sábado, 31 de outubro de 2009

Origem da expressão "assédio sexual".



















Estamos ainda no deserto iraquiano...

Com a história de receber e de entregar as cartas, acabava tendo muitos conhecidos. Amigos também mas, até hoje, encontro pessoas que vem falar comigo, olho pra carinha, tenho certeza que nunca vi na vida, quando reparo bem, conheci no Iraque. Ou melhor, ela me conheceu no Iraque.

Então era dia de uma turma vir de férias ou ir definitivamente pro Brasil. Era um vai e vem. Toda semana umas 100 pessoas no mínimo, chegando e partindo.

Fui acompanhar os malotes até o ônibus, responsa minha, e tinha um peão embarcando, que eu já conhecia. Sempre me cumprimentava, muito gentil.

Despachei tudo, dando até logo pra um e pra outro, e eis que, quase no minuto do ônibus arrancar, esse moço chega, me dá um abraço, até aí tudo bem. Normal. Povo fica emotivo, etc e tal. E do abraço, agarrou meus peitos com toda vontade, como se tivesse sonhado com aquilo a vida inteira. Soltou, pulou dentro do ônibus e ainda deu adeusinho partindo com a cara mais feliz do mundo.

Fiquei paralisada, olhando o ônibus sumir na poeira do deserto. Ficou até romântico contando assim. Mas, um segundo depois tava irada. Cara mais folgado...como pode?

Fui direto pra sala do meu chefe fazer a denúncia. Aqui cabe um parentes...isso foi nos anos 80. Não sei se já existia essa história de assédio sexual. Pelo menos lá, naqueles confins de deserto, tinha não.

Agora sentem pra ver a reação do meu chefe querido. Querido mesmo. Era um cara muito legal, que se dava muito bem comigo e com todos.

Ô Ieda, deixa de besteira, o moço ja foi embora...não vai voltar...devia de estar doidinho com você esse tempo todo....foi a chance dele....e você mesma não disse que ele foi embora com a cara mais feliz do mundo? Então... Esquece.

Pimenta no peito do outro é refresco.

Claro que a história morreu aí. Só fiquei um pouco mais esperta no quesito despedida.

4 comentários:

Juliana disse...

Aposto que esse aí esteva sem comer nada há 3 dias e levou uma recordação boa do Iraque...
Pense na ação social da coisa! rs
O cara vai ter uma recordação boa!! rs
bjs

Ieda Dias disse...

Eu só não contei da gozação de todos da obra depois deste evento, que claro, com a ajuda do meu chefe querido, não ficou entre quatro paredes. Foi anunciado pros 4 cantos do deserto. Ainda teve a turma que queria me agenciar pra fazer despedidas de povos. Se eu tivesse um tiquinho a menos de escrúpulos teria ficado rica.
Falta de respeito para com o próximo....rsss
bjins

Anônimo disse...

Lembro deste caso também. Só porque o camarada deu uma buzinada nos peitinhos dela, ficou uma fera. Sei não, mas acho que foi porque o cara foi embora, pois ela suspirava muito quando o fulano entrava na sala dela para procurar uma carta da amásia que ficou no Brasil. Só rindo, gente! Luiz César.
(Obs.: o meu anônimo tem nome, pois não quero que pensem mal de mim.Rsrsrsrss)

Ieda Dias disse...

O Luiz foi companheiro de jornada trabalhística e de viagem.
Agora vocês podem entender bem: eu mereço os amigos que tenho...todos são loucos por mim e só querem o meu bem....rrrrsssss
bjins meu querido

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