quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Descobrindo o Marais, suas casas, jardins, ruelas e culinária

Hoje vou sugerir uma caminhada super legal pra você fazer em Paris.
Você vai sair do Halles, ao lado do Centro Georges Pompidou, na direção da estação de metrô Rambuteau, vai atravessar a rua Renard e pegar a rua du Rambuteau, em frente.
Se gostar, já compre umas frutinhas pra ir comendo pelo caminho. Tem bancas com frutas novinhas nos passeios. Uma delícia !
Quando você atravessar a rua des Archives, a Rambuteau muda de nome e vira rua des Francs Bourgeois. À esquerda você já vê o prédio com os lindos jardins do Arquivo Nacional. Vale dar uma voltinha lá dentro.
Andando mais um pouco, à esquerda, se quiser você vai ao Museu Picasso, mas não é o objetivo do passeio de hoje. Não seja rebelde e continue em frente.
Hoje você vai ficar bisbilhotando os jardins, fachadas, portas e portões de prédios antigos, lindos, contruídos em cima de uma região pantanosa,  que originou o  nome do bairro - Marais ou marrecagem, brejo.
Os jardins do Museu Carnavalet também são lindos e fica neste caminho.
A partir do número 21, começam as lojinhas e os pequenos restaurantes - cada uma mais bonita que a outra - e a rua é estreitinha, que dá pra ficar pulando de um lado pro outro. Entrando na l'Occitane,  Mac, Camper, onde compro sapatos que amo, Body Shop e logo você chega na rua de
Turenne.
Neste cruzamento de ruas, já dá pra ver no próximo quarteirão, os prédios da Place des Vosges.
A vista é uma beleza ! A amplidão da praça, com suas colunas e arcos e os vários cafés e restaurantes que circundam a praça, enchem os olhos. Faça um contorno na praça. Vale a pena ! Continuando reto, à esquerda vai ver, no primeiro andar, uma placa dizendo que alí morou Victor Hugo.
Observe quantas ruelas saem na praça bem no meio dos arcos.
Vale também entrar nos jardins da praça, ver as fontes, sentar um pouco e observar um dia na vida do francês : lendo sentadinho num banco, levando as crianças pra brincar ou só descansando.
Viu bem a praça ? Gostou? Agora é hora de comer um falafel - delícia judaica - na rua des Rosiers. Você vai voltar pela Francs-Bourgeois e virar à esquerda na  Rue Malher, logo a direita já é a rua Rosiers.
Você está  no coração do Marais, bairro antigo que já foi tradicional, virou bairro boêmio, conheceu um período de decadência e voltou à moda com força total, sendo hoje um dos bairros mais valorizados e democráticos de Paris. Várias tribos se misturam e convivem em harmonia por lá.
A partir daí, escontrará padarias deliciosas, restaurantes e os famosos sanduíches feitos pelos judeus do bairro.




Sente-se, como os nativos,  em qualquer lugar, pra degustar as delícias da culinária do bairro.


Todas as fotos são de casas que existem. Vai ser fácil identificar cada uma. Adoro as fachadas em madeira, pintadas com cores fortes. O bairro é lindo!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Mãe...no mínimo tem que ir pro céu!

A minha foi quiném uma flexa, tenho certeza!  Feliz.

Mãe é um ser muito paciente mesmo - ou faz de conta que tá tudo bem, pra não cometer um assassinato na frente de estranhos...rs.
Não me lembro bem qual era o problema; se era uma gripe forte ou dor de garganta, só sei que partimos em direção à farmácia. Na minha infância, problemas de doença infantis eram resolvidos com o Seu Romeu, da farmácia. ( Ixi! Acabei de lembrar de um causu ótimo. Conto depois.)

