sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cada um no seu quadrado!

Vamos lá, caro leitor ! A perguntinha que não quer calar. Olhe bem as duas fotos e diga pra você mesmo.
Qual dos dois armários você prefere?
-O arrumadinho, claro! Detesto bagunça.
-Eu tô nem aí. No meio da minha bagunça eu encontro tudo.
-Se alguém quisesse arrumar pra mim, seria uma boa, talvez eu me animasse e conseguisse conservar.
-Eu não sou perfeccionista. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

E outras respostas, que não me vêem a cabeça.

Pulemos pra alguns anos atrás, eu sendo babá de um fôfo, em Paris.
O meu trabalho era me ocupar do pequeno. Tudo que se referia a ele era comigo. Mas, vamos e venhamos, um pequetito não te ocupa o dia todo, dorme pra cacete e, de vez em quando, eu fazia uma graça e dava uma geral nas coisas da casa.
No quarto dos patrões, tinha um armário de parede à parede, baixo, com umas três prateleiras em cada porta. Cheio de portas. Grande paca !
Numa parte, só tinham pulôveres de frio. Montes deles. Nem dava pra saber quantos. Balaio de gato, saca? Ninho de guacho, já ouviu falar ? Pois é !

Um belo dia, me animei, sentei no chão e tirei tudo de dentro do armário. Aquela montanha de lã. Um chafardel (ou rebanho, olhei no Google) tava lá.
Fui separando, remendando algum furinho, pregando botão, lavei o que tava sujo e separei primeiro pelas cores.
Depois fui dobrando, bem arrumadinho, um a um, e fazendo pilhas em degradê.
Eitia, mais ficou bonito demais! Fiquei em pé, em frente à obra por uns bons minutos. O criador observando com orgulho a sua criatura.

A patroa chegou, eu não disse nada e esperei pra ver o que ela ia achar. Como comecei essa conversa, não sabia se ia gostar ou tanto fazia. Esperei.
De repente, ouvi um grito vindo do quarto. Levei um susto e fui lá ver o que era.
Cena difícil de descrever !
A metade dos pulôveres já tava no chão e ela na maior alegria, feito criança abrindo pacote de presente de brinquedo, ia pegando cada um e falando: "Olha esse? Onde ele tava? Já tinha me esquecido! E esse aqui? " E zupt!!! Ia arrancando um a um.
O patrão, embasbacado, só repetia: "Não acredito que tudo isso seja nosso. Nós temos isso tudo?"

Fim ! Foi a primeira e última vez que arrumei o tal armário.

E tudo continuou "como dantes no quartel de Abrantes" (quem não conhece essa expressão, vai pro Goggle...rs).





10 comentários:

Gigi Esteves disse...

PQP³!!! kkkkkkkkkkk... dá uma vontade de pegar essa infeliz pelos braços e fazer ela arrumar tudinho. Bagunceira!

Ieda Dias disse...

Gigi, eu te juro que nem liguei....só que não arrumei de novo. Pra ela não fazia diferença...rs
bjins

Anônimo disse...

Caramba, eu não aguentaria um trabalho desses, daria um nó no pescoço dela na hora :) tenho horror a bagunça.
abraço,
clara

Ieda Dias disse...

hhheeeee...eu ja sou o contrário, Clara. Penso na minha casa. Ela tá arrumada, se o outro não quer arrumar a dele, tô nem aí...
bjins

Kátia Flávia disse...

Conheço e convivo com alguém tipo "Eu me encontro na minha bagunça." Não é fácil não.

Ieda Dias disse...

Convivo com alguem e esse alguem sabe quem........rrsssss
bjins

Juliana disse...

Verdade Kátia Flávia....
a BEATRIZ não é fácil.

Ieda Dias disse...

Pra que inimigos? Se temos Juju.........hhheeeeeeee
bjins

Thica disse...

Acho que eu tou no meio termo. Nem organizadinho, nem zoneado. É que às vezes tenho preguiça de ficar arrumando, aí vou deixando, deixando... até dar a louca e arrumar tudo direitinho. Mas não chega a ser como na primeira foto. rsrs

Beijin!

Ieda Dias disse...

Equilibrio, Thica...é sempre a melhor solução...rs
bjins

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