quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Eu e meus causus de viagem

Dica pra você nunca desistir do que quer

ps.: pense sobre isso quando passar pela alfândega e vir aquela caixa cheia de tesouras, canivetes suíços ou não, e vários pertences que com certeza eram o xodó dos seus donos.


E tô eu indo mais uma vez pra algum canto.
Desta vez, da Índia pro Brasil. 
Com essa história de não poder carregar quase nada a bordo, não pode isso não pode aquilo, e só não sei quantas gramas de creme, e só sei lá quantos ml de líquido, aquela canseira, eu me preocupei tanto em ver se não tinha nada "proibido" na mochila de mão, que quando ela passou no RaioX e o rapaz falou:
- Tem um canivete nesta bolsa!
Eu não só admiti no mesmo minuto, porque tinha mesmo, esqueci dele, como falei pro moço:
- Como pude me esquecer de tirar meu canivete da bolsa!
Canivete e amor a eles, eu adquiri com meu pai, que dizia que um homem sem um canivete no bolso não é nada...rs...exagero à parte, ele tava muito certo. Uso meus dois canivetes o tempo todo e eles (principalmente o suíço) já foram de uma utilidade sem fim.
Bão, voltando ao Raio X.
Entreguei o canivete pra ele junto com o meu coração e disse:
- É a segunda vez que isso acontece e da primeira a aeromoça levou pra mim e me entregou no final da viagem. Não seria possível fazer isso?
-Não senhora.
-Ok.
- Então me deixe ir ao balcão e tentar colocar na minha mala.
- A sua mala já foi despachada senhora.
Ok.
- Mas olhe, por favor não jogue ele no lixo porque eu vou levar ele de volta, comprei este canivete há mais de 30 anos, sou grudada nele e não vou perder ele nem a poder de reza brava!
Ele (a essa altura já tinham uns três funcionários da alfândega escutando a minha conversa) não tem nada demais, aliás é simplérrimo, barato, mas não vou perde-lo. História de amor, entendem? Eles riram.
Se entenderam nunca vou saber.*
Me digam o que posso fazer com quem posso conversar, por favor!
Aí, um deles falou:
- Vai no balcão de informações (vira ali, vira pra lá) conte sua história e talvez eles possam te ajudar.
Fui, contei a história, dei uma floreada e o cara pegou o telefone e começou a contar meu caso. Pa ta ta ti pa ta ta,  e "o outro lado da linha" deve ter dito:
-  Fale pra ela mandar o canivete como outra bagagem pagando 100 euros.
Eu disse:
 - Olhe isso não vai rolar. Não só não tenho 100 euros, como não tem lógica gastar esta fortuna mesmo prum canivete de estimação viajar sozinho.
Ele riu e concordou. 
Falei:
- Diz pra essa pessoa que realmente foi uma falha, mas que é muito, mas muito importante pra mim não perder meu canivete. Estamos juntos há mais de 30 anos.
Ele riu mas falou como eu falei. E fez mais, ouvi ele pedir por favor, falou que confiava em mim na minha história. Não sei porque mas falavam em inglês.
Aí,  "o outro lado da linha" falou pra eu voltar lá no Raio X.
Volto e a turma já me olhou com cara de:
- E aí, o que deu?
Eu disse:
- Meu canivete tá aí, né? Você não jogou ele fora, falei pro cara que tinha pego.
Ele abriu a gaveta e me mostrou...rs
E chegou um rapaz, por sinal muito gato e já veio direto falar comigo. Nessa hora imagino o outro dizendo:
- É uma baixinha, gordinha, falante, você vai identificar logo...rs
E identificou.
Era "o outro lado da linha". 
Me perguntou:
- Qual é sua bagagem de mão?
Mostrei a mochila e minha bolsa pequena.
Ele disse:
- Coloque o canivete na sua mochila e vou despachar ela.
Quase dei um beijo nele. Só não dei porque na Índia ia pegar muito mal.
Fez um ticket de bagagem, pediu pra eu assinar, tirei meu computador e necessaire com escova de dentes, entreguei a mochila pra ele, agradeci muito a todos e fui feliz da vida só com minha bolsinha pro meu embarque.
E cá to eu em Paris linda e loira com meu canivete, que é esse aí abaixo.
Já velhinho, descolorido, mas muito amado.
Comprei no Iraque em 1.979. 
Não dava pra deixar ele ir pro lixo, né não?
* Tenho certeza de que entenderam depois de me verem partir feliz prum lado e meu canivete pro outro, mas os dois na mesma direção.


Olhai o pivô da história. Até dei uma lavadinha, prele pra não passar vergonha e sair bem na foto


A

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