Evidente que a gente ia como gado pro abatedouro. Sabia que coisa boa não ia rolar; ou um remédio amargo de dar dó ou aqueles comprimidos de Melhoral (Quem se lembra? O danado era mole, poroso e a gente colocava na boca e o tempo de pegar o copo  d'água e ele já derretia. Amargava feito o capeta e o pó não dissolvia. Ai! Nem posso me lembrar, que arrepio de aflição. Grudava na garganta, na boca, por onde fosse passando. Arhg!!!)

Hoje em dia é tudo com sabor. Não digo que são deliciosos, mas tem sabor morango, mel, açai, laranja. Engana melhor as vítimas.
E os medicamentos à base de óleo? Ninguém merecia! Já tava doente e ainda tinha que sofrer mais um pouco ingerindo aquelas coisas.
Bão, falo demais e desvirtuo do caminho.
Estávamos indo "consultar" com Seu Romeu.

E, como previsto, claro que a notícia não era boa.
-Vai ter que tomar uma injeção. O efeito é mais rápido, corta logo a infecção e não fica tomando remédio durante uma semana. É pá pum! Tomou, valeu!
Disse ele todo engraçadinho. Graça quem não tava achando era a dona da bunda ou do braço que ia levar a picada.
- Onde você prefere?
- Prefiro em lugar nenhum. Não quero injeção. Tomo comprimido direitinho. Pode me dar.
- Mas é rapidinho, não vai doer, o Seu Romeu tem uma mão leve pra aplicar injeção.
Disse a mamãe tentando me convencer do impossível.
Mão leve um cactos. Pode ser uma pluma, mas a agulha fura e dói pra cacete. E o líquido quente entrando na carne, então! Vai doer assim lá longe.
- Mãe, compre comprimido - falei, já com voz de choro.
Enquanto isso, o seu Romeu tava lá, com a latinha de alumínio fervendo no fogareiro.
Isso pode parecer jurássico, mas eu juro, me lembro muito bem e só tem uns 50 anos....heheheeeeee...ou mais um tico.

Continuando... Já pararam de rir? OK.
Ferveu aquela porra até quase secar a água e, não sei se porquê, a injeção era de alumínio ou aço inox, sei lá , mas era imensa a seringa. E ainda tinha duas alcinhas pra se apoiar os dedos indicador e médio. (Eita memória phoda essa minha) E empurrava o pino do líquido com o dedo indicador.
Uma verdadeira arma. Hoje, seria nuclear.

A essa altura, eu já tava com o berreiro aberto. Soluçava. E a mamãe, tentando manter a calma, e me acalmar. Tava difícil. Realmente era uma operação de pavor.
Se uma criança de 10 anos de hoje, topasse  com esta cena,  acharia no mínimo que era um ato terrorista ou sequestro.
E eu lá, chorando e suplicando clemência, redução da pena,  troca por trabalhos forçados, qualquer coisa, menos a injeção.

E o Seu Romeu tirou a tampinha de borracha do vidrinho com o medicamento, sugou o dito pra dentro da seringa, tirou o ar da seringa jogando uma gota fora e veio na minha direção com a arma em punho, pronto pro ataque.
Eu chorava de dar dó. E esse lenga-lenga durou mais um pouco, até que ele, já perdendo a paciência total, imagino eu, virou pra minha mãe e disse:
- Não posso esperar mais, porque o medicamento perde a validade ou estraga - sei lá. No que minha mãe puxou a manga do vestido pra  cima, virou pra ele e disse.
- Pode aplicar em mim, pra não perder nem seu trabalho nem o medicamento.
E ele aplicou minha injeção na mamãe.

Só me lembro do tanto que ela me sugigou no caminho de volta pra casa. Se fosse hoje, teria dito mil vezes :
- Nunca paguei um mico tão grande na minha vida!


Tentei achar uma foto do "aparelho", pra mostrar a quem nunca viu, mas não encontrei. Achei este, mais antigo do que o meu e o outro a foto não tá muito boa. Mas dá pra se ter uma idéia.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Você tem dupla nacionalidade? Dois passaportes? Preste atenção!


Não sei você, mas eu tenho a maior preguiça do mