quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Se gritar "pega ladrão", não sobra um meu irmão!
























Não adianta! Em todo lugar do mundo tem ladrão. Ele tá sempre trabalhando, sempre atento. Quem precisa ficar mais atento do que ele, somos nós. Já falei sobre isso aqui mas, não custa repetir.

Um amigo, viajando com a mãe e amigas pela Europa, alugou carro, fizeram muitas compras e as malas só aumentando. Como a maioria dos hotéis não tem garagem, toda noite era a mesma coisa: dá-lhe tirar tudo, subir com a malaiada, descer de manhã, com tudo de novo.

Quase no final da viagem, já com o saco na lua dessa tarefa canseira, resolveu deixar tudo no carro, afinal, seria só uma noite, já era tarde, levantariam cedinho...

Foi dito e feito! Não ficou mala pra contar a história.

Não adiantou espernear, reclamar, perder um dia na polícia fazendo BO.

O ladrão não tava cansado, tava na moita, esperando a deixa.

Eu e uma amiga, saindo de Bangkok, na primeira vez que fui lá - depois disso, fiquei espertinha e nunca mais! - a recepcionista do hotel perguntou se queríamos que chamasse um táxi. Como o hotel ficava numa rua movimentada e passava táxi o tempo todo, a tolinha aqui disse que não precisava : "Pegamos aqui na porta mesmo."

Grande besteira porque, quando se pede pelo telefone, fica registrado a empresa e o número do motorista ou da placa do carro.

Chegamos no aeroporto, minha amiga ficou retirando as malas com o motorista, enquanto fui pegar um carrinho. Voltei, paguei e ele entrou no carro rapidim e sumiu no mundo. Uma grande bolsa minha tinha ficado no banco da frente. Por alguns minutos, ingenuamente, ainda pensei que ele não tinha visto. Engano dos mais enganosos !

Ladrão sem-vergonha ! Depois de poucos minutos é que percebi a rapidez com que ele caiu fora, pra não dar tempo deu ver. Filho de uma que ronca e fuça! Não posso nem pensar que ainda tenho raiva do ladrão de malas.

O pior é ficar o tempo todo - agora já não fico mais, é claro! - pensando no que tava dentro da mala. Toda hora eu lembrava de uma coisa. Peleja!

Mas eu só pensei, naquele momento, o seguinte: "esse filho da puta vai ser muito infeliz com tudo que ele me roubou, mas eu posso e VOU voltar e comprar tudo de novo."

E voltei ! E comprei o que quis e o que não tinha visto da primeira vez.

Esse mané se deu tão mal porque foi como se, um mineiro de Ouro Preto, roubasse uma mala e ela tivesse cheia de objetos de pedra-sabão. Só pra mim as coisas tinham muito valor.

Outro roubo muito comum que parece piada mas não é, não : pedir alguém pra bater uma foto. A pessoa sai correndo e rouba sua máquina. Pessoa que se oferece então, abra seu olho. É armação!

Fique de olho também em estações de metrô. Já vi pessoas serem roubadas assim: o mané fica de olho na vítima e, assim que o metrô dá o sinal de partida, no segundo que as portas se fecham, ele dá o bote na bolsa ou sacola e sai correndo. O trem anda e, mesmo que você consiga acionar o alarme, até abrir a porta de novo, o infeliz já tá longe. Ódio!

Bons tempos aqueles em que a nossa maior preocupação era com ladrões de corações... (sessão nostalgia comendo solta!)

"Quem não está em movimento, não sente necessidade de conferir a rota."
Francesco Alberoni

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