terça-feira, 30 de novembro de 2010

Horta da Luzia na Viagem de 2.010.



O riso corria frouxo o tempo todo. Viagem já deixa a gente desorientado, cansado, muita informação em pouco tempo, gente falando o tempo todo no ouvido, então a cada hora surgia cada frase mais engraçada do que a outra, cada pergunta de arrepiar os cabelos. E todo mundo sempre atento pra pegar o mico do próximo. E de vez em quando a gente pegava um rindo sozinho, e todos queriam saber o que era. Não dava outra. Ele tava se lembrando de alguma besteira. E tem mais; no grupo tinha a turma que vive fora do Brasil há muitos anos, então, a mistura de língua era inevitável. Só pra começar lá vão alguns dos micos e de frases engraçadas que anotei. Com o tempo vou me lembrar de mais.

Saindo de casa em direção ao aeroporto de NY, já dentro do táxi, Dadá fala na maior tranquilidade do mundo:
- Xô ver se meu passaporte tá válido.

Dadá contando uma passagem da História pra todos nós:
- Porque os cristianos.... ( leia-se critãos )

- Nil falando sobre um artigo que tinha lido em algum lugar, sobre a descendência de uma família:
- Toda a decadência da família....
E não entendia porque a gente não tava entendendo o caso, até que eu me toquei:
- Não seria descendência?

Dadá no Hotel em Eilat, deitou pra relaxar e ligou a TV. Tava passando  um filme com legenda em hebraico. Pra quem não sabe, em 2.009 estivemos juntas também na viagem à Índia:
- Essa língua é mais fácil que o hindu. Vou aprender em um dia. O hindu eu demorei uns dois dias pra pegar.

Eu, lendo o letreiro do Hotel em Eilat:
- Chegamos, olhe ali o el Pierre.
Dodora falava pouco, mas sempre atenta corrigiu no ato.
- Não é el, o Hot tá queimado.

Dadá perguntando pra todos:
- Amanhã vamos pra Jesusalém?

Nil desorientado contando um caso:
- Porque tinha uma ilha no mar....  ( ân??? )

Dadá saindo de um banheiro público no Cairo, brava:
- Este povo devia me pagar pra eu usar este banheiro. Tava imundo, fedido, água no chão pelas canelas e a moça só pedindo dinheiro. E o pior era o cheiro de " creolaine".

A mesma Dadá perguntando pro guia depois  de uma longa explicação dele:
- Igreja do ano IV? Antes ou depois de Cristo?
Juro que o guia olhou pra mim, com a maior cara de interrogação, e só entendeu quando a turma toda caiu na risada.

- Puta que o pariu!!!
Esta era eu, falando o tempo todo pra todos. Me acabava pra ler tudo sobre todos os lugares, fazendo tradução direta do meu Guia, que era em francês, e a negada, não prestava atenção. Depois de  minutos que tinha acabado de falar, sempre alguem perguntava. O que é isso mesmo que a gente tá vendo?

Da próxima vez, a primeira coisa que vou adquirir antes de sair de casa, vai ser um chicote. Me aguardem com a lambada.

E, pra finalizar por hoje, porque já tô dormindo em pé, Dadá pela manhã,  me falou antes de sair pro trabalho:
- Passei uma semana do cão. O fuso horário de 7 horas é phoda. Lá pelas 5 da tarde, tente não sair de perto de uma cama, porque você vai cair sem ver, de tanto sono. Foi tiro e queda. Desmaiei as 5 e tô acordando agora,  às 9 da noite. Vamos ver se durmo de novo. Ou o que vai ser de mim...rs.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

De volta pra NY

Cá estou eu de volta a NY, ja acordadérrima às 4 e meia da madrugada, como se fôsse meio dia, e esta semana vou tirar pra disfusar, escrever sobre Israel, Egito e Jordania. São 7 horas de diferenca de horário. Pira o cabeção de qualquer ser humano.
Me aguarde, porque tem muita dica boa de tudo. Hotel, comida, passeios, e, principalmente do meu Kibbutz querido.

domingo, 28 de novembro de 2010

Dando "Até logo" pra Israel, no Shabat Shalon

Vindo a Israel, se programe pra partir no sábado pela manhã ou na sexta à noite. Este povo leva a sério a história de descansar no sábado. Nada abre, as ruas ficam desertas, não abre museu, feiras de rua, nada. Ficamos giboiando o dia todo. Pela manhã todo mundo foi à praia, que tava uma delícia e, depois, foi só enrolação pra esperar pra voar à noite.
Outra dica : traga óculos de sol possantes, com lente negra. O sol racha de claro e junta com a  brancura da areia do deserto, casas todas em tons claros, então, faz muita falta o danado. Impossível ficar de olhos abertos.


Vista da janela do hotel. Vou fazer um post especial sobre este hotel. Adoramos.


O aluguel da cadeira vermelha custa 6 shequel e da azul 12 shequel. Isto no sábado, durante a semana é de grátis. Passa o rapaz cobrando e dá recibo, inclusive. Povo organizado.


Cheio de carrinhos de bebês e mamães com outro na pança. Povo resolveu multiplicar a raça.


Várias pessoas pescando na praia. E, bem perto da praia, cardumes prateados iluminando a água cristalina.


Esta fofura andou quilômetros, hoje. Os pais davam corda e, de vez em quando, ia um e recolhia aos costumes.


Nil chegando pra se juntar aos felizardos.



Estes pontinhos brancos são gaivotas. Muitas.


Olhe a finura da areia.

Zé e Patrícia, no sofrimento. No que eu disse:
- A gente deve ter feito por onde pra merecer isso tudo. Fizemos mesmo, eu, por exemplo, economizei durante 2 anos.



A poderosa da Dodora só no bonezinho e pezinhos na areia fresca.

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