sexta-feira, 2 de junho de 2017

FELIZ, FELIZ, FELIZ...MUITO FELIZ!

Uma das grandes preocupações que tenho quando penso nas minhas crianças, é quanto a assistência médica. O Hospital de Bodhgaya, se é que posso chamar assim, não tem a menor condição de atendimento.
Felizmente nossos embondos estão bem de saude, mas nunca se sabe.
E não é que hoje caí de paraquedas em uma organização que me fez pirar o cabeção?Conversando com um amigo perguntei sobre determinado produto e ele me deu um endereço.
Cheguei, fui recebida com muita desconfiança, um vai e vem de conversa e por fim me deixaram entrar. Eu e um irmão do Anup.
No que eu entro, já me espantei com um lugar muito bem arrumado, muito limpo e cheio de gente trabalhando. Bem à direita da entrada uma pequena lojinha com os produtos que eles fazem e mais pra frente um monte de garotas costurando, um salão de beleza montado e outras tantas moças tendo aula de cabeleireira e mais pra frente outro bando fazendo peças à mão, de vários tipos de artesanato.
Moderada eu nunca fui e caindo num lugar assim devo ter exagerado na alegria.
 Eu só conseguia ficar repetindo.
Que beleza!
Que maravilha!
Tô encantada!
Meninos, rapazes costurando!
Meninos e meninas trabalhando junto!
Aqui na Índia isso é o máximo!
E uma pobre de uma tailandesa atrás de mim sem entender muito bem o motivo pra tanta alegria.
Olhei os trabalhos fiz um monte de perguntas já pensando em onde enfiar as meninos e meninos da nossa escola, que quando nos deixam ficam sem saber pra onde ir, porque a maioria não pode pagar pra continuar a estudar.
Já fiquei sabendo que poderíamos inscrever quem se interessasse, e fui tomando o caminho da porta pra ir embora, já muito satisfeita com o que tinha visto.
Quando tô já quase saindo, vem a tailandesa me chamando dizendo que não sei quem queria falar comigo.
Volto e ela me apresenta pra uma monja budista com a melhor cara do mundo, um sorriso aberto de orelha a orelha e me convidou pra entrar em outra sala.
Daí pra frente a visita durou mais de uma hora.
Ela queria me mostrar tudo e não cansava de repetir. Você é a primeira pessoa que entrou aqui e ficou entusiasmada, que vibrou com nosso trabalho.
Parênteses.
Não sei se você vai ter saco pra ler tudo, mas vou escrever como se fosse um relatório, porque não quero me esquecer de nada.
Desculpe.
Continuando.
Me encantei com sua alegria em ver nosso pessoal trabalhando, com todos os elogios que você fez aos trabalhos de todos, e vou largar a modéstia de lado, mas ela gostou mesmo de mim.
Você é iluminada, seu coração é aberto. Isso tudo sendo ajudado com muitos gestos e com a a tailandesinha na cola, porque o ingles da monja consegue ser mais fraco que o meu.
Aí ela pediu pra eu virar a palma das mãos pra cima e mostrar pra ela.
Ela disse. Você sente dor nas costas.
No que me deu vontade de dizer o que sempre digo quando a dor é muito forte:
- Parece que tem 10 negões tentando subir nas minhas costas...e hoje trouxeram alguns vizinhos pra ajudar. Mas claro que jamais ela iria entender então simplesmente disse: tenho sim, bastante.
E falou em tailandes com a tailandesa. 
Ela é uma espécie de secretária dela. 
E riu pra mim. Pensei, deve ser coisa boa.
Então começou a via sacra pra conhecer todo o trabalho que eles fazem.
Foi um tal de subir e descer escada, entrar e sair de salas e salões e salinhas.
Salão com 40 máquinas de costura industriais...que maravilha. Sala de computação com mais de 50 computadores todos ocupados por rapazes e moças e tendo aula. E eu só perguntando sem parar.
E juro, sem falsa modéstia de novo. Ela deve ter falado pelo menos umas cinco vezes: eu fiquei impressionada com a alegria e o entusiasmo dela quando ela entrou em nossa casa.
E pelo que senti, ela é recebida por onde passa o dia todo, porque passamos por algumas salas mais de uma vez, como um papa. Todos se curvam e reverenciam sempre que ela chega.
E dá-lhe, Namastê!
Todos os professores de uniformes. Ternos super bonitos.
Aí chegamos no ambulatório médico, com médicos, sim, médicos de plantão. Uma farmácia anexa. Todos super gentis e dá-lhe a monja a falar de novo do meu coração aberto.
O médico quis medir minha pressão. E eu disse: este não é o momento. Tô excitada demais. Ela vai estar alta, e ele nem tium e mediu assim mesmo e foi batata. Tava alta. Ele ja queria me dar medicamentos e eu disse. Já tomo e ela tá boa, medi semana passada, só tô é muito exaltada. Vou voltar com calma e você poderá medir de novo. Ele não achou muita graça mas concordou. Não tinha outra saída...rsrs...
Ah! Logo no princípio da visita, sem a monja ainda, perguntei se podia fazer fotos. Não, não pode. Uma pena. Mas eu acho que da próxima vez vão deixar. Eles são cabreiros. Já que gostaram de mim, podem ter confiança e deixar.
Só o diretor fez estas duas fotos e me mandou por Whatsapp...super gentil. Olhe a carinha da monja que fofa.



E eu já tô cheia de planos e projetos. Na minha cabeça já vou fazer a lista de nomes de todos os alunos com nome do pai e da mãe. Quem precisar vir ao médico nem precisa me dizer. Se o nome tá na lista a responsabilidade fica sendo nossa.
Já to vendo nossos embondos tendo aula de computação, cabeleireiro, costura. Vixe meu Jesus Cristinho.
E fazendo exame de vista. Tenho uma turma com fiação trocada que precisa de óculos. E eu tenho armação guardada.
Tô doida pro Anup chegar pra gente ir lá e fazer o "convênio".
É bom porque o diretor é indiano e eles se entendem com a língua.
Você não acha que tenho motivo pra estar tão desorientada?
E tem um show room lindo, prontinho pra receber os produtos feitos pelos alunos. Vai começar a exposição em mais ou menos um mês.
Adorei saber que os alunos quando aprendem a fazer os trabalhos à mão, podem levar o material e trabalhar em casa. Ficou pronto, leva pra lá, vendeu, eles tem a parte deles.
Um sucesso!
Aí chegou a hora de ir embora e a melhor parte não existe aqui, que é lascar um abraço bem apertado e muitos beijos. Isso não rola.
Fica na vontade.
Agradeci muito, falei da alegria de ter conhecido todos e quando tô entrando no carro, lá vem o diretor correndo com três presentes pra mim.
 
 Este Budha lindo que já vim colocando no pescoço no carro

Este amuleto tibetano que eu amo, e uma caixinha de biscoitos  que dá pra perceber o quanto eu gostei.
Já tô pensando o que vou levar de presente pra eles quando eu voltar.
 
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2 comentários:

Anônimo disse...

Ìndia... fantástica!!! Salve Buddha!!! Allahu Akbar!
Esse tipo de convênio se paga com.... um donativo anual!

Eidia Dias disse...

Será feito coronel...um grande bjo pra você.

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