segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Buenos Aires: tao linda durante o dia, e tão sujinha quando cai a noite

 Repasso o imeio que recebi de uma sobrinha querida. Tô aguardando mais dicas e fotos lindas que ela fez de Buenos Aires.
 * Esse email vai com cópia para a Embaixada e os Consulados da Argentina, pois é de interesse deles também (o ítem 2 desse email).

Titia, pensei em duas coisas durante minha viagem a Buenos Aires que podem dar bons posts para o seu blog de viagens:

1) Essa loja http://www.agustinacerato.com/ É TUDO!!! Todo mundo tem que passar lá, os enfeites de casa magníficos, acho que você vai amar. 
Linda, com tudo exposto de cores maravilhosas e estampas lindas e super romântica e fofa!
Deve estar ainda em "rebajas", liquidation. Heheh. Quando eu fui, agora na segunda semana de janeiro, comprei aqueles protetores de lâmpada para lustres por 15 pesos casa (uns 7 conto cada).  Comprei um de cada tipo e pus no meu lustre da sala, ficou lindo! (Tem uma foto da loja em anexo)


2) as fotos anexas é do Centro de Buenos Aires de noite, fiquei na rua Tucuman com San Martin, e é muito lixo jogado na rua à noite. É só dar lá pelas 20hs que começam a jogar lixo na rua. E não sei se eles possuem espaços específicos para jogar lixo, mas fica tudo assim, no meio da rua, e vários sacos até abertos. São lixos a maioria de restaurantes, já cheguei a ver macarrão na rua. Acho que eu não seria a primeira a reclamar, já que minha irma também achou a mesma coisa que eu. E o B. também achou absurdo. Chega a dar nojo. Principalmente porque, se você tiver sorte, encontra alguém limpando. Mas a gente nunca viu mais que uma pessoa. Vale a pena postar como crítica, e alertar a Embaixada. Estou mandando para eles o email em cópia. É bom que se alguém responder, a gente posta também.


Só para esclarecer, AMEI a cidade, AMEI o povo. E quero postar sobre isso justamente para melhorar as coisas lá. 
Todo mundo que eu conheço está indo para Buenos Aires. Você acha mais brasileiro lá que argentino. Como disse F, se estiver procurando alguém e não achar, dá uma olhada na Argentina. Pode estar lá. E se não estiver, com certeza vai estar lá alguém que conhece essa pessoa.

Ah, titia, se quiser postar, indico para todos:
a) o Centro Cultural Borges, que fica no centro da Cidade. Tem vários espetáculos de tango maravilhosos e praticamente todo dia. E foge do circuito "hollywoodiano para turistas", então você vê cada dança de dar água na boca e tudo muito mais tradicional.
b) as batatas fritas (podem me chamar de doida, mas amei as papas fritas, parece que eles picam elas em estilo palito, mas em tamanhos diversos e mais grossos, acho muito mais saboroso que as estilo McDonalds)
c) comer alfajor "Jorgito", é tudo de ótimo, acha-se em todas as lojas de conveniência.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Agradecimento aos amigos


Chers amis lointaines et inconnus. Je vous adresse avec mes enfants des remerciements.
De telles marques d'amitié nous aident dans notre peine.
Nonô vient de fermer son cahier de maître d'école.
Beijos amis brésiliens.
Nous avons soutien énorme et inestimable de notre de votre amie iêda.
Michette

Caros amigos de longe e desconhecidos. Eu vous envio, juntamente com meus filhos nossos agradecimentos.
Estes sinais de amizade nos ajudam em nossa tristeza.
Nonô acaba de fechar seu caderno de professor escolar.
Beijos amigos brasileiros.
Nós tivemos o apoio enorme e inestimável de nossa e de vossa amiga iêda.
Michette


Ps.: prestei uma homenagem aqui ao meu querido amigo que se foi na semana passada. Sua esposa, ficou muito emocionada e realmente surpresa com o carinho e apoio que recebeu de amigos meus, amigos do blog, e de pessoas desconhecidas, que através do blog se tornaram meus amigos.
Eu também agradeço a todos. Muito obrigada mesmo pelas palavras de carinho.
bjos

Francis Cabrel, La Corrida - Um dia será o dia do touro!


Depuis le temps que je patiente
Desde que estou aqui esperando

Dans cette chambre noire
Neste quarto escuro

J'entends qu'on s'amuse et qu'on chante
Eu escuto todos cantando se divertindo

Au bout du couloir
No final do corredor

Quelqu'un a touché le verrou
Alguem mexeu na fechadura

Et j'ai plongé vers le grand jour
E eu mergulho no clarão do dia

J'ai vu les fanfares, les barrières
Eu vejo fanfarras, as barreiras

Et les gens autour
E pessoas ao redor

Dans les premiers moments j'ai cru
Nos primeiros instantes eu acreditei

Qu'il fallait seulement se défendre
Que eu deveria somente me defender

Mais cette place est sans issue
Mas este lugar não tem saída

Je commence à comprendre
Eu começo a entender

Ils ont refermé derrière moi
Eles fecharam a porta atrás de mim

Ils ont eu peur que je recule
Eles tem medo que eu retorne

Je vais bien finir par l'avoir
Eu vou ter que atacar

Cette danseuse ridicule
Esta dançarina ridícula

Est-ce que ce monde est sérieux ?
Será que este mundo é sério?

Est-ce que ce monde est sérieux ?
Será que este mundo é sério?

Andalousie, je me souviens
Andaluzia eu me lembro

Les prairies bordées de cactus
Os campos bordados de cactus

Je ne vais pas trembler devant
Eu não vou tremer diante

Ce pantin, ce minus !
Deste idiota, insignificante!

Je vais l'attraper, lui et son chapeau
Eu vou agarrar, ele e seu chapéu

Les faire tourner comme un soleil
Fazer os dois girarem como um sol

Ce soir la femme du torero
Esta noite a mulher do toureiro

Dormira sur ses deux oreilles
Dormira tranquila

Est-ce que ce monde est sérieux ?
Será que este mundo é sério?

Est-ce que ce monde est sérieux ?
Será que este mundo é sério?

J'en ai poursuivi des fantômes
Eu devo atacar estes fantasmas

Presque touché leurs ballerines
Quase acertei seus sapatos

Ils ont frappé fort dans mon cou
Eles feriram gravemente o meu pescoço

Pour que je m'incline
Pra que eu caia

Ils sortent d'où ces acrobates
De onde sairam estes acrobatas

Avec leurs costumes de papier ?
Com estas roupas de papel?

J'ai jamais appris à me battre
Eu nunca aprendi a brigar

Contre des poupées
Contra bonecos

Sentir le sable sous ma tête
Sentir a areia embaixo da minha cabeça

C'est fou comme ça peut faire du bien
É doido como isto me faz bem

J'ai prié pour que tout s'arrête
Eu imploro pra que tudo isso acabe

Andalousie, je me souviens
Andaluzia, eu me lembro

Je les entends rire comme je râle
Eu escuto eles rirem do meu desespero

Je les vois danser comme je succombe
Eu os vejo dançar enquanto eu morro

Je pensais pas qu'on puisse autant
Eu nunca pensei que eles pudessem tanto

S'amuser autour d'une tombe
Se divertir ao redor de um túmulo

Est-ce que ce monde est sérieux ?
Será que este mundo é sério?

Est-ce que ce monde est sérieux ?
Será que este mundo é sério?

Si, si hombre, hombre
sim, sim homem, homem

Baila, baila
dança, dança

Hay que bailar de nuevo
Tem que dançar de novo

Y mataremos otros
E materemos outros

Otras vidas, otros toros
Outras vidas, outros touros

Y mataremos otros
E materemos outros

Venga, venga a bailar...
Vem, vem dançar

Y mataremos otros
E mataremos outros


Precisa dizer mais alguma coisa?

sábado, 29 de janeiro de 2011

Pela estrada afora, numa tarde linda de inverno

Esta paisagem linda é só pra ilustrar e exibir o meu último trabalho. Ontem saimos à tarde pra dar uma arejada, depois de uma semana pesadinha.
Comecei a fazer meu trabalho há alguns dias e só hoje terminei. Fomos no alto de uma montanha, em uma cidadezinha próxima, visitar uma amiga e levei minha tralha de costura, pra não perder tempo.
Diante de uma paisagem desta, um chá delicioso e uma torta mais deliciosa ainda, fui terminando minha obra e agora vou mostrar pra você. Tá lá embaixo.
Curta o caminho que fizemos pra chegar até lá.



Este ano a coisa tá braba pelos lados de cá. Quase não tem neve. Imagine o estrago que não tá fazendo pra quem trabalha e pra quem planejou o ano todo tirar férias pra esquiar! Hotéis vazios, restaurantes vazios. Muito triste.


Subimos muito e olhe a falta de neve. Nesta época do ano, fica difícil vir aqui e, às vezes, os moradores da região ficam isolados e precisam tomar outro caminho pra descer.


