domingo, 11 de setembro de 2011

Onde estávamos todos no 11 de setembro de 2.001



Bom, eu trabalhava do lado das torres - no World Financial Center e costumava ir mais cedo para ficar lendo na livraria Borders - dentro do World Trade Center, mas justo naquele dia perdi a hora – e não me preocupei em me apressar - disse - foda-se nunca chego atrasada - hoje vou chegar e sai de casa já era quase 8:45 da manhã. Olhei pro céu, estava uma manhã linda - céu limpo com rastros cor-de-rosa - Pensei - “Nossa, hoje está com cara de fim dos tempos e segui para pegar o metro.
Quando estava chegando perto da Union Square na rua 14th – anunciaram “tem uma situação acontecendo no World Trade Center e nós estamos desviando os trains. Sai rapidinho e pensei vou pegar o 4 ou 5 e descer na Fulton. Peguei mas não parou na Fulton, parou uma estação depois. Desci e tinha um cheiro forte de coisa queimada. Já havia uma multidão na rua e todo mundo olhando para cima - dai que reparei que havia chamas em uma das torres - tinha gente filmando e outros fotografando - falaram que era um acidente – que um avião tinha batido nas torres e já estava tudo impedido – não dava para passar. Bom, fiquei ali um pouco mas tinha que dar um jeito de chegar no meu trabalho. Pensei - se eu for por trás, descer, cruzar a rodovia e chegar na beira do rio eu alcanço o meu prédio e fiz isto. Quando estava a uns 7 quarteirões - vi uma bola – tipo um cogumelo - olhei para um guarda policial e ele me disse “Corre, o mais rápido que conseguir” - então me pus a correr na direção oposta - não tinha a mínima idéia do que estava acontecendo. Corri, corri, peguei um tanto do pó - vi um cara que trabalha na minha companhia e perguntei : “Afinal de contas, o que é que está acontecendo? E ele respondeu - eles acham que é um ataque terrorista ... dai imediatamente começou a passar vários aviões da força aérea. Pensei, o que é que eu faço? Sem resposta, continuei andando. Cheguei na ponta sul da ilha e as pessoas estavam apavoradas - bom, pensei, qualquer coisa eu pulo na água - fiquei ali dez minutos e resolvi continuar andando - dei volta do outro lado - e já não havia mais nenhum tipo de transporte. Os carros que estavam parados no meio da rua serviam de meio de comunicação - ligaram os rádios e as pessoas se reuniam em volta para ouvir algum tipo de noticia.
Continuei andando - passei pela prefeitura que estava toda coberta de debris branco - continuei andando - cheguei ate na 14th – pensei vou comer algo mas não tinha nada aberto. Pensei, vou entrar na Barnes & Noble e relaxar um pouco - Que nada, fechada. Procurei um telefone público e liguei para o meu telefone de casa. Assustei - tinha 14 mensagens de amigos e parentes – nunca tinha tido tanta mensagem na minha electronica. Liguei para a minha chefe – que perguntou se eu estava bem e que naquele dia não iríamos publicar o jornal mas que eu tentasse pegar um táxi para chegar em casa. Bom, disse a ela – não tem táxi, nem onibus, nem metro funcionando portanto não tinha a mínima ideia de como iria chegar em casa. Só restava andar - fui andando – acompanhando uma multidão e finalmente cheguei na Grand Central era umas três da tarde. Por sorte o 7 estava funcionando - cheguei em casa 4:30 da tarde – só consegui ligar para a minha família 5:30 da tarde. Fui para a casa de uma amiga - vizinha la de casa e ficamos olhando as imagens na TV. Ela que já queria há muitos anos voltar ao Brasil finalmente me disse - agora eu vou mesmo !!! Agora não tem escapatória ...

Ieda, eu estava no Dona Lucinha da Savassi, com um grupo de empresários (alguns americanos e a maioria de Campinas). Em reunião, todo mundo com telefones desligados. Saímos do meu escritório e fomos ao restaurante.
Fomos a pé. Era perto. Assim que sentamos, notamos algo estranho. Garçons apavorados. Um colega perguntou o que foi. Resposta: "Atacaram Nova York com aviões!" ??? Como falar isso aos gringos? (dois eram de lá!). Mas sequer imaginávamos o tamanho da coisa. O gerente perguntou se podia ligar a TV, que havia sido desligada assim que chegamos. OK. Assim que vimos a cena, não houve necessidade de aviso ou tradução. Todo mundo (até eu) passou a telefonar para casa! Eu queria saber se minha filha estava bem, a 5.000km das Twin Towers, veja você! E os americanos saíram sem almoçar, para o hotel e para Confins em busca de voo para SP ou RJ e depois NY. Só conseguiram chegar em casa dia 17! A partir daí, o mundo mudou, não é?

