quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Tirando leite das árvores derramadas.

Bois de Boulogne.
Floresta des Voges depois do vendaval - Foto de Yann-Bertrand No dia 26 de dezembro de 1999, uma tempestade com ventos de até 169km/h arrasou a França derrubando 300 milhões de árvores. Verdade. Parece mentira, né?
Eu me lembro muito bem, porque morava lá na época e fiquei horrorizada, assustada com o que vi em cada rua, parque, jardim, tudo. Morreram 79 pessoas no país em consequência do vendaval.
Perto de Paris tem o Bois de Boulogne. Árvores antigas, árvores em extinção, um parque maravilhoso, enorme, cheio de lagos e caminhos onde todo mundo adora passear. Kilometros do Bois foram destruidos.
Pouco tempo depois vi um anúncio nos jornais, convidando pessoas que trabalhavam com madeira como carpinteiros, fabricantes de móveis, enfim, madeireiros em geral para um leilão das toras de árvores que foram tombadas. A arrecadação desse leilão iria toda prá reflorestar o Bois.
Não sobrou tora sobre tora. Foi um pega prá capar o leilão. Imagine a gana de todos prá adquirir madeiras que não eram comercializadas há anos ou não veriam nunca mais.

Achei a idéia tão legal...Uma forma de arrecadar dinheiro com o leite derramado.
Mesmo de um grande desastre podemos tirar coisas boas. Acreditem que em pouco tempo, começaram a brotar árvores que não se via há anos, porque a sombra das grandes impedia as pobres coitadas de colocar o nariz prá fora.
Esse nosso Deus é danado mesmo!!! Valha-me Êle.


Da série "Acredite se quiser"...mais uma.

A gente sempre ouve falar sobre hábitos e costumes de outros povos. Vivenciar é um pouco mais raro. Quando digo que o Iraque foi meu maternal, primeiro e segundo grau de aprendizado, não tô mentindo.

Morávamos em um acampamento no meio do deserto, que era considerado território brasileiro, mas determinados problemas eram levados pra serem resolvidos em uma delegacia de um lugarejo pertinho "ao qual pertencia o acampamento", se assim posso dizer.

Nessa Torre de Babel, viviam milhares de brasileiros, famílias e avulsos, juntamente com iraquianos e mais centenas de pessoas de países diferentes. Já viram a miscelânia de costumes e, consequentemente, de problemas.

Um certo dia, um árabe (não vou dizer a nacionalidade porque não quero problema pro meu lado...rs..) bateu na porta da casa de uma família de brasileiros e pediu água pra dona da casa. Ela, muito gentilmente, tava pegando a água, quando sentiu que o moço entrou, colou atrás dela literalmente, apalpando a, como posso dizer, bunda. O susto foi enorme e com a gritaria, o moço fugiu. Quando o marido chegou, ela contou a história, que foi parár na chefia do acampamento, que foi parár na tal delegacia. No que o "delegado", na presença de todos, inclusive do apreciador de traseiros brasileiros, perguntou pro marido à queima roupa: "O Sr. quer que a gente corte a mão ou fure o olho do moço?" O marido e esposa, e outros brasileiros presentes, quase morreram de susto com as alternativas. O marido disse que não queria nenhuma das duas coisas ... "o Sr. tá ficando maluco?" E o "delegado"? - "Então, por que veio reclamar?"
Foi retirada a queixa, o marido pegou a esposa e voltaram pro acampamento.

Costumes de outra cultura.

E quem quiser que conte outra...

Nada melhor do que realizar um sonho...

Jardins da casa.
O famoso Pensador. Fotos dela, claro!

A primeira vez que Juliana e eu fomos juntas a Paris, ela tinha um sonho. Conhecer o Museu do Rodin. Podia deixar de fazer qualquer coisa, menos deixar de conhecer o Museu. Paixão.
E lá fomos nós. Cada uma pegou um fone de ouvido prás explicações e partimos prá emoção. Resolvi dar um perdido dela, prá deixá-la mais à vontade prá andar, parar, curtir, sem ter que se preocupar comigo.
Andei ,andei, amei mais uma vez rever tudo aquilo, e depois de sei lá umas 2 horas, resolvi procurar a moça que tinha sumido completamente no meio daquelas esculturas, corredores, atelier, jardins e tudo que há de mais lindo na ex-casa do pintor, que virou Museu.

Encontrei a Ju que é muito branquinha, com o rosto todo vermelho e inchado de tanto chorar.Os olhos então... vermelhinhos. Chorar de emoção, de alegria, de sonho realizado. Claro que não abri a boca. Não disse nada por um bom tempo. Só continuamos o caminho.
Tem coisa melhor na vida? Um só dia desses faz a gente ganhar mais 1000 dias de vida. E feliz.

NATAL 2025 DE NOSSA PREMAMETTASCHOOL

Como estou sem computador, as postagens nao ficam boas.  Postei com celular mesmo, só pra dividir com todos minha alegria e o grande resulta...