 Quatro e meia da tarde já tá escuro. Dias curtos, noites longas. Este é o inverno europeu. Céu azulzim, dias lindos e o frio comendo solto. Pela manhã já tivemos -16 graus. Agora tá mais quentim, tipo -8. Durante o dia quase dá praia. Chega a 2 graus positivos...rs.


Olhe a vista da casa da minha amiga. Fraquinha , né?



Durante todo o verão, eles só fazem  as refeições aqui, do lado de fora da casa. Portas largas de vidro sempre abertas, ajudam a aumentar o ambiente.
A natureza entra casa adentro.


Roupas congelando do lado de fora. Ficam durinhas, parecendo que foram engomadas.


Hora de descer o morro pra não pegar a estrada escura. Muita curva e estrada estreita. Não é bom facilitar.


Chegamos cá embaixo e já tava noite. Eram 5 horas da tarde.

Agora vamos a minha obra...he...he...



Primeiro passo, escolher o que fazer. Optei por este panô pra colocar na minha cozinha.


Depois que escolhi o que fazer, separei os tecidos que iria usar.


Começa a peleja. Parece que vai ficar legal.


Nada mau. Lado a lado tá ficando bonito.


No lugar do gato na prateleira, coloquei um porta colheres. Nada de gato, tem dó!


Peguei emprestada da casa estas colheres só pra ilustrar a foto. Vou colocar umas menores. Vai ficar lindio lá em casa!


                                 Não ficou linda a prateleira da vovó? Também achei.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dica de comilança feliz na França - minhas paixões


Madeleines....hummmm....no café da manhã, no lanche da tarde, ou aquela boquinha antes de dormir. Nada melhor.



                                                          Meu iogurte preferido. Natural, sem açúcar


Já falei sobre este pão aqui. Pode ser fresquinho saindo do forno, ou duro depois de uma semana, pra mim é a mesma delícia. Adoooro!


Rhubarbe é um legume, que tanto na compota, como refogadinho com azeite e alho, é uma delícia.



Sou capaz de  beber meio litro deste leite de uma só vez. Gulosa? Talvez! Mas, se você gosta de leite, vai ter problemas em beber outro, depois que provar este aí.
Como eu.

 Alô alô Supermercados de Belo Horizonte! Quebrem o meu galho e importem as geléias de sabores diferentes daqueles mais do que conhecidos no Brasil, tipo, morango, framboesa, uva. Esta de myrtilles é de comer de joelhos.

 Quem resiste a uma brioche quentinha com manteiga? Já deu pra perceber, que minha praia se chama café da manhã?



Este aí, sempre que volto pro Brasil levo uma meia dúzia e escondo de mim mesma no fundo do armário. Quando bate aquela saudade, vou lá e recupero o tesouro. Aqui se chama marron, aí, castanha portuguesa.
O conhecido camembert. Odiado por alguns e amado por muitos. Eu amo. Posso comer um inteirim de uma sentada. Gosto dele quase novo.


Este é o pão com nozes e ameixa. Bom dimais da conta, sô! Não precisa de nada pra acompanhar. Nada.

Dei só uma pequena amostra do que gosto, e quando você for a um supermercado aqui já vai identificando e comprando pra experimentar. Felizmente já temos muitos destes produtos no Brasil. Só falta ficarem mais acessíveis ao meu bolso. O pessoal empurra no preço. Nem se tiver morrendo de vontade, pago vinte e tantos reais por um Camembert, que custa aqui 1,89 euro. Como dizem os franceses:
- Vous exagérez quand même!

Se alguem quiser saber o preço de algum destes produtos ou qualquer outro, é só me perguntar.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Aqui, como aí, a vida de interior, dos séculos IXX e XX, era tal e qual - 2ª parte



Adorei esta foto. A família toda sentada comendo linda e loira e a mãe em pé, esperando todos terminarem pra poder comer. Conhecem aquela história de que mãe adora pé e pescoço de galinha? Vem daí. A negada se fartava com as carnes boas e só sobravam os pés e o pescoço pra mãe. Bem dizia a mãe de uns amigos meus;
- Eu, não quero nem saber. Me sento à mesa e já logo coloco o peito, que é a parte que mais gosto, no meu prato. Sem essa de primeiro o marido e os filhos....rs


Família burguesa do início
 do século XX.
Ainda não me acostumei com o século XXI. Sempre que vou me referir ao século XX, acho que não preciso escrever XX. Como agora. Início do século pra mim, continua a ser o século XX.
Detalhe das roupas pra ir à mesa. Deve ser por isso, que nas novelas de época, a gente houve uma pessoa totalmente bem vestida, arrumada, dizendo que vai subir pra se trocar pro jantar.Peleja! Ainda bem  que não vivi este tempo!



