quinta-feira, 31 de março de 2011

Eu, minhas coleções, e a definição de colecionador.

Recebi semana passada de uma querida amiga, um recorte de revista com a seguinte anotação feita por ela, à mão:
" Colecionar é uma das formas mais antigas  e perduráveis de tentar enxergar uma ordem no caos."


E como achei o assunto super interessante, antes de copiar alguns trechos dele pra você,  vou dizer como começei com minhas coleções.
A primeira foi de sapos, há exatamente 22 anos atrás, quando roubei um sapinho de pano do pequetito que eu era babá dele. Peguei de lembrança. A partir daí, a coisa começou. Eu mesma comprei o primeiro, e os outros vários fui ganhando dos amigos.


Esta peça de porcelana em forma de hexágono, foi do enxoval da minha mãe. Ela usava pra guardar pó-de-arroz....rs. Sabe o que é? Pois é. E a partir dela começei a me interessar por objetos pequenos de porcelana . Ou não. Branquinho, me agradou, tô adquirindo.


Esta mão já comprei faltando o dedinho, no suck de Bagdá. Estar quebrada foi o que me atraiu Na época ainda não tinha pensado em uma coleção.


E a minha linda coleção de fèves tá que cresce. Adoro. Já falei sobre ela aqui no blog.


Já passa de 200 peças.



Só fotografei alguns sapos, porque se pego a sapaiada toda, tinha que ir pra cozinha, banheiro, quarto e entrada de casa. Tem sapo esparramado pra todo lado.



- " Colecionar é a tentativa de dar uma feição familiar a um todo que, na maioria das vêzes assusta.
 A coleção pode ajudar a construir um conhecimento circular e infinito.
Freud era um grande colecionador de objetos. Ele dizia, que a coleção organiza o pensamento e a vida psíquica do sujeito, equilibrando angústias e balanceando o investimento libidinal.
A coleção é uma arte da memória, uma tentativa de aglutinar tempos que normalmente não se aproximam. Tempos paralelos.
Talvez seja importante refletir um pouco sobre isso, principalmente quando vivemos em um mundo ( de palavras, imagens ) que nos empurra para a frente, sempre adiante, rumo aquilo que ainda não temos, que ainda não somos, que ainda não vemos - e que ninguém garante que teremos, seremos ou veremos."
Adorei esta parte.


Me lembrei de pessoas que odeiam coleção. Já ouvi algumas vêzes críticas sobre minha tralha. Lendo a reportagem completa, começei a deduzir o porque disso. Desta birra. E me entendi também.
Me deu até vontade de sair e procurar uma coisinha branquinha de porcelana pra comprar. Aí, entra a parte perigosa. O descontrole. É neguinho atravessar céu e mar por conta de um objeto.
Mas, quem sou eu pra achar que isso não tá certo.

Nota do blog.: A reportagem foi tirada da revista Vida Simples. Como só recebi uma folha, não veio junto o nome do autor e nem sei em qual edição.

quarta-feira, 30 de março de 2011

O ser humano é bonito demais!

Olhe aí o lado bonito, alegre, guerreiro, do ser humano. Que clip legal!

Aumente o tamanho da imagem e o som. Vale a pena admirar a beleza da nossa raça!


terça-feira, 29 de março de 2011

Outro causu reafirmando que " na Suiça o buraco é mais embaixo...bem mais!"

A Tetê, querida amiga do peito e de estrada, me contou este causu, então pedi pra ela escrever pra eu  repassar pra você. Muito interessante saber como um país leva realmente a sério seus problemas e mais a sério ainda a forma de tentar solucionar. Lá vai:

Eidia,
Então vamos lá.

Estava voltando da minha estadia em Sampa de 5 semanas.
Peguei voo Sao Paulo - Paris e conexão em Genebra.
Estava trazendo 2 malas, uma de roupa e a outra com produtos alimentícios, tipo café, doces de vários tipos, revistas, etc.

Quando cheguei em Genebra a companhia aérea avisou que uma mala minha tinha ficado pra trás e claro que foi a de roupa...daí passando pela alfandega fui chamada para uma revista informal. Pensei, se resolverem abrir a minha mala de comidas, tudo bem, não estou trazendo nada que possa me incriminar. Mal eu não sabia, que o perigo estava na minha bolsa de mão. O funcionário da alfândega, revistou TUDO na bolsa, tim tim por tim tim e achou um relógio embrulhado com todo o cuidado. Este relógio foi comprado por uma amiga na Tailândia, claro que era falso, daí ele me perguntou se eu havia comprado o relógio na Suica, pois era de marca Suiça e se eu havia pago o TVA. Respondi que o relógio era de uma amiga, que havia esquecido no Brasil e que estava trazendo de volta.
O funcionário insistiu que se tivesse sido comprado aqui teria que provar o pagamento de TVA. Eu achando que iria me livrar dele, achei melhor já ir falando logo a verdade, que o tal relógio foi comprado na Tailândia. Êle foi logo me avisando, que entrar com relógios falsos na Suiça era pirataria e o mesmo seria confiscado. Já foi logo me munindo de panfletos sobre a tal lei que entrou em vigor em 1 de Julho de 2008, contra pirataria de relógios nacionais,  que estavam causando prejuizo de mais 2 bilhoes de francos suiços aos fabricantes nacionais. Nem tinha percebido que haviam cartazes sobre este assunto logo na entrada dos dois corredores aonde você decide se precisa ou não declarar produtos na alfândega.
O funcionário da alfândega além de confiscar o relógio da minha amiga, me encheu de panfletos sobre pirataria na Suica. Vários.
Fui liberada junto com  um documento que tive que assinar constando participar do tal evento, e, ca[i fora pra casa imaginando que o buraco era mais embaixo na Suiça. Só não imaginei o tanto!


