quinta-feira, 8 de julho de 2010

Parteiras em tempos de células-tronco

Existe, no Brasil de hoje, um lugar onde nove, em cada dez bebês, vêm ao mundo pelas mãos de parteiras; sem hospital, médico-anestesista ou cesariana, apenas experiência e sabedoria, transmitidas de geração pra geração.

Eu nasci com parteira e lamento muito não ter tido, antes, a curiosidade em saber quem era ela porque, agora, é tarde; quem poderia me informar, já se foi, inclusive ela, imagino.
Continuando...

Isso acontece no Amapá, na região amazônica : mulheres entre 20 e poucos e 80 e tantos anos usam remédios caseiros, ervas e rituais, para "pegar meninos".

Censo recente registrou mais de mil parteiras na região; é o estado campeão em partos normais e com um dos menores índices de mortalidade infantil do país.
Até pouco tempo, as parteiras eram obrigadas a agir marginalmente, com a coibição das autoridades mas, felizmente, em 1995, o Governo Estadual criou o Projeto Parteiras Tradicionais do Amapá, que oferece treinamento em medidas preventivas, noções de saúde da mulher e cultivo e uso de ervas amazônicas e distribui, também, gratuitamente, um kit com luvas, gaze, tesoura, estetoscópio, mercuro cromo. Incumbe as parteiras de cadastrar os recém-nascidos e manter registro dos novos moradores dos povoados - uma maneira de manter a tradição viva, ao mesmo tempo que se ajuda uma comunidade onde os hospitais e medicamentos são poucos para 600 mil habitantes.

Adoro ler e, quando leio alguma coisa interessante, como esse artigo, fico louca pra contar pros amigos e conversar a respeito, quiném quando saio de um filme que amei : adoro sentar e falar a respeito. Filme que me faz sair do cinema e, já na porta nem estar me lembrando mais, foi filme que não bateu. Às vezes, nem chega a ser uma perda de tempo, mas poderia ter passado sem.
E é muito bom mostrar pras pessoas o quanto tem gente fazendo trabalhos legais. As mulheres que "puxam barriga" (adoro esse termo) são um exemplo; bom mostrar pros amigos que em dias de falta de esperança no ser humano, falta de esperança em políticos, dias de mentiras, desonestidade, falta de escrúpulos e de amor, enxergar que o ser humano tem um lado muito legal e, que esse lado legal, é tão forte, tão esperançoso e é por isso que esta raça ainda existe. Ainda sobrevive.

Viva nós, os humanos cheios de boa vontade!

Entre no link abaixo e você vai ficar sabendo um pouco sobre o documentário feito com as Mensageiras da Luz. Você vai querer pegar o DVD e assistir (se ainda não viu).


http://www.spfilmes.com.br/curtas.aspx?Node=23
E o artigo eu li no Brasil Almanaque de Cultura Popular, nº 73

"Mas se um dia
Esta porta bater
E você for no vento ou, sei lá,
Não precisa dizer
Coração me aperta feliz e me diz
Vou dormir com você."
Vento Forte - Fagner/Fausto Nilo

2 comentários:

Regina Rozenbaum disse...

Iêda, amada!
Adoreiiiiiiii a(s)informação(ões): não tinha conhecimento nem mesmo que tu vieste pelas mãos de uma parteira. Não é à toa messsmo, que é assim: NATURALMENTE uma mensageira!
Ameiiiiiiiii o nome: Mensageiras da Luz. Pq como já sabe e leu, para mim, o nascimento de uma criança é o maior MILAGRE de D'US!
Beijuuss n.c.

www.toforatodentro.blogspot.com

P.S. Filhote vai estar lá nos 90 anos à sua disposição e quer que eu leve as almofadas? Mande "imeio" rsrs

Ieda Dias disse...

Eu sou assim messss, nasci pelas mãos de parteira e em casa. Que bom que vou poder sugar filhote. E quero almofadas sim, claro!
bjos darling

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