Eu estava em casa, tal Inês posta em seu sossego. Dia normal, básico mesmo. Preparava material para as aulas na universidade. Logo depois do almoço, vi mamãe mesmerizada diante da televisão. Ainda comentei que era esquisito, pois ela não gosta de filmes violentos demais. Ela atônita me disse “Está acontecendo agora!”. Tinha de levar meu sobrinho para escola, mas não conseguia sair da cadeira. Voei com ele e voltei. Fiquei o resto do tempo dividido entre olhar a televisão e tentar ligar para o Marcelo. Um tempo depois consegui falar com ele. Deu-me notícias de todos os meus conhecidos. Até aí, alívio. À noite, ansiedade de novo. Vi Tadeu e a prima dele falando para a televisão norte-americana, com a foto de outra prima desaparecida. Infelizmente ela não saiu de uma das torres, onde trabalhava. Um susto indescritível. Ainda estremeço quando relembro as imagens da fumaça, o segundo avião arrebentando tudo e, mais tarde, as matérias televisivas sobre as primeiras consequências”. Inacreditável. Ainda hoje tenho uma série de dúvidas sobre o que realmente se deu...”. Foi isso, “simples” assim...
beijinho

Era de manhã, eu estava trabalhando e quando subi para pegar umas impressões na impressora do andar de cima, vi algumas pessoas em pé, no salão de jogos, olhando para a TV.
Logo pensei: “povo tá vendo futebol uma hora dessas!?”
Quando olhei para saber quem estava jogando, vi o que parecia um filme de ficção. Alguém havia ouvido a notícia no rádio e ligaram a TV. Um acidente horrível. Um avião havia colidido com uma das torres do WTC.
Fiquei atônita alguns minutos, junto dos demais que olhavam a TV em silêncio. Cogitava-se um ataque terroristas. As informações eram confusas, mas a realidade estava ali na tela. Que loucura, que coisa absurda, que situação impossível, era o fim do mundo...
Alguns minutos depois um novo avião, ao vivo, colidindo com a segunda torre. Não podia ser um acidente. Ninguém na sala gritou. Escutei um “ai meu Deus!” abafado. Todo mundo com as mãos na boca e os olhos arregalados.
Em seguida a confirmação de que aquilo tudo era fruto de um atentado terrorista, que o prédio do pentágono também havia sido atingido e que outros locais também estavam na lista.
Um ato que pra mim foi tão inimaginável que ainda não consigo entender e nem sei se um dia vou. Se tivessem me contado eu teria certeza que era mentira. ( Juliana)

OI IÊDA ! O MEU RELATO DEVE SER IGUAL A DE MUITAS PESSOAS QUE ESTAVAM ASSISTINDO A TV NAQUELE DIA, MAS ENFIM...EU ESTAVA EM CASA ASSISTINDO ALGUMA COISA NA TV QDO COMEÇARAM A TRANSMITIR O ATENTADO. EU ASSISTIA A TUDO "INCRÉDULA "POIS CUSTAVA A ACREDITAR EM ESTAR ASSISTINDO A UM ATENTADO AO VIVO. SÓ FICAVA NA MINHA CABEÇA A EXPRESSÃO :É FILME ! É FILME !NÃO PODE SER VERDADE ! MEU CORAÇÃO BATIA ACELERADO E AS LÁGRIMAS COMEÇAVAM E DESCER ROSTO ABAIXO.CHAMAVA MINHA MÃE E O MEU PAI PARA ASSISTIREM AQUILO TUDO E ME DIZEREM SE O QUE EU VIA ERA REALIDADE. NA HORA NÃO ME PASSOU PELA CABEÇA A POSSIBILIDADE DA PRESENÇA DE CONHECIDOS NAS TORRES. ESTAVA CHOCADA DEMAIS PARA PENSAR NESSA POSSIBILIDADE.
UM BEIJO, PATYY.

Estava dando aula. Às 11:30 h fui à minha casa almoçar. Retornei para a escola e um aluno contou-me do acontecido. Fui direto para a sala de televisão e recusei dar minhas aulas naquele dia. Levei falta! Fiquei triste, indignado. Cheguei a chorar pensando nas vítimas.
Nesta época eu já nutria uma grande admiração pelos Estados Unidos. A burrice de torcer pelo comunismo já estava morta e sepultada no inferno.
Até hoje lembro com tristeza deste fato.
Luiz César.

Estava eu no IEC, Instituto de Educação Continuada, da PUC Minas, na Praça da Liberdade, onde eu trabalhava. Eu estava sozinha em uma sala quando a Giovanna, colega de trabalho, começou a nos chamar incrédula para mostrar fotos de uma das torres do World Trade Center com fumaça, parecendo em chamas, em um site de notícias. O texto falava de um acidente, de um avião de passageiros que tinha batido na torre. Só isso já parou todo mundo, já era uma puta tragédia inacreditável.
Isso até os telefones começarem a tocar, começarmos a entrar em outros sites e a possibilidade de atentado ser citada. Quando o outro avião bateu na segunda torre começamos a achar, todos, lá no fundinho, que poderíamos ser os próximos atingidos. Fomos lendo sobre Pentágono, queda de avião não sei mais aonde, etc, e nos sentimos em uma guerra. Eu, particularmente, considerei por muito tempo que o mundo poderia acabar ali, imediatamente a partir daquele atentado, com as retaliações que viriam. Fora que não sabíamos quando aquilo iria acabar, qual poderia ser o alvo no dia seguinte. Enfim, choque total e vários dias para que aquela loucura fosse, ao menos, superficialmente absorvida. Será que algum maluco mais maluco do que todos juntos vai conseguir superar essa?  ( Ana)

Oi ieda, tudo bem?
eu acredito que estava tirando leite
um beijo
serginho (rápido e rasteiro o meu amigo que trabalha em um Kibbutz em Israel...rs)

Bem, eu estava em casa qdo JR me ligou.  Daí pra frente não fiz mais nada, só colada na tv. ( MH - outra econômica nas palavras...rs.)

Antes de td, acho incrível essa memória coletiva.
Eu tinha uns 17 anos e estava no ônibus da escola voltando da ACM (local aqui no Rio onde a aula de educação física era dada). Ainda no ônibus um amigo me contou que caíu um avião no Pentágono. Na hora, achei q era um colégio então famoso por aqui.
Quando cheguei de volta ao colégio, tdas as televisões estavam ligadas (onde havia televisões) e a imagem dos aviões atingindo as torres era inacreditável. De verdade. Eu achei q era montagem ou algo assim!
Na hora não conseguimos entender a gravidade da situação.
Em casa, dps de ter "caído a ficha", chorei muito pensando nas pessoas que lá faleceram. E dps, bem, confesso que senti raiva e uma vontade de revanche. Mas depois, pensei que isso só alimentaria mais ódio e violência sem fim, sem limites.
Espero ter ajudado!
Ah! Eu passo aqui sempre! Mas nunca comento!
bjs!
Anna Beatriz

Estava na sala de aula, numa aula de Biologia, e o professor entrou dizendo que:
- Está acontecendo algo muito estranho nos EUA. Se for mesmo verdade, é algo que vai mudar o mundo....
Neste momento tinha batido o primeiro avião.
No intervalo da aula, já era o comentário geral. Professor foi visionário naquele momento. ( Bê)

Tutti disse...

A terça-feira começava como qualquer outra.
De repente uma das engenheiras chegou na sala dizendo que a Torre havia sido atingida por uma avião.
Pensei que torre seria essa? a torre do Rio Sul? e como "atingida"?
Como todos ficaram olhando-a, ele completou: "World Trade Center"
A ficha continuou sem cair pra todo o departamento.
Um outro colega veio e disse: "Foi só a torre" - pra ele havia sido a torre de rádio de algum prédio!
E todos continuaram em seus trabalhos.
Como fiquei incomodada por não saber detalhes, fui até o único computador que dava acesso à Internet e ficava no corredor.
Ao ver as imagens pela CNN, do primeiro prédio atingido, pensei: "cena de um filme!" e me conformei e avisei a todos: "gente isso deve ser de algum filme!"
Então começaram as primeiras reportagens onde ainda não se sabia se havia sido um acidente (talvez um avião em rota perdida) ou um atentado.
Quando o segundo avião atingiu a outra torre, preferi continuar pensando: "é filme!" - e, como só eu estava preocupada com aquilo e todos continuavam trabalhando, fiquei ainda acompanhando a "filmagem"
Mas quando vi todas as imagens de desespero eu me convenci de que alguma coisa muito séria estava acontecendo e quando a primeira Torre veio a baixo, o meu primeiro pensamento foi: "Pra onde ela está indo?"
A imagem que tenho é de que ela estava descendo como um elevador, indo pra dentro da Terra! E eu me levante e disse: "Caiu!"
E depois a outra caiu também e todos já estavam ao redor do monitor.
Fui pra minha mesa pensando: "Agora vai começar a 3ª Grande Guerra e meu filho está com idade para ser convocado!"
Dez anos depois fico pensando nesse meu pensamento egoísta! Milhares de pessoas morrendo e eu pensando que meu filho poderia ser chamado para a guerra. Mas sou mãe e nós somos assim..



Eu tenho um amigo, que diz o seguinte:
- Credor que recebe primeiro, é aquele que não sai da porta do devedor. Na cola cobrando. Tô dizendo isso, porque fico pensando no mundo de tragédias e perdas horrorosas que já tivemos no nosso país e no mundo, e muitas delas ninguém se lembra mais. Os EUA não deixam a gente esquecer, por isso fica tão marcado. Eles não estão errados, não é isso que tô dizendo. Mas, existem muitas outras perdas que deveriam ser lembradas. E em se tratando de Brasil, tentar como eles, fazer de tudo pra que não se repita. (iêda)

10 comentários:

Tutti disse...

A terça-feira começava como qualquer outra.
De repente uma das engenheiras chegou na sala dizendo que a Torre havia sido atingida por uma avião.
Pensei que torre seria essa? a torre do Rio Sul? e como "atingida"?
Como todos ficaram olhando-a, ele completou: "World Trade Center"
A ficha continuou sem cair pra todo o departamento.
Um outro colega veio e disse: "Foi só a torre" - pra ele havia sido a torre de rádio de algum prédio!
E todos continuaram em seus trabalhos.
Como fiquei incomodada por não saber detalhes, fui até o único computador que dava acesso à Internet e ficava no corredor.
Ao ver as imagens pela CNN, do primeiro prédio atingido, pensei: "cena de um filme!" e me conformei e avisei a todos: "gente isso deve ser de algum filme!"
Então começaram as primeiras reportagens onde ainda não se sabia se havia sido um acidente (talvez um avião em rota perdida) ou um atentado.
Quando o segundo avião atingiu a outra torre, preferi continuar pensando: "é filme!" - e, como só eu estava preocupada com aquilo e todos continuavam trabalhando, fiquei ainda acompanhando a "filmagem"
Mas quando vi todas as imagens de desespero eu me convenci de que alguma coisa muito séria estava acontecendo e quando a primeira Torre veio a baixo, o meu primeiro pensamento foi: "Pra onde ela está indo?"
A imagem que tenho é de que ela estava descendo como um elevador, indo pra dentro da Terra! E eu me levante e disse: "Caiu!"
E depois a outra caiu também e todos já estavam ao redor do monitor.
Fui pra minha mesa pensando: "Agora vai começar a 3ª Grande Guerra e meu filho está com idade para ser convocado!"
Dez anos depois fico pensando nesse meu pensamento egoísta! Milhares de pessoas morrendo e eu pensando que meu filho poderia ser chamado para a guerra. Mas sou mãe e nós somos assim..

oposicaoreal disse...

Copiroubado para meu FB! BJS!

Ieda Dias disse...

Bjos Rey

Ieda Dias disse...

Tutti vou passar seu relato pro corpo do post.
brigadim
bjins

Ieda Dias disse...

E mais uma coisa. No momento não houve tempo pra reflexão. Cada um pensou no que aquilo iria lhe atingir. Nem pense em egoismo.
bjos

Anônimo disse...

Ieda concordo total com seu comentário.
beijo
Lia

Ieda Dias disse...

Brigadim, Lia
bjins

Ana disse...

A Guerra do Golfo, na minha memória, instaurou a transmissão ao vivo das guerras. Mas sabíamos todos que estava havendo guerra, de certa forma era esperado o que estava por vir nas imagens do Jornal Nacional ou dos plantões ao vivo. Mas há um ineditismo no 11 de setembro por quão inusitado aquilo foi. Acho que é tão marcante não só pelos norte-americanos não deixarem ser diferente. É porque foi um ataque suicida a civis - o que contraria inclusive uma certa "regra" aceita na maior parte das guerras, de evitar como alvo o civil -, absolutamente inédito, ousado e criativo, transmitido ao vivo para grande parte do mundo, destruindo um dos maiores símbolos dos EUA e, consequentemente, do mundo ocidental e que recebeu como título a data do ocorrido. É pra grudar na cabeça de qualquer um. Loucura total.

Ieda Dias disse...

Darling quérida mandei imeio proce s o assuto
bjos bjos

JG TESTE disse...

Já agora seria bom fazer um post do mesmo tipo para saber onde estava quando foi o 11 de Setembro de 1973 quando o ditador pinochet tomou o poder no chile pela força matando o presidente eleito Salvador Alhende e com ele uns milhares de pessoas e oiniciando uma das ditaduras mais sangrentas da historia.
Tudo isso instigado e apoiado pelos EUA atravéz da CIA.
Não que eu desculpe o terrorismo mas "quem com ferros mata, com ferros morre"

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