Dois dias após o meu retorno  recebi um aviso do correio, que tinha uma carta registrada pra eu pegar lá. Fiquei pensando de quem seria pois não esperava nenhuma carta registrada. Para minha surpresa era da alfândega dizendo, que se eu quizesse recorrer e ter o meu relógio de volta, poderia, mas teria que enfrentar vários interrogatórios do fabricante do tal relógio na Suiça por ter sido flagrada com um relógio falso,  eu teria que comprovar que a compra do relógio pirateado não foi deliberada. Pode? Se eu quizesse me calar para sempre pagaria uma multa de 60 francos suiços (+ ou - $60 ) e o assunto morreria. E assim eu fiz. Paguei e me calei.

Agora recentemente voltando das minhas férias do Brasil, fui de novo chamada pela alfândega no aeroporto de Genebra para verificar o que continha a minha mala. Tenho quase certeza que era o mesmo funcionário...Toda tranquila, porque desta vez ele não me pegaria de jeito nenhum. Escaneou a minha mala e disse que eu poderia prosseguir a minha viagem pra casa. Mas não contive em dizer a ele que foi o mesmo que me parou no final de janeiro. Ele sorriu e disse:
-  À la prochaine fois.
beijos
TT

Aqui também é crime a pirataria, mas...


Nota do blog.: Qualquer coisa que você esteja carregando é de sua responsabilidade. Não adianta dizer que sua mãe pediu pra levar, é um presente, não sei o que do seu cunhado, ou tô levando pra outro não sei quem. Tá com você, te pertence e é responsabilidade sua. Se der um angu, quem irá pros tribunais será você.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Respondendo a todos que perguntaram onde comprei estes sapatos. Aqui.

Na realidade, pra ser muito honesta não comprei nenhum deles. Os primeiros Crocs que tive foram rejeitados por minhas sobrinhas e minha cunhada me deu. Ela, super visionária trouxe pra todas elas de Paris há uns 10 anos atrás e ninguem quis. Só eu. Fiquei com 3 pares. Palavras delas na época, que servem pra hoje e sempre:
- Essa coisa esquisita só a tieda usa.
E não só usei até quase furar, como virei motivo de indagação por onde que quer passasse. Aeroportos principalmente. Sempre alguem perguntava;
- Onde você comprou?
Ainda não tinha chegado no Brasil. Agora vocês podem conferir pelo site. Já tem pra todo lugar e duvido que alguma criança consiga acabar com um como acaba com os tênis, e os preços são muuuuito mais em conta . Tem pra todo mundo. Homens , mulheres e pequenos.

O papi, ou namorado ou amigo, vão ficar muito chics nestes tênis aí. Pra quem pensa que a Crocs só tem aqueles tamancos, tá redondamente enganado. Tem modelitos muito fôfos. E super confortáveis, o que pra mim é o mais importante.
O tenis branquinho é lindo!
Adoro sapato vermelho. Este tipo marinha é muito legal.


Pras gatinhas tem uma infinidade de modelitos cada um mais fôfo do que o outro.


Quem não quer ver seu pequetito calçado com uma graçinha dessas? Este alcochoado é removível.

Que botinha mais linda! Eu sempre prefiro cores fortes, mas, tem com várias combinações.
Pro seu capetinha brincar e rolar onde tem água, na lama do sítio, no mato, nos parques.

                A "havaianas" deles também é super confortável. Macia e o pé não fica suando nela.





E pras gatonas os modelos também são o máximo. Pra todo gosto e situação.




Esta rasteirinha não dá vontade de tirar dos pés. Parece um candy.

Bota pra mamãe...dias das mães chegando. Boa idéia! Pra frio e chuva.


Estas são as minhas companheiras de batalha e caminhada. As palmilhas nem são mais as originais. "Se acabaram-se"...rs.  E a de florzinhas, que ganhei no natal, de uma querida amiga na França, lindia, tem a palmilha alcochoada ( que tá lavando) e deixa os pés pegando fogo no inverno. Ótima pra neve e dia de chuva. Em todas as minhas fotos de NYC vocês podem ver nos meus pés. Só deu ela e as havaianas pra dentro de casa. A sandália azul foi presente da Eliana, quérida.

