quarta-feira, 31 de março de 2010

Comigo não violão...nem vem que não tem.


Dica pra não desistir e não cair em qualquer prosa.

A história é a seguinte: uma amiga francesa já estava de passagem comprada pra ir pro Brasil, pra minha casa, em fevereiro deste ano de 2010, quando surgiu a necessidade de eu vir pra cá pra Franca.

Falei com ela que disse "Tudo bem!" Liguei pra cia. aérea pra saber o que precisava fazer e me foi informado e certificado, que o bilhete tinha um ano de validade e que, assim que o passageiro tivesse uma nova data, era só ir até a agência onde tinha comprado o bilhete e remarcar. Pra isso, tem uma taxa x e, se o preço da passagem não fosse o mesmo, pagaria a diferença. Tudo bem ! Tudo confirmado! Ficamos tranquilas.

Semana passada, antes de eu vir pra Paris, ela ligou pra agência e foi informada que o bilhete não valia mais. Não viajou, dançou! Perdeu e compre outro. Ela falou ok e desligou. Já que não tinha jeito.... me deu essa boa nova e me senti na obrigação de tentar resolver esse caso.

Como o bilhete tinha sido comprado pela internet, liguei ontem e a moça me deu a mesma notícia. Eu disse: "Tá bem! Vocês têm algum lugar onde eu possa falar pessoalmente com alguém?" Aquela vozinha que dá vontade de ir lá e dar só uma matadinha, disse: "Temos senhora, mas o que a senhora ouviu de mim ouvirá ao vivo."Tá bom, santa, mas me passe o endereço por favor."

Passou e fui lá hoje. Passei a tarde na agência.

Enquanto esperava uma fila quilométrica, só ficava com um mantra na minha cabeça: "Calma, muita calma, não perca a calma, não tente colocar fogo na agência, calma."

Chegou minha vez, a moça toda gentil, contei o caso, pegou o número do dossiê e clap clap clap clap no teclado. Toda feliz, depois de uns minutos me disse: "Encontrei uma ótima opção de passagem na cia. Y por X euros. "Eu, garrada no mantra, disse: "Eu não quero comprar outra passagem, quero usar esta e só remarcar a data como já te disse." "Mas isso não é possível senhora, porque...." e falou a mesma coisa da canseira do telefone.

Eu disse: "Falei hoje pela manhã com a cia. aérea e eles me disseram pra vir aqui, falar com vocês, vocês ligam pra eles e eles darão o ok autorizando a mudança." Ela já me olhou meio de banda, porque viu que eu não era quitanda, não era nenhuma idiota que vai saindo e dizendo "Merci madame, bonjour e au revoir".
Pegou o telefone e ligou pra cia aérea. Patati patatá, falou por uns bons 5 minutos, toda gentil e vi que a coisa não tava boa pro meu lado. Percebi muito risinho irônico na conversa, meio cúmplice.
Desligou e me disse: "A cia. informa que o preço que a senhora vai pagar pra fazer a remarcação vai ficar mais alto do que comprar um outro bilhete".
Eu disse: "Ok, então veja o que você acha mais próximo do que foi pago. Pode alterar pra frente ou pra trás as datas que te passei " (já adiantando, pra ela não vir dizer que não tinha preço bom pros dias que eu queria).
Clap clap clap clap de novo, agora por uns bons dez minutos. E eu nem tium.... sereeena, só no mantra.
Depois de muito clap clap, ela me disse: "Consegui a mesma tarifa que a senhora pagou" e com a maior cara-de-pau do planeta, como se tivesse acabando de ter uma idéia luminosa, continuou... "e pensei que, talvez, se a senhora pedisse o reembolso da passagem e comprasse outra, só cobraríamos o "preço do serviço" se posso assim dizer."
Me deu vontade de bater nela, mas o mantra não deixou.
Disse calmamente : "O que preciso fazer agora pra pedir o reembolso e como faço pra já comprar o novo bilhete?" Ela, vendo que eu tava disposta a fazer esse negócio, disse o que precisava fazer.
Já estou com o novo bilhete em mãos, o pedido já autorizado da cia aérea pra reembolsar o bilhete anterior e vão reembolsar, inclusive, a taxa de aeroporto e taxa de embarque. E os 50 Euros pelo serviço prestado, vão ser descontados do reembolso, que será depositado na conta do cartão de crédito.
Por que as pessoas já não são mais diretas e honestas e dizem logo : "Olha, minha nega, pra ninguém sair perdendo e nós não perdermos o cliente, compre outro bilhete que a cia. aérea te reembolsa o antigo e ficamos conversados. Vai sair elas por elas, já que fica mais complicado remarcar a data. Topa?"
Mas não! Antes querem ganhar tudo. Depois (esqueci de dizer) que eu disse, também, que não queria que eles saíssem no prejuízo, mas que, também, gostaria de não sair, a coisa foi mudando de figura.
Então, queridos amigos viajantes, sempre se informem muito sobre tudo e adquiram o máximo de munição possível, porque o adversário vem com tudo. Você só não pode é entregar o jogo no primeiro tempo.
Darei nomes aos bois, se necessário for, cia aérea e agência de viagem.

terça-feira, 30 de março de 2010

Um dia em Paris comendo mal e pagando muito caro


Cheguei ontem à noite aqui em Paris e, pra quem lê o Blog e tá vindo pra cá, dou algumas dicas.

Primeira : há um tempo, dei uma dica de um lugar que sempre como sanduíches quando estou em Paris - deliciosos, crocantes, feitos com paezinhos feitos na hora, uma delícia.

Apague essa notícia até segunda ordem.

Fui hoje toda feliz matar as saudades. Pão massudo, não tava crocante, pedi um Oriental e tava frio; as batatas que eram uma delícia - fritas, cortadas grossas - estavam frias e a Coca não tava gelada.

Enfim, tava com fome, tinha andado pra caramba e só percebi que tava comendo uma merda no meio dela. Pensei em ir na loja reclamar, mas achei melhor dizer aqui. Preguiça de discutir com francês.

"Composto'" (esqueci como se chama isso) de 1 Coca lata, 1 sanduíche e batatas, 8,40 euros.
Nome da casa : Pomme de Pain. Podem passar longe.

Fui à Sephora dar uma olhada nos perfumes e tralhas em geral. Continua muito legal, o atendimento ótimo e os preços caros pra caramba, como sempre. Aliás, tudo aqui tá muuuuuiiito caro pra quem troca os pobres Reais. Não tem perfume legal por menos de 70 euros (das linhas mais conhecidas).

Comprei um único Gloss da MAC por 16 euros.

Fui matar as saudades do Haagen Dazs, que pra mim era (eu disse era) o melhor sorvete do mundo. Não achei mais aquela Brastemp. O atendimento ruim, a colega desvairada que me atendeu, antes de tudo, derrubou um copo de água em mim e na mesa. Correu pra pegar guardanapos e começou a secar a mesa. No que eu disse: "Amiga, acho que você deve me secar primeiro, acha não?" E ela toda atordoada: "desolé, desolé"... Me poupe!

1 bola de sorvete = 5,20 euros
2 bolas = 8,00 euros

Hagen Danz da Av. Champs-Elysées.

Pra findar a noite, jantei com um amigo no Leon de Bruxeles e fui matar saudades de comer mexilhão. Continuam deliciosos, batatas quentes e torradinhas, atendimento ótimo. Tudo em cima.

Essa dica, que já passei antes, podem guardar.


2 mexilhões à Provencale = 34,60
1 coca 330 ml = 3,70
250 ml de vinho rouge = 5,20
Taxa = 5,20

Total = 43,50 euros

Façam as contas e vejam o que acham em relação à nossa terra.
Amanhã tem mais. Vamos ver se dou mais sorte.

Ou eu tô ficando velha e chata pra cacete ou Paris já não é mais a mesma. Quem mudou?

segunda-feira, 29 de março de 2010

Quem morre, só pensa nele mesmo! Turma egoista!

Até pra falar sobre a morte a gente precisa ter humor. Morrer é tão sem graça, tão sem propósito e tão fora de hora, sempre, que ninguém acha graça.

Hoje me lembrei de um jornalista brasileiro, que morreu de AIDS nos anos 90. Ele já tava bem fraco, quando vi uma entrevista dele na TV junto com o namorado, e nunca mais me esqueci. Muito boa.

Os dois falavam, o mais naturalmente possível, sobre a doença - que na época era fatal - sobre os planos do momento e os planos daquele que ia ficar. Muito interessante!

O que eu mais gostei, numa certa altura da entrevista, foi quando surgiu um assunto sobre carnaval e o que fazer naqueles quatro dias. Eles disseram que eram loucos pela festa, adoravam e não perdiam um só desfile das escolas do Rio. Só que viam pela TV, quiném eu. Também adoro ver os desfiles pela TV. Choro de emoção todos os anos quiném uma idiota.

Então, o que tava em primeiro lugar na fila pra morrer falou : "o que mais me deixa triste, é não poder mais ver os desfiles que tanto amo. Há anos a gente vê junto, convida os amigos, bebemos, comemos e nos divertimos tanto! Nessa época, por exemplo, já estamos com o CD e as letras dos sambas-enredos pra decorar".

Não me lembro de quem tava fazendo a entrevista, mas rolou aquele momento-emoção, que foi logo cortado pelo que ainda não tinha entrado (pelo menos oficialmente) na fila pra morrer. Ele disse: "pois eu acho muito egoísmo, da sua parte, ficar chorando porque não vai ver mais os desfiles. Você já parou pra pensar em mim? Pensou nos seus amigos, no próximo carnaval? Já imaginou a merda que vai ser assistir sozinho, sem você do meu lado, sem os seus comentários, sem a comida boa que você faz?" e foi descascando a moranga no futuro-defunto, até ele perder o rumo de vez. Quem vai morrer, se esquece que vai morrer e fim. Adeus viola, muito prazer, foi uma honra, obrigado e adeus. E quem quiser que conte outra!
O pobre quase pediu desculpas por ter sido tão egoísta, mas foi bom, porque caiu em si. Não tinha parado pra pensar no outro lado da moeda.
Não me lembro de como terminou essa conversa, porque a melhor parte eu já tinha registrado.

