sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Últimas fotos que fiz em 2010, em NY


                                                                            Sem comentários

Vendendo alegria, sabor, graça e delícia, num só pacote.



No post abaixo, falei sobre o sorvete turco e. agora. um amigo me mandou este vídeo. Vocês vão entender do que realmente eu tava falando. Os rapazes são ótimos e o sorvete é delicioso.

"Éramos dois e viramos treze rumo à Turquia" Posted by Ieda Dias on Segunda-feira, Dezembro 21, 2009 in causus, dicas de viagem, ismir, istambul, turquia

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Botões, botões e botões... Adoro!

Cada maluco com sua mania. Uns amam bolsas, outros relógios, outros sapatos, antiguidades e porrai vai. Entre muitas coisas que eu adoro, estão os botões. Vai lá saber o porquê! Adoro, admiro e passo horas dentro de uma loja vendo um a um.
Trouxe do Brasil este endereço e ontem fui conhecer a loja. Me deu vontade de trabalhar lá. Duas senhoras muito simpáticas me atenderam, conversamos bastante e elas me deixaram à vontade pra ver, abrir caixas e perguntar.
Trabalham de uma forma bem tradicional; não aceitam cartões, fazem contas na ponta do lápis e contando no dedo. Uma forma antiga e tranquila de trabalhar. Achei um amor. Colocam os botões em uma caixinha de papelão e depois num saquinho de papel pardo. Amei. A loja fica no coração da cidade e vi que, cada pessoa que entrou, conversou bastante; não é como comprar um sanduíche, pega, paga e sai. Comprar botões numa loja como esta, é quase um ritual.



A gente escolhe o botão que quer, pega a caixa, coloca em cima da mesa e vai colocando (eu colocaria muitas delas mas o nosso real não deixa), depois separa quantos quer. O botão mais barato que vi, custa 2 dólares mas, não é uma loja que vende botões que você encontra em qualquer lugar : vi botões pra colecionadores a partir de 400 dólares/meia-dúzia; botões que pertenceram a sei lá quem da dinastia chinesa e pintados à mão; botões de marfim, couro, madeira, tudo.


Pra roupa de criança então, tem cada um mais lindo e criativo que o outro. Já falei pra você
que, uma das primeiras coisas que faço quando compro uma roupa, é trocar os botões ? Pois é.


A vitrine é completamente amadora, e imagino que foram elas mesmas que fizeram, brincando de fazer vitrine.


Olhe que charme! Madrepérola. Como mosaico. Com estojo estofado de cetim. Pra lá de chic!



Estes são pintados à mão. Vi, na Índia, rapazes fazendo estas pinturas, com pincéis tão fininhos que pareciam fios de cabelo. Poucos fios.
Tem botões que dariam brincos, broches lindos. Verdadeiras jóias.



Vi botões de madrepérola minúsculos, redondinhos, quadradinhos; pra roupa de neném não existe mais delicado.


A loja é pequena e acolhedora.
Adorei!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O bicho pegando feio no dia seguinte. Neve até na tampa


Olhe como ficou o caminho do jardim do prédio...


Na porta do prédio já comecei a desviar... não deu pra atravessar a rua.


Normalmente sigo reto esta rua mas, hoje, virei à direita. Não tinha como passar, a não ser que não me importasse de molhar até o joelho... me importei.


A rua tava interditada. Impossível passar de carro e o pessoal trabalhando sem cessar.


Todo mundo que deixou o carro na rua no domingo, tá sem ele até hoje, terça à noite.




Os moradores abrem passagem pra eles passarem e a prefeitura se ocupa das ruas. E cada um joga a neve pra lá e pra cá. É até engraçado!


Esta rua ainda vai demorar um tico pra ser liberada. E como a temperatura tá muito baixa, a neve não derrete nadinha. Só endureçe.


Ví vários carros queimando pneu na neve. Quiném deslizar no barro, na areia. Roda roda e não sai do lugar. O dono deste pedaço de pneu, conseguiu sair. Deixou uma parte dele pra trás.


Isso aí já é na estação do metrô. Depois de subir dois lances grandes de escada. Deve ter entrado pelas janelas ou só Deus sabe por onde. Tudo fica fechado...


Hoje já tava rodando quase normalmente o metrô. Ontem não. Isso tudo tava coberto de neve.


As bonecas da casa de balas não tavam nem aí pro frio lá fora.


Virou uma mistura de neve e lixo...Pequenas montanhas dos dois.


As cadeirinhas em frente à Macy's, sempre tão disputadas, hoje estavam sozinhas no frio.


E metade da cidade tava dentro da loja. Quis dar uma olhada, mas desanimei. O caos, dentro como fora, tava igual. Parecia que tinha passado um vendaval. Saí correndo.


Pra turista não tem tempo ruim. Sobe no monte de neve e garra a fotografar. Nem aí pro caos que virou a vida do novaiorquino, que teve que sair pra trabalhar hoje cedo, normalmente, como se nada tivesse acontecido.