Este é o site da Crocs no Brasil. Tem loja esparramada pra todo lado. Entre lá e confira.

http://www.crocs.com.br/loja/default.aspx

domingo, 27 de março de 2011

Se você ainda não assistiu a este espetáculo...vai saber o que tá perdendo!

Amanhecer na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.


Pronto. Agora pode correr pro calendário e ver quando vai rolar a viagem, se programar, e zarpar pra ser feliz na cidade maravilhosa.

sábado, 26 de março de 2011

Na Suiça o buraco é mais embaixo....bem mais!

Ou trocando por uma frase mais polida, - as coisas são levadas mais a sério. Muito mais. Mais a sério do que onde, cara pálida? Mais a sério do aqui na nossa terra. Temos que tomar muito cuidado e não brincar com responsabilidade.

Um médico brasileiro recém-formado, foi fazer um curso de aperfeiçoamento na Suiça. Nem nome, nem curso, nem cidade, vem ao caso.
Foi muito bem recebido, estava se saindo muito bem também no tal curso, e, depois de algum tempo foi convidado por um dos professores,  membro da diretoria da tal escola, a ir jantar em sua casa.
Pra um estrangeiro, que era simplesmente um aluno, ele deveria ter se sentido não só lisongeado como orgulhoso.  As portas das casas lá fora, não são abertas pras estranhos, como as nossas. Estranhos ou conhecidos recentes.
Muito bem, pra você sentir a seriedade da coisa, o tal professor avisou pro aluno que iria combinar com a esposa e avisá-lo do dia.
Dias depois, avisou que seria no sábado X, e se tudo bem pra ele. Já imagino o brasileiro dizendo:
- Tudo ótimo. Pra mim, sem problema.
Mas, sem realmente levar a sério o convite.
O tal professor dois dias antes do jantar mandou pelo correio o endereço e confimação do horário.
E não é que nosso brazuca no dia ficou com preguiça, achou meio programa de índio, pensou, na segunda dou uma desculpa qualquer e não foi ao jantar. Telefonar ou dar satisfação, isso nem foi cogitado.
Como todos nós sabemos muito bem, indiferente de grau de estudo, situação financeira ou nível cultural, esta formalidade, obrigação pra povos educados, não chegou ainda ao nosso vasto território.
Na segunda- feira, o professor quis saber o que tinha acontecido, e o aluno inventou uma desculpa furada. Não tinha certeza do lugar, da hora, desculpa que foi trucada na mesma hora pelo professor:
- Mas eu enviei pelo correio o comunicado com endereço da minha casa e hora.
O infeliz respondeu:
- Pois é, não recebi. Não recebi nada, pena, fica pruma próxima. Sem problema!
Nem do nosso correio podemos dizer isso. Ele funciona muito bem.
O professor nada mais disse, mas tratou logo de se comunicar com o correio de sua terra, pra receber uma desculpa plausível. Como confiar em um serviço que comete uma falha tamanha?
Recebeu não só a confirmação de entrega do correio, como cópia do recibo assinado com letras mais legíveis impossível,  do nome de quem havia recebido. O songa do aluno.
Resultado: o curso terminou pra ele naquela semana. Mentiroso deslavado como aquele não podia continuar a frequentar uma escola séria como aquela. Foi convidado a cair fora.
E caiu.
E quem quiser que conte outra...

sexta-feira, 25 de março de 2011

Participe do sorteio

O sorteio termina à meia noite de hoje.
Participe!!!!
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Revendo fotos de uma viagem maravilhosa

Fotografamos tanto nesta viagem pra Índia e Nepal, que posso ficar postando por dias sem repetir uma só foto. Hoje me deu saudades e escolhi estas pra você ver e quem sabe se animar e partir pra conhecer estes dois países tão misteriosos, perfumados, aconchegantes, receptivos. Só mesmo uma paixão como a minha pela  Índia e Nepal, pra nem bem ter chegado de uma viagem, e já querer voltar. As fotos são de jardins e templos em Nova Delhi, e depois já chegando em Agra. Hoje, só Índia.


Só rolou alegria com este grupo.


Estes rapazes super simples, trabalham em um local mais simples ainda, fazendo trabalhos de uma maravilha,  de uma beleza e perfeição, que dá vontade de ficar horas observando e tentando entender como conseguem equilibrar luzes e efeitos com a madrepérola, mármore, pedras coloridas preciosas. Isso em Agra. Tem peças pra todo bolso.


Primeiro ele faz uma escavação no mármore formando o contorno que quer, pra depois colocar as pedrinhas e aí então aparece a figura maravilhosa.
Este tampo de mesa já tava pronto. Polido, brilhante, lindo. Uma perfeição! Uma obra de arte!


Comprei um elefantinho com estes motivos. Delicadesa sem fim!

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