quinta-feira, 14 de julho de 2011

Arte escondida entre as montanhas das Minas Gerais

Continuando a mostrar pra você os encantos da Estrada Real e de tudo que a gente encontrou pelo caminho, em Santana dos Montes logo na entrada da cidade,  esta casa de arte me chamou a atenção.  Ela tava enfeitada esperando a procissão do Corpo de Deus, e, só isso já dava um glamour especial.



As peças todas são feitas pelo proprietário, Márcio Amorim. Garramos na prosa e ele foi falando de uma maneira clara e cheia de conhecimentos, sobre seus alunos, sua escola, a comunidade, a cidade, seus premios, explicando cada detalhe e nos tirando toda a dúvida. Papo pra lá de bom. Sou apaixonada por objetos que tem movimento. Adoro! A maioria dos trabalhos do Márcio se move.

Dá vontade de comprar vários trabalhos. Os oratórios são muito delicados. E os móveis de muito bom gosto.

O Márcio mistura madeira com pintura. Um charme!
E olhe a delicadeza das flores no vidro de uma antiga lamparina!

Fiquei doidinha com esse bule azul. Era dele e não vendia de jeito maneira. Pena! Melhor do que os objetos expostos é só atentar pelo suporte. Onde eles estão pendurados.

Cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo. Dai-nos a paz! Impossível não repetir essa reza toda vez que vejo o carneirinho.

Um barato o espelho alado!

E ele aproveita de um tudo. Rodas de velocípede misturadas com  carrinho de chá antigo. Olhe no que deu! Valeu um premio num Salão em São Paulo.

Este banco chegou a me dar um nó no estômago quando ele explicou o que era. Sabe aquela dor misturada com enjoo? Ele fez uma réplica de um banco usado pra castigar escravos. O pobre se sentava de pernas abertas, enfiava as mãos nos buracos e elas eram amarradas por baixo. Neguinho passava horas e até o dia todo alí. Não gosto nem de imaginar a dor nas costas, nos braços. Que insanidade Deus meu! Que selvageria, que falta de amor!
O Márcio faz miniaturas de vários móveis e utensílios antigos. Utensílios usados na casa e no comércio.



Estas três últimas fotos já fiz no bar do lado da loja do Márcio. No bar do seu Nezinho. Uma figura! No meio da poeira e guardados em armários velhos estão suas relíquias. Invendáveis também. Nada que seja um tesouro encontrado em pirâmide, nenhum sarcófago de rei egípcio, mas são os tesouros do seu Nezinho. Não vende, não aluga, e não empresta...rs. Não adianta insistir.

Pintura do Márcio. Santana dos Montes.

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