Quem conhece Paris, provavelmente já foi ao Halles. Hoje um enorme centro comercial, cheio de boutiques, cinemas, piscina. Antes de virar isso tudo, era este mercado aí da foto. Imagino que devia de ser uma lambança só. Muito sujo, cheio de ratos. A primeira vez que fui a Paris, ele estava sendo inaugurado. Estes prédios ao redor datados de 1.851 e  projetados pelo engenheiro Baltard, foram derrubados em 1.970 pra contrução do conjunto. Pensei que já tivesse escrito sobre o Halles, mas acho que não. Vou escrever. Vale um post.


Vendedor de feira de rua. Como no Brasil, tudo era pesado naquelas balanças com um prato, e embrulhados os produtos em jornal.


Aí já é uma mercearia mais mudirninha. Com tudo em seu devido lugar e já sendo usada uma câmera  pro que precisasse de ser conservado frio.


Eita eu que já comprei esse pão aí. Ele era uma delícia e lembra o pão italiano que comemos hoje. No Brasil, tinha de meio e de um kilo.


Em Paris foi proibido derrubar as vitrines e fachadas de loja e comércio antigo. Hoje você vê lojas lindas e chiquérrimas, e a fachada conserva o letreiro de por exemplo: Padaria X. Acougue Y.
Acho o máximo. E as fachadas dos cafés e padarias eram lindíssimas. Com muito espelho e muita pintura em estilo art-nouveau.


No mesmo Halles de outrora, uma vendedora de sopa. Hoje em dia, você acha que a Vigilância Sanitária passando por alí iria recolher a dona Maria aos costumes? Mas, imagino que a sopa que ela vendia, devia de ser uma delícia!


Estas foram umas das primeiras alunas do hoje famoso Cordon Bleu, na Paris de 1.936.


Esta foto de 1.900 é o máximo. Casamento na Bretanha.
A mesa era feita assim. Fazia-se um morro de terra, e depois eram colocadas umas tábuas ao longo do morro. Pra que cerimonial, buffet, convites, aluguel de salão, decoração, gorgeta e o escambau? Com um monte de terra, algumas tábuas, um bom pão, vinho feito em casa e queijo, tava pronta a festança.
Quantos aos convidados, todos da aldeia vinham e nem precisava chamar. E a fatiota pra ir à festa? O grande problema da mãe da noiva de hoje, madrinhas, damas e etc e tal. "Estes pobremas não existiam." Todos com o mesmo modelito. Nada de dizer que a roupa da outra não tava boa, ou muito justa ou muito larga, ou fora da moda. Tudo tal e qual. Nem precisava de olhar no espelho. Era só olhar pro lado. Este pão aí se chama hoje Poilâne, e é o meu preferido quando tô porraqui.

Hoje aqui na França na Páscoa, não se oferece ovo. Os chocolates são em forma de peixe, galinha ou galo em sua maioria. Ganhei uma galinha tão grande numa Páscoa, que quase chego com ela até o Natal.
Além de não ser muito chegada em chocolate, custei a entender porque ganhar uma colega na Páscoa. E são muito caros. Preferia a minha parte em grana.
Mas, presente dado!
E nesta época, pra conseguir os chocolates coloridos, usavam por exemplo folhas de espinafre pra conseguir o verde. Legal, né?


Esta delícia aí se chama "dragées". São umas balas com açúcar duro por fora e macia por dentro. O recheio normalmente é de amendoa moida. Adooro! São oferecidas em batizados, casamentos, festas em geral. Hoje são feitas em todas as cores. Lindas! Rosa bebê e azul clarinho são as mais lindas pro meu gosto.
O sistema usado pra fabricação das balas é o mesmo até hoje, só que ao invés de girarem a bacia manualmente, usam uma tal de energia elétrica.


Coitadinha dessa garota! Vestida pra sua primeira comunhão, parece que tá indo pra festa do seu casamento. Eu acho que essa indumentária fazia a criança envelhecer uns 10 anos no mínimo. Um marmota. Pro meu gosto, claro!

Esta turma tá preparando as azeitonas pra serem prensadas e virar azeite. Imagine o cheiro delicioso que devia exalar.

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