora não caiu na bobagem de perguntar "ordinaire ou au beurre", como é de costume, porque sabia o que lhe esperava.


É facinho, mas nem todos sabem.


s'il vous plait = por favor

combien = quantos?

ordinaire = comum/simples

au beurre = com manteiga


A partir deste dia Ju garante que toda vez que passava em frente a padaria a vendedora se escondia dela. Mêda.


Grécia - Que Arco é esse? E essa Deusa?

Antes de visitar a Grécia pela primeira vez, a Sandra, companheira de viagem tava lendo Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar. A D. Marguerite coitada, demorou anos e anos prá escrever o livro e eu ( sem paciência) na página 20 já fui largando, porque achei chato demais. Bom lembrar disso porque vou tentar ler de novo. Sandra se deliciou com a historia do Imperador.

Chegamos nós em Athenas. Ela toda metida sabendo de tudo, dando notícia de tudo. Só prá ela. Se eu perguntasse qualquer coisa, ela dizia: não leu o livro? Que pena! E não falava mesmo. Rimos demais com essa história. Mas ela não perdeu por esperar. Estávamos só no princípio da nossa viagem.

Aguardem Grécia - parte 2.

Você é brasileiro? Não? Que pena!

Chupar jaboticaba no pé. Sítio do Eder/familia.

Praia Vermelha no Rio de Janeiro.



Olha a Portela aí, geeeeennnte!!! Carnaval do Rio de Janeiro.


Jardim Botanico. Rio de Janeiro.

Sininhos azuis - Parque da Cidade em Niterói.

Borboleta no caminho da Praia de Imbuhy - Niterói.

Banana maçã em Itaipava. Comer e depois morrer....deliciosas.

Adoro brincar lá fora com o povo usando essas frases. Eles não ficam bravos. Curtem.
Essa é uma pequena amostra da nossa terra. Vocês vão entender melhor o sentido da brincadeira.
Obrigada pela dica das fotos, Patricia.

Acredite se quiser...


Quando fui à China há muitos anos atrás, um amigo chinês que trabalhava comigo no Iraq me deu uma carta prá eu entregar a um amigo dele em Beijing (Pekim). Ok. Só tinha um senão. Se eu não encontrasse o cara ou eu comia a carta, ou rasgava em mil pedaçinhos, colocava no vaso e dava descarga. O amigo trabalhava com turismo e poderia nos ajudar. Muito bom.
Peguei a carta meio como que carregando uma brasa não mão, já que tava escrita em chines e não tinha idéia do que.
Chegando em Beijing fui até o endereço, um prédio como se fosse uma Secretaria de alguma coisa, serviço público. Mostrei o nome dele na recepção e depois de muito vai e vem, a moça me disse a qual andar devia ir. Subi e desci escada, fui a várias salas, subi, desci, um prédio esquisito parecia que tava em reforma, ao mesmo tempo parecia que estavam de mudança, sei lá. Enfim, não encontrei.
Voltei à recepção falei de novo com a moça e ela depois de muito confabular com pessoas, me colocou no telefone com o moço. Êeeeba!!!!!! Falei com ele, super gentil, disse que tava numa reunião e que não poderia falar comigo naquele dia e que eu voltasse no dia seguinte. Ok. Voltei.
Recepção de novo, mesma moça, mesma peleja prá me comunicar, não conheço, nunca me viu, não é aqui, nunca vi, mas falei com ele ontem, você que ligou prá ele, eu não, você está enganada, eu não, não sou louca, você só pode estar brincando, o próximo da fila, obrigada e até mais ver.

Fui embora. Até hoje sou encucada com essa estória.

Ps.: não comi a carta. Usei a segunda opção.

Viagem aproxima ou pode acabar com uma amizade.

Sempre brinco, que se você quer conhecer uma pessoa, viaje com ela. Não precisa namorar muito nem noivar. Viaje junto por no mínimo um mes.
Em uma viagem você fica sabendo como ela se sai em diversas situações, e se você gosta dessas "saídas" e tá disposto a conviver com elas prá sempre.
Vamos lá: tem bom senso de direção? rumo? mapas? boa em matemática? socialmente é gentil? caridosa? tolerante? paciente? educada? tem um bom conhecimento geral? é ranzinza? sovina? inconstante? egoísta? e por aí a fora. Viajando você tem oportunidade de constatar todas essas dúvidas.
Só não se esqueça, que a recíproca é verdadeira. E não se iluda que ela possa estar forçando um comportamento. Levantando e dormindo com alguém 24 hs durante um mes, não dá prá fingir. Ninguém aguenta.
Se terminaram a viagem querendo fazer outra, vocês passaram no teste. Podem marcar a data do casório, ou selar a amizade forever.

Sebastião Salgado que se cuide!






















Fotos de Dadá, Juliana e Melody.
Tiradas em 02/2009.
Índia e Nepal.






VEJA TAMBÉM

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...