sábado, 17 de julho de 2010

Na Grécia, saboreando a salada dos deuses!

Tem muito tempo que não faço essa salada e acho que, fiz tanto quando aprendi e ensinei pra metade da população de BH, que enjoei. Era um tal de, toda vez que ia rolar um almoço, lanche ou jantar, o meu prato era a salada. Agora que me lembrei dela , não sei porquê, vou contar pra vocês como e onde aprendi e ensinar a fazer.


Vendo os ingredientes, você vai dizer : "mas isso já é manjado, já conheço e já comi muito". Não, meu bem, com a minha, quer dizer, com o tempero e jeitinho grego de fazer, você ainda não comeu.

Estávamos, meu amigo e eu, pela estrada a fora, conhecendo o interior da Grécia. A gente tinha saído de Atenas e a direção era o Porto de Igoumenitza, pra pegar um barco e seguir viagem. Fomos parando em vários lugares fôfos, que lembram muito o interior de Minas Gerais. O povo simpático, daqueles que te cumprimenta quando você passa, mesmo sem nunca ter te visto. Coisa de pessoas do interior. Adoro! (as cidades grandes perderam isso).

A cidade se chama Kalabaca e é pertinho de Meteora. Me lembro que o restaurante já tinha fechado, mas o pessoal super gentil resolveu quebrar o galho dos mineiros famintos e fizeram uma salada, que comemos com pão. Quando a gente tá esfomeado e na terra do outro, quase tudo vira uma delícia; foi a melhor salada que comi na vida. Mas a salada tava boa mesmo ! Fazendo aqui no Brasil, com os nossos ingredientes, fica uma delícia, mas o gosto nunca vai ser o mesmo. Descobri isso morando fora. Sempre tentava fazer alguma coisa pra matar as saudades da terrinha, tinha todos os ingredientes e o gosto não saía igual. Água diferente, terra diferente, fertilizante diferente... tem jeito não; não sai igual, mas sai bom demais também.

Vamos ao que você precisa pra fazer essa salada e fechar os olhindos pensando estar em terras gregas, comer e lamber os beiços.
São 6 os ingredientes.
- tomate
- pepino
- azeitona preta grega (claro que, se não tiver, vai a outra mesmo - mas já vai mudar o gosto).
- cebola
- pimentão
- queijo de cabra (mesma coisa, mas pode ser queijo Minas, prato ou mussarela de búfula).
Pra temperar, azeite extra-virgem muito bom e sem pão-duragem, sal, orégano, pimenta do reino.
Você vai cortar tudo em cubos grandes - nada de pedacim piquininim, não fica bom - tipo tomate em 4 partes, azeitonas inteiras, lascas grandes de queijo.
Coloque tudo numa tigela, salpique sal por cima, a pimenta do reino, pegue o orégano coloque na palma da mão e esfregue bem pra revitalizar ( palavrinha da moda ) o sabor e, por fim, o azeite -bastante, pra tudo ficar bem molhadinho - Só tempere na hora de colocar na mesa, porque tomate e pepino soltam água e, se demorar a comer, vira sopa.

E vai estar pronto pra ser feliz. Se tiver um pão ciabata pra comer junto e, se gosta de vinho, aí vira pecado mortal.
O inferno te aguarda de braços abertos... rs.

4 comentários:

Regina Rozenbaum disse...

E prum inferno dsses vou euzinha felizzzz dimaiiiisss e lambendo os beiços. Aqui, pode comer com um pãozinho de sal tumém, né? Aí a gente pega um pedacim e faz bobice deliciosa: passa no restim do molho que ficou no prato! Afff....
Beijuuss n.c.

www.toforatodentro.blogspot.com

Ieda Dias disse...

Isso amiga....passar o pão ou o arroz branco no molhinho do final é tudo de bom...hummmmm
bjis

Anônimo disse...

1-Ieda, venha cá, aparece na foto do lado do pimentão um tempero cortado, é óregano fresco e esse não é fácil de encontrar não é?

2- Você que é tão contadora de causus, me conta, por que eidia? Já tentei ler Ieda de trás pra frente,pra ver se chegava no eidia e nada!
Bj
Maria Elisa

Ieda Dias disse...

Na foto Elisa, é salsinha. Mas na salada que aprendi lá é só com orégano. Desidratado. Destes que a gente compra em vidrinhos.
Quanto ao apelido, veio de um amigo do Egito, que trabalhei com ele no Iraque e ele não conseguia falar Iê...semprei saía Ei...então ficou.
bjins

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