quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Pequenas histórias dentro das histórias dos livros

Continuando com minha limpeza na estante de livros, retirei mais uns 50 pra doar e fui folheando cada um pra ver se tinha alguma coisa dentro. E tinha. Como tinha! De muitos já havia me esquecido completamente. Outros são verdadeiros tesouros. Eis alguns dos "marcadores de página" que encontrei, cada um com sua história.
Eu morava em Londres em 1.990 e um amigo tava indo me encontrar. No aeroporto aqui de BH ele viu o Gonzaguinha e enlouqueceu. Não por ele, mas por mim. Sabia da minha paixão. Não fez por menos, chegou perto dele pediu licença e disse que se eu ficasse sabendo que ele tinha estado no mesmo lugar que o meu ídolo e não tivesse pedido um autógrafo, este seria o nosso último Natal juntos. Ele seria morto no dia 26. Mais que depressa ganhei este presente de Natal que tenho até hoje e agora vou guardar em um lugar mais seguro.

Meus tempos de trança-trança em aeroportos à trabalho. Nunca li nem costurei tanto em aeroporto quanto nessa época. 2.006 indo de BH pra Salvador.

Só Deus entrando no meio pra me fazer lembrar onde catei esta folha.

Grande parte de quem tá lendo agora este blog não tinha nascido ainda e eu já tava catando autógrafo de um dos maiores compositores e cantores que temos até hoje. João Bosco. Grande João! Quem quiser copiar a mensagem dele eu deixo. Muito fôfo. Bons tempos. Ele ainda tinha tempo pra se dedicar a um autógrafo de fã.
1.983... e lá se vão 29 aninhos!
Hoje vi a filha dele, Júlia Bosco cantando no Estudio I. A cara do pai e uma linda voz.

Certíssima a frase do marcador da Siciliano

Vergonha! Não me lembrava de ter dado o tombo em um livro da biblioteca da Mendes Jr no Iraque. Pois dei. Na Expresso Way. Muito tarde pra devolver.

Não me lembrava também de ter assistido em Paris,  Proposta Indecente. Demi Moore,  Woody Harrelson e Robert Redford estavam todos muito bem e lindos. E a questão do filme ainda rende discussões em rodas de cinéfilos até hoje.

 
Fui levar minha amiga polonesa* pra conhecer Araxá-MG e o famoso Grande Hotel de lá. Ela amou tudo.
Um dia eu tava esperando o elevador e eis que sai de um quarto o Chico Anísio. Ia fazer um show no auditório do Hotel. Ficamos conversando como se nos conhecessemos há anos. Pode? Falou que sempre ficava nervoso antes de se apresentar, entramos no elevador, continuamos a conversar, chegando no térreo eu lhe desejei merda, ele agradeceu, riu e entrou pro teatro
Bons tempos da Carte Orange. Este modelo é antigo. Servia pra guardar os tickets do metrô na França.

*causus da polonesa

6 comentários:

Wilma disse...

Fazer limpeza na estante é uma viagem, a gente encontra cada coisa que se guarda dentro de livros, e você com tantas preciosidades esquecidas por aí,heim?? Grande Hotel de Araxá, boas lembranças, bebi água da fonte de Dona Beja,kkkk

Ieda Dias disse...

Wilma do céu...seus livros tão aqui esperando o seu endereço...please mande pro meu imeio.
bjos bjos

Ana disse...

Amei. Tem mais livros pra abrir não? Muita riqueza e boas histórias.

Ieda Dias disse...

A limpeza continua amanhã Anoca. Veremos pois.
bjos bjos

Eliel disse...

Aquele do Gonzaguinha é incrível. Devem existir bem poucos, já que ele não autografava.

Jana India disse...

Ola vc morou no Iraque! Temos um grupo no Facebook do pessoal 215, expresso way e sifao ( 1001 noites pra la de Bagda)

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