Estou convivendo há dois meses (e acompanhando a peleja da doença há 8 anos) com uma pessoa que tá no primeiro lugar da fila, prontim pra dar o último passo, mas empatando a fila porque não quer largar a liderança nem a poder de porrete. Cismou de ficar na pole-position forever. A última desculpa é que quer fazer 80 anos - o que vai rolar depois de amanhã.

No que ele faz muito bem, porque o tanto que temos nos divertido e rido, não tá no mapa. Tenho anotado coisas e causus pra contar mais pra frente, quando esses causus ficarem mais engraçados do que já são.

Quando a dor desaparecer e só ficar coisa boa pra eu me lembrar.

domingo, 28 de março de 2010

Questionário com Millôr...pra principiantes e veteranos


Responda se puder:

Essa charge é de 1976, mas poderia ter sido feita em: ( )
77,78,79,80,81,82,83,84,85,86,87,88,89,90,91,92,93,94,95,96,97,98,99,2000,01,02,03,04,05,06,07,08,09,2010?
( ) Todos os anos anteriores a 1977 decrescendo até 1500
( ) Millôr brincando, é só uma piada
( ) Todas as respostas acima
( ) Nenhuma das respostas acima

sexta-feira, 26 de março de 2010

Mudou o século e pirou o cabeção da moçada.


Este é o primeiro e o último século que passo, de corpo presente, de um século pro outro. Eu e uma cambada. E acho que isso tem pirado o cabeção do povo. A passagem do século XX pro XXI ainda não foi bem digerida por muitos.
Explico! Calma!

O tempo voando, a gente com mil coisas pra fazer e não tem tempo, atividades se acumulando e nós pirando.

E o que é pior: num país quiném o nosso, onde ter mais de 30 anos já tá velho pra cacete, a coisa fica ainda mais difícil.

Vou contar um caso, mas não quero saber de gozação, porque já ouvi o suficiente... rs

Sabe daqueles casos que você poderia guardar só pra você mesmo, sem testemunha mas, de tão engraçado, não consegue e conta pra todo mundo, mesmo sendo o maior gol contra? Pois é. Então lá vai.
Com a virada do século, até quem tem só 15 aninhos, nasceu no século passado. Correto? Correto.

Lá fui eu ao médico. Consulta de, não me lembro mais o quê, talvez pra ver como anda minha memória. Então, como toda primeira vez, tem que preencher uma ficha.
A secretária novinha, mesmo pertencendo ao século passado, tava na casa de uns 20 a 22 anos.
Toda gentil, começou com as perguntas: nome, endereço, profissão, plano de saúde, CEP, imeio, data de nascimento. E eu fui respondendo. Tudo bem! Quando chegou na data de nascimento, eu disse:
" 25 de setembro de 48."
Ela olhou pra mim, como se tivesse vendo um Avatar. Olhou pro teclado do computador dela, fez que ia escrever, olhou pra mim de novo, pro teclado, pra mim, e falou com a cara de maior interrogação do mundo: "É 1900, né?" E eu, pra não deixar a moça mais sem definição do que já tava, brinquei: "Tá espantada com meu estado de conservação? Nunca imaginou que pudesse conhecer um ser do século passado e, ainda por cima, da primeira parte do século, ainda vivo, com saúde e se locomovendo sozinho...?" Ela não sabia o que fazer com a total falta de graça. Garrou a pedir desculpas e mais desculpas "Eu não quis dizer nada disso, só fiquei confusa" e foi falando e eu rindo muito e já louca pra contar o causu pros amigos.

Disse pra ela: "Por favor, nem esquente! Achei engraçado demais! Adorei essa história. Agora, tome cuidado, porque conheço pessoas que, se ouvirem uma pergunta dessa, vai ser a última que você fará. E, ainda por cima, vão sair livres no julgamento usando, como argumento, legítima defesa da honra".

Eu, como tô pouco me lixando pra honra, a essa altura do campeonato, nem ligo. Nem te ligo farinha de trigo!
Como diz meu amigo, que tá quase "parando de fumar": "Tô mais preocupado agora é em continuar respirando."

quinta-feira, 25 de março de 2010

Esta carta o Presidente não pode dizer que não viu.

Dando mais um empurrão pra derrubada da ditadura em Cuba, transcrevo a carta enviada pela cubana Yoani, ao Presidente Lula.

Por favor, cliquem na carta que ela aumenta de tamanho.


Perguntar não ofende! Responder pode ser fatal.


Caro leitor assíduo ou não tão assíduo, leitor que passa porraqui quando se lembra que o blog existe, leitor que está vindo pela primeira vez e acha que pode voltar... enfim, leitor. Queria saber sua opinião.

Seguinte: recebo imeios de toda forma.

Tem a turma que reclama que os textos são curtos e que sempre querem mais. Os gulosos!

Tem a turma que acha que o texto deve ser curto, porque é rapidim pra ler, e o sofrimento acaba logo. São os persistentes e esperançosos.

Tem a turma que só lê nos finais de semana e nunca tá em dia porque escrevo todo dia, então, acha que acumula muito. Acham que deveria escrever umas 3, 4 vezes por semana.

Não quer dizer que eu vá mudar, totalmente, minha forma de trabalhar mas, seria interessante se, as pessoas que tivessem saco, mandassem um alô dizendo o que pensam. Ficaria mais democrático ainda o nosso encontro.