                                      
                                                       Times Square terça-feira à noite.

E o prefeito da cidade, vem na televisão toda hora comer o rabo do povo que insiste em sair de carro. Fala, como se tivesse falando com o filho mais novo. Muito engraçado.
E, se você se animar, pode ganhar um troco fazendo um bico aqui limpando a neve; 20 dólares por hora.
                                                                      Topas?

Meu filósofo de cabeceira - Millôr Fernandes

Paquera



Lá vamos nós, Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos e Fernando Sabino, andando pela noite tardia, "no tempo em que João, filho de Pedro, memorava" (Camões). Há bem tempo. Éramos jovens e sabíamos. Como sabíamos também que estávamos inventando a juventude, coisa bem mais recente do que se pensa. A cidade era mais vazia. Ipanema era o que depois se diria que era – os hunos ainda não tinham chegado.
E lá vamos nós.
De repente, entre uma casa e outra, um terreno baldio – havia casas e terrenos baldios na Vieira Souto. Através do terreno baldio vimos uma janela entreaberta e na meia-luz da madrugada entre avistamos uma maliciosa sombra feminina.
Paquera!, disse o Otto. Paquera, o quê?, disse um de nós, ou dissemos todos.
O Otto foi didático: "A maioria desses trabalhadores de obra anda aí pelos 20 anos. Vocês ainda devem lembrar dos 20 anos. Estão no máximo 10 anos longe disso. Vinte anos talvez, nem isso. Eles estão com a libido exigente – e nunca satisfeita. Viva e exigente, quarenta e oito horas por dia. Pau puro, se entendem o que digo.
Quando o edifício começa a subir do chão, as moças de família – tomem nota disso, vai acabar – da casa ao lado, que costumavam se vestir e se despir à vontade, de janela aberta, passam a tomar cuidado e fechar as janelas.
Os trabalhadores, com permissão do capataz, quase da idade deles, constroem imediatamente as paredes em frente às janelas das moças, no nobre intuito de preservar a intimidade das jovens (ou mesmo das tias). Só que..."
Otto fez um suspense. Fingimos estar satisfeitos com a nobreza dos trabalhadores. Mas o "só que" do Otto estava no ar. Ele próprio não resistiu.
"Só que de noite um ou dois tijolos da parede podiam ser retirados, e as moças voltavam a ficar à vontade, pra gáudio (!) e masturbação da rapaziada. E o buraco dos dois tijolos retirados passou a se chamar paquera.
Não me perguntem por quê."

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Um tiquim de cada coisa, e as idéias vão surgindo. É só copiar. Sem constrangimento

Internet é um instrumento tão veloz pra quem tá sempre conectado, que fica difícil enviar uma novidade. Tudo, todos veem ao mesmo tempo. Às vezes, recebo alguma coisa tão antiga enviada por uma pessoa que acabou de descobrir, como se tivesse descoberto a pólvora. Por isso mesmo, raramente repasso imeios. Tem que ser alguma coisa muito especial. E, se chegar pra você imeio meu, saberá que não é virus por este motivo. Quem conhece minha forma de escrever, sabe que não fui eu que escreveu aquilo.
Tô contando essa ladainha toda, pra justificar as fotos que coloquei abaixo. De repente, pra muita gente vai ser um " tô careca de ver ou saber disso", mas pra outros não. Então lá vai. Fotos que fui fazendo pelos Caminhos por onde andei.


Navegando porraqui, encontrei esta propaganda da IKEA que é uma grande loja de departamentos sueca. Eles colocaram sofás em alguns pontos de ônibus em Paris, fazendo um ambiente de casa. Adorei a idéia.


Já comprei - e tô levando pros amigos - estas esponjas. Tem de todo tamanho e sempre compro quando venho pro lado de cá - só que levava já inflada mas, agora, inventaram essa moda e achei bacanuda demais da conta, sô! Ela só engorda depois de molhada.


Estas cenourinhas quebram o maior galho, numa fome que rola na madrugada, ou mesmo pra oferecer pra uma visita. Os molhos são vários. De repente, dá até pra criança levar pra escola; melhor que comer um hamburguer ou batata frita.



Quando os containers não estão sendo usados com flores, servem como suporte pra prateleira.
Adorei. Amo praticidade. Sem frescura.


Não ficou simpática a publicidade no carrinho?


Esta casa fica na altura da 79W com Lexington. Um charme só!


Lembra que falei da TV dentro dos táxis, que mostram tudo? Olhe ela aí! Você clica em Map e vai aparecer o caminho e você vai acompanhando pelo GPS. Ou vai vendo notícias, dicas de teatros e shows e pode pagar com cartão ou grana. Só não pode esquecer é de dar a gorgeta - tipo 15% da corrida - senão periga de você ser excomungado em indiano, paquistanês, chinês, espanhol ou mesmo javanês. Não quero praga de taxista americano nas minhas costas. Este nosso motorista era paquistanês.
Tome lá sua grana, moço!

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