Nem precisam perder muito tempo. Basta um "tá bom como tá" ou "texto maior" ou "texto menor"ou "escrever menos ou mais vezes por semana" e por aí vai.

Dizer "se o blogui saísse hoje do ar, estaria saindo tarde" não vale. E, além de tudo, não ia ser apreciado por mim nem obedecido... rs

Beijins a todos. Fico aqui, quiném Pedro Pedreiro.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Não somos menos letrados, temos mais sol.







Sempre escuto ou leio que, nós brasileiros, lemos pouco ou quase nada, não gostamos de livros, não compramos livros, etc e tal.

Sou a maior defensora do nosso povo (e aproveito pra me defender junto...rs).

Lembrei desse assunto porque aprendi, aqui na Europa, a gostar de jogos (ler eu sempre gostei) : jogos caseiros - infantis ou não - jogos de montar, quebra-cabeças, cartas, qualquer um...

Toda casa aqui tem uma estante cheia deles; pra todas as idades e pra todos os gostos.
Quando rola o papo de "Se você ganhasse muita grana na loteria, o que faria?" entre trocentas coisas, eu digo que teria uma sala de jogos em casa. Sala grandona com muitas mesas, ping-pong, sinuca e mesas pra duplas ou mais pessoas. Teria um bar fabuloso com qualquer coisa que a gente quisesse beber e uma cozinha com um seu zé pilotando o fogão direto. Pensem se não seria o máximo: "Hoje é dia de jogatina, cambada! Não precisa levar nada." Venham todos. Sonha Alice! Enquanto o sonho não se realiza, voltemos aos jogos possíveis e à leitura.

Estamos saindo do inverno, já quase não tem neve, mas continua frio e ontem teve uma chuva fininha, gelada. Quem vai sair pra rua com um tempo desse? Quem se habilita a passear? Só mesmo turista, porque o taxímetro tá rodando em Euro e ele não pode perder tempo. Mas o nativo, não sai nem morto. Vai fazer o que então com o seu tempo pra lazer? Ler ou jogar. Sacaram?

Esse tempo danado, dura de outubro a abril. Imaginem o tanto de livro que não dá pra ler nesse tempo e o tanto de jogo que não dá pra jogar?

Aí, a gente pula pro Brasil e vão entender minha defesa. A tentação começa logo cedo. Sol estourando mamona às 6 da matina. Convite pra sair de casa é o que não falta.

Sol gritando lá fora, meninada jogando bola na rua, no campinho do bairro, nas praças, na praia, as garotas com biquinis de babar, gatos mostrando corpos de morrer de inveja e ódio, cerveja gelada, rir das pessoas, sentados num bar de esquina ou de beira de praia, andar de bicicleta, nadar no clube, ou na lagoa, ou no rio. Praia linda, quentinha, neguinho só faltando colocar na sua boca o camarão torradinho ou o queijo derretendo, quem vai querer saber de ficar sentadinho lendo um livro? Quem, a não ser o pobre vestibulando ? Mesmo assim, porque é obrigado.

Du-vi-dê-ó-dó que esse povo daqui iria ser letrado como é, se tivesse o sol e o calor que temos.

Podem vir pra tirar a prova. Basta ter uma nesga de sol, que neguinho põe as manguinhas de fora pra absorver um tico de vitamina D.
E, em dia de sol mesmo, as praças, praias e ruas ficam lotadaças, sem lugar pra pisar. Todos aproveitando enquanto o Brás é tesoureiro, porque sabem que essa moleza não vai ser como ser tesoureiro do PT. Aproveitar pra sempre. Não. Aqui tem tempo certo. Esta alegria não dura muito.

Obs.: Esse jogo que coloquei aí em cima - o Lynx - é meu último vício. "Cambada, tô levando pra gente jogar, aproveitando o nosso inverno rigoroso que vai chegar". Ixe! Lembrei! Com a Copa do Mundo em julho, vou ter que jogar comigo própria por muito tempo. Mas, se achar por aí, compre. É muito bom ! Pode jogar de criança ao vovô.

terça-feira, 23 de março de 2010

Mais cachorro...pra acabar com esse assunto.







Tenho uma família de amigos que tinha dois cachorros. Eram o xodó do dono da casa. Sabe aqueles amigos pra valer, tipo você e eu? Pois é.

Passeio todos os dias, saídas pra passar o sábado fora, remedinhos na hora quando as pestes adoeciam... Tudo muito bem. Só tinha um senão. Ordens da dona da casa. Entrar em casa era proibido. E eu acho que ela tinha toda razão. Bicho não foi feito pra ficar andando em carpete nem subindo em sofá, emporcalhando a casa.

Os danados eram tão espertos, que esperavam o dono da casa chegar e, no que ele abria a porta da sala, eles entravam rapidinho, sob a guarda dele, e faziam o caminho até a cozinha já saindo pro quintal rapidim, antes que a patroa visse. Mas, pelo menos, essa passada rápida pela casa era sagrada.

Um belo dia, o patrão adoeceu, acho que foi dengue, sei lá. Só sei que prostrou na cama e não erguia nem pra dizer ui.

Os bichos, no primeiro dia, ficaram esperando cedinho, na porta da cozinha, a saída pra caminhada e nada, saída pro trabalho e nada, chegada à tarde e nada.
No segundo dia, a mesma coisa, já com as carinhas mais amoadas.
No terceiro dia, rolou um xororô, tristeza absoluta, rabo entre as pernas, e a patroa viu que a coisa tava feia. Tinha baixado o banzo total e, então, ela não teve outra saída. Pensou, pensou, ponderou e resolveu levar as crias pra fazerem uma visita pro dono, pra verem que a coisa não tava boa, mas também não era pra desanimar. A vidinha voltaria ao normal logo, logo.

Não falou nada com o dono da casa. Tipo festa surpresa.
Abriu a porta e convidou os dois a entrarem. O que não deve ter passado pela cabecinha dos pobres: "Aí, tem!" Devem ter pensado. Mostrou a escada e mandou subir.
Eles, sentindo que a barra tava limpa e o cheiro do dono, subiram quiném cometa. Sem conhecer o caminho, foram direto pro quarto e, da porta mesmo, deram um voo até a cama, já com a língua pra fora, pra demonstrarem toda a alegria e contentamento por ver o dono. Esse, no que viu a cena, ficou muito feliz por alguns segundos, mas logo saiu com essa:
"Deve ser meu último dia de vida ou já morri e não tô sabendo!"

segunda-feira, 22 de março de 2010

Cachorro e gato dentro de casa. Deus me defenda!

Acho que já falei aqui : "Não gosto de cachorro nem de gatos. Nunca tive, em minha casa nunca teve, não criei afinidade com os bichos".

E eles não se importam com isso; vem sempre pro meu lado querendo colo, afago e eu caio fora "Tem dó! Sai pra lá".

Estou com uma amiga, há quase dois meses; ela, o marido, eu, dois gatos e um cachorro. Tô purgando meu pecados. Meu lugar no céu tá garantido!
E, aqui na França, a visita vem e trás o bicho junto. Faz parte do kit. É normal, ninguém reclama e ainda acha lindo. Veio uma prima dela passar esse fds, trouxe cachorro, comida, vasilha de beber, comer, tudo.

Hoje, pela manhã, mais duas visitas; todos com seus cachorros. Esses dois últimos, acho que quando viram que a casa só cabia bicho em pé, se compadeceram e deixaram as duas coisas lá fora. Se entrassem mais dois, eu ia esperar do lado de fora. Eles até riem de mim e não acham ruim eu não gostar. Acham graça e eu não acho graça nenhuma.

E tem outra; digo pra eles e, todos me olham com espanto : "no Brasil, lugar de cachorro é no quintal, fora de casa". Não tem muito tempo que essa moda de cachorro, dentro de casa, começou. E mais ainda, se entra em casa, é proibido de entrar na cozinha. Aqui, você precisa ficar pedindo licença ao bicho pra passar. Na cozinha, tem gato em cima da mesa, em cima da pia, cachorro no chão. Todos rezando pra ver se cai alguma coisa pra eles comerem. Bicharada esfomeada! Se a gente der comida, comem o dia todo.

Outro dia, disse que ia colocar um sinal de trânsito no corredor - cachorros à direita, gatos à esquerda e humanos no meio - pros humanos pararem de pisar nos bichos.

Agora no inverno, a coisa fica pior. É o maior entra e sai. Saem pro xixi-cocô o dia todo. Cachorro late querendo entrar, gato mia querendo sair e a gente abre e fecha porta o tempo todo. Santantonho tem me ajudado muito a ter paciência. E comem na cozinha (a casinha-toilete da gataiada é na cozinha também). Eu mereço isso, ó meu Deus!

Meu amigo, o dono da casa, não se cansa de me perguntar: "Me diga, com sinceridade, você já não está se habituando a eles? Gostando? Não vai querer um gatinho pra te fazer companhia quando voltar pro Brasil?" E eu, muito educadamente, não querendo magoar o amante dos felinos e cachorrinos, digo com toda delicadeza:
" Neeeem fudennnnnndoooo!!!"

sexta-feira, 19 de março de 2010

O tempo passa, o tempo voa...


O tempo tem voado.

Imagino que, pra quem ainda não fez 18 anos, não esteja voando tanto, mas, pra quem já passou dos 40 e pra mim, que já passei dos 50, ele tá disparado. Uma flecha!

Garro a pensar nessa história de tempo... Ele não mudou, o dia continua o mesmo, os mesmos 60 minutos marcam uma hora e as mesmas 24 horas marcam o dia. O negócio é o tanto de coisa, que a gente inventa de fazer, e o tanto que tudo ficou mais longe, menos prático... e as cidades cresceram muito.

Quando eu era criança, me lembro que minha mãe me mandava no açougue, todo santo dia, fora que, nos 5 dias que ia, pelo menos 2 deles tinha retorno; se a carne não estava como ela pedia tinha que trocar. A cara grande era a minha. Naquele tempo, não pensava que o acougueiro tinha tentado me passar a perna mas, pensava que minha mãe era chata demais e eu ficava morrendo de vergonha. Mas ela tinha razão, porque o mané sempre trocava; sinal de que ela tava certa.
E ia à padaria pela manhã e à tarde.

E ia comprar, sei lá o quê, no armazém e, era só colocar o pé de volta em casa, tinha que voltar porque ela tinha se esquecido outro de sei lá o quê.

Mais tarde, cheguei a pensar que deveria encher tanto o saco dela em casa, que me fazia ir às compras o tempo todo; se livrava de mim.

Não era nada disso que eu ia contar, mas falo demais e a cabeça viaja a 1.000 por hora, então desvio da meta.

Falava sobre o tempo e hoje, pra ir à padaria, precisamos pegar o carro, garagem, estacionar, achar vaga (uma peleja que toma muito tempo). Imagine fazer, hoje, o que minhas canelinhas fizeram há 1000 anos. Fora de cogitação!

E o século passado, então? Há quantos séculos já estamos no século 21? Não parece uma eternidade? Até quem nasceu na última década do século 20, já tá velho demais. Jurássico!

Todo causu que vou contar, tenho que tomar cuidado, porque eu envelheci e fiz anos de acordo com os anos que foram passando; um a um fui acrescentando, só que tenho amigos da minha idade, que tão lá atrás. Uma mágica! Uma matemática que nem Pitágoras conseguiria decifrar.

Tenho uma grande amiga que, se quiser inimizade, é só começar a falar sobre idade. Acho engraçado, porque cago pra minha.

Então, pra sacanear, quando ia fazer 50 anos, inventei que iria fazer um convite na linha da Revista Caras. Só de pensar eu mesma ria sozinha.

Seria assim: "Vou festejar meus 50 anos, dia X próximo, e convido meus queridos amigos pá-tá-tí pá-tá-tá: fulana, 51; fulano, 54; fulana, 49; fulana, 48; fulano, 50; e colocaria o nome e idade de todo mundo.
Você recebeu o convite?
Claro que não, né? Se tivesse enviado, iria soprar minhas 50 velinhas sozinha....rrrsssss.

E tem mais!
Disse que iria deixar cestinhas de lembrancinhas espalhadas pelos jardins da festa, com fralda geriátrica, Viagra, Co-re-ga (pra segurar dentadura), bengalas dobráveis, Sustrate, pacotinhos de sal pra levantar a pressão, e mais alguns utensílios tão úteis pra quem já tá lá, mas finge que ainda não chegou.

E ainda não era nada disso que queria contar, mas espichei muito então conto semana que vem.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Assinem, assinem, assinem por favor!


Vamos nos juntar a querida Yoani, Vargas Lhosa, Pedro Almodovar e mais de 18.000 assinaturas até agora, e ajudar CUBA a ficar livre da ditadura.


Vamos encher de BRASIL a lista.



Amigos: minha turma, minha alegria !







Tem sempre alguém me perguntando se não quero, se não gostaria, se nunca pensei em trabalhar como guia turístico. Confesso que não!

Sempre que vou viajar, convido várias pessoas pra irem comigo mas, nem sempre dá certo. Muitas gostariam mas, por vários motivos, não vão.

Adoro viajar sozinha e gosto, também, de viajar com pessoas. Amigos. E tem sempre uma conversa séria antes da viagem: estamos juntos mas, não estamos amarrados. Nada de chicletes, na cola um do outro. Se a programação satisfaz a todos, iremos todos mas, caso contrário, cada um faz o que quiser e a gente se encontra no final do dia, ou da tarde, ou da manhã, ou em casa.

Recebi um imeio, semana passada, de um amigo, mostrando uma forma que está muito na moda. Pessoas passeando com pessoas. Tipo personal-amigo-de-viagem. O personal mora na cidade X, conhece a danada feito a palma da mão e tá disposto a mostrar pro turista amigo, dividir com ele o que de bom a praça oferece. Ele me pergunta o que acho. Acho legal, é um trabalho interessante pros dois lados. Nada de bando, fornada de turista tirando foto sem saber onde está, só descobrindo, com muito esforço, quando chega em casa e vê as fotos. Quanto a isso, acho legal. Você, com um amante da cidade, mostrando o que tem de mais interessante, coisas que com um bando ficaria difícil de fazer, aplacando a curiosidade, explicando o que te interessa....
Mas, o meu lado comodista, preguiçoso e aposentado de hoje em dia, já pergunta e fica com medo de umas coisinhas. Aliás, foi esse medo que sempre me afastou dessa profissão: a obrigação, o dever, tipo, pra fazer esse trabalho, vou ser paga, o outro vai me pagar... Fato ! É um trabalho ! Fato! Então, meu nego, a partir do momento que "tô pagano!!!" a coisa muda de figura.

Tenho mais saco não !
Ainda prefiro sair com os amigos, os chegados, porque podemos discutir, rir, falar mal uns dos outros (dos outros principalmente) rachar um rango ou um quarto de hotel, dizer que esse museu ou aquele artista é uma bosta e não vou perder meu tempo ali nem morta.
Nada como a minha liberdade de ir e vir.

Portanto, cambada de amigos, vamos continuar viajando tranquilos, sem estresse e sem receber nada em troca. Só quero é ter ótimos momentos pra serem lembrados e pra gente ter conversa pro resto de nossas vidas.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Até pra desejar um bom dia, fique atento!











Tem frases que parecem soar simples, nénão? Como, por exemplo, um Bom Dia! Boa tarde! Boa noite! Como vai? Tudo bem? Beleza? Diga aí! ...
mas não soam tão simples assim. Depende de onde você esteja ou com quem esteja falando.

Tenho um amigo que trabalhou, durante muitos anos, em uma Agência Funerária. Como assim? Ora, trabalhando! Atendendo as pessoas, vendendo caixões, indicando floras, coroas, anúncios em jornais, essas coisas que precisamos quando morre alguém. Tem que ter uma pessoa, do outro lado do balcão, pra nos atender, senão como fica?

Às vezes, ele tava dando plantão na madrugada e passávamos lá pra dar um oi - vindo de algum bar ou restaurante - e ele convidava pra entrar, como se estivesse em casa. "Querem conhecer as novidades em caixões? Vamo lá no Show-room que eu mostro". Não é brincadeira e nem falava de gozação. Sério. A gente nunca topava porque, sempre acha que não tá na hora e, além do mais, conhecer novidades da última morada não é o sonho de infância de ninguém.

E ele conta um causu que gosto muito. Seguinte :

Com o tempo, depois de muitos foras e muitas respostas mal criadas que recebeu, foi aprendendo a lidar com a negada, que ía atrás dos serviços da funerária.

Se você se candidatar a uma vaga, pra esse tipo de emprego, um dia, lá vai a grande dica.

Nunca, jamais, em tempo algum, quando chegar um parente ou amigo ou o que seja do morto defunto, diga: "E aí, beleza?" ou "Como vai, tudo bem?" ou "Boa noite, meu Senhor!"
Não. Isso será um erro sem tamanho. Gafe incontornável. O mínimo que irá ouvir será: "Boa noite pra você que não acaba de perder a mãe" ou "Tudo bem, uma ova, minha sogra morreu e eu ainda tenho que cuidar do enterro da danada" ou "Beleza? Você não tem o menor sentimento" ou "Pelo fato de conviver com a morte o dia todo, não pode deixar de respeitar as pessoas" e por aí vai indo....

Depois de muito apanhar, meu amigo dá a dica. Diga, simplesmente:

"Pois não?"

terça-feira, 16 de março de 2010

Assinem por favor. Eu acuso o governo cubano.


Contra a ditadura de Cuba e a favor dos presos políticos cubanos.



Filho de peixe nem sempre peixinho é !



Conheço uma campeã mundial de esqui e várias vezes campeã francesa. Mora aqui pertinho de onde estou. Alcançou, na sua categoria, tudo que alguém pode alcançar. Um sucesso!
Hoje, ela é uma jovem senhora, mãe de três filhos e não compete mais. E, evidentemente, sua ninhada esquia muito bem.

As duas filhas mais velhas, já são campeãs; uma delas esteve participando dos Jogos Olímpicos de Inverno, no Canadá e parece que foi muito bem. Não vi o final das competições.
Mas, do garoto, que é o mais novo, não me esqueci, desde que ouvi, do avô, um caso muito engraçado. Conhecendo o avô, a história fica melhor, mas conto assim mesmo.

Um dia, ele tava acompanhando os três num passeio pelas montanhas; cada um com seu esqui exibindo o melhor de si. Depois de um tempo, o avô se sentou em um café, no pé da pista, pra apreciar os netos, futuros campeões.
Primeiro, desce a mais velha e passa quiném um foguete por ele. "Linda, elegante, essa deverá ser campeã de velocidade" pensou ele. Quase não deu tempo de reconhecer a netinha, tamanha a rapidez com que ela passou.
Passa a segunda, também rápido, elegante e garbosa como a primeira, mas já fazendo um outro estilo. Não sou conhecedora do assunto mas, imagino, que seria mais na categoria de fazer acrobacias. Desceu fazendo sinuosas e super compenetrada em sua performance. "Campeã com certeza" pensou o avô.
Aí, vem descendo o garoto, orgulho do vovô. Todo elegante, bem tranquilo, sem pressa, passa por ele, abanando as duas mãos e dizendo: " Oi, vô! Tudo bem?"
O avô cumprimenta, demonstrando alegria mas, no fundo, com uma pitada de decepção, pensou: "Esse aí, nunca vai ser um campeão! Não nasceu pra coisa!"

E não foi mesmo ! O negócio dele é esquiar pra se divertir, quiném jogar uma pelada com amigos no sábado pela manhã.

Nada de competição !

segunda-feira, 15 de março de 2010

Mexidão mineiro fazendo parte do menu dos franceses


A galinha do vizinho é sempre mais gordinha mesmo. A gente tá sempre de olho no quintal do próximo.


Quando venho à França, fico o tempo todo matando a saudade das coisas que amo. Pães, manteiga, leite, iogurtes, queijos, geléias, enfim, minha praia é mais café da manhã e lanche que o próprio almoço e jantar.

E o francês fica doido com nossas frutas, nossa comida temperada e nada leve. Passa mal, mas adora. Tem uns que nem ligam, comem torresmo todo dia, bebem caipirinha, comem feijoada e o estômago nem tium!

Outro dia, estávamos olhando o que comeríamos no jantar, abrindo a geladeira e vendo um monte de restinhos de coisas, falei: "Por que não fazemos um mexidão?". "Fazemos o quê?" disse a dona da casa e eu expliquei o que vinha a ser.

Mexidão é o seguinte: casa de muita gente, ou visita de última hora, não tem arroz ou carne ou feijão suficiente pra todo mundo, em Minas a gente lasca um mexidão. Junta tudo na frigideira, coloca um tomatinho, se tiver, ovos, se tiver, cebola, se tiver, cheiro-verde, se tiver.... e ela começou a rir. "Como assim, se tiver?" Eu disse: "no mexidão, coloca-se o que tem. Não tem que ter nada em especial, quer dizer, determinados ingredientes fazem ele ficar melhor mas, se não tiver, vai sem eles mesmo. Tem, coloca, não tendo, vai sem. Não entendeu nada, mas pagou pra ver.
Quase dei um nó na cabeça da francesa, toda certinha nas medidas de 30ml, 25 gr. e tudo mais dentro dos conformes.

Falei: "é melhor eu fazer e vocês vão comer se gostarem. Se não gostarem, não tem problema porque eu como tudo, porque tenho certeza que vou amar". Foi um riso só. E mãos à obra na obra.

Peguei dois ovos, azeite na frigideira, refoguei uma cebola, mexi os ovos bem mexidos, coloquei dois tomates picados, sobra de arroz, sobra de vagem, sobra de brócolis, piquei um bife de colega, que tinha sobrado do almoço (em pedacinhos pequenos pra render bem), misturei tudo, pimenta do reino, cebolinha desidratada e, por fim, farinha de mandioca que trouxe do Brasil. O cheiro já tava agradando.

Coloquei na mesa, parti um limão no meio, servi os pratos e mandamos ver.

Não sobrou pedra sobre pedra. Grão sobre grão. Raspamos a frigideira.

O melhor de tudo, agora, é escutar a receita sendo passada de amiga pra amiga, quase todo dia. Não sei se vai dar certo, porque ela passa a receita do mexidão que eu fiz, a amiga que anota não sei se entende direito, diz que não precisa ter nada daquilo que ela tá dizendo, mas anotam tudo e ficam loucas pra fazer. E o mais importante é dito por minha amiga, no final da receita: "nada disso vai dar certo, se não tiver farinha de mandioca. É imprescindível!" Bão, aí o bicho vai pegar.

Deve ter dono de supermercado, ou de uma birosca qualquer, tentando entender o que é aquilo que, de repente, todo mundo passou a procurar.
Que raio de farinha será essa?

E, aí, ganhei uma manga semana passada. Falei: "uma manga pra três, não vai rolar". Ela riu e disse: "Não me diga que tem mexidão de fruta?"(também não vamos exagerar...). Mas, peguei a baita, cortei em pedaços, coloquei açúcar na panelinha, fiz uma calda, uns 3 cravos-da-Índia, 1 pedacinho de canela, deixei a manga ferver um pouco, com um tico de água, e comemos morninha de sobremesa. Manga em calda feita na hora.

Mais uma vez, não sobrou nem o caroço, pois, esse, o cachorro comeu.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Glauco e Henfil de novo juntos


Homenagem dos amigos cartunistas ao grande Glauco.








Das telas, direto pro deserto da Califórnia


Quem não se lembra dos filmes bíblicos, Ben Hur, Os Dez Mandamentos, El Cid e tantos outros? Todos com o grande ator Charlton Heston (se você não assistiu na época, pode ver agora nas reprises dos canais de TV, sempre tá passando, principalmente na Semana Santa). Eu assisti todos e mais recentemente, fiquei conhecendo um pouco sobre a cabecinha dele como homem comum, e não achei tão grande assim. Mas não vamos misturar as coisas, ator é ator, e o que ele pensa deixo agora de lado.

Tenho uma grande amiga francesa, que é o braço direito de um compositor-cantor francês muito conhecido por aqui, e, talvez, no Brasil, alguns se lembrem dele; chama-se Michel Polnareff (tá hoje na casa dos 60 mas ainda em grande forma). Ele mora na Califórnia.
Ele tem um humor ótimo. É vascaíno, com camisa e tudo. Quando eu frequentava a casa dele, estava sempre vestido com a camisa do Vasco.
Um dia, estavam os dois indo de carro, não sei pra onde, em pleno deserto e o carro do Michel quebrou. Aquele calorão, só areia e não passava uma alma viva pra dar socorro e, antes que alguém pergunte, ainda não era tempo de celular.

De repente, não mais que de repente, passa um carro, eles fazem sinal e o carro continua, mas, como por obra de Deus, pára lá na frente e dá ré, estaciona e sai um sujeito grandão e vem andando na direção deles. Minha amiga que é meio songa, não percebeu nada, mas o Michel, super ligado, não só percebeu como caiu de joelhos em pleno asfalto, mãos postas, se abaixando e batendo com a cabeça no asfalto, fazendo reverências, gritava: "Moisés! Moisés! É Moisés, que veio nos salvar!"
Era Charlton Heston em pessoa.
Parou pra acudir a dupla.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Que vergonha!!!



Capa da revista Observateur, hoje nas bancas, aqui na França.
Como dizem os franceses: " C'est dure a avaler." Difícil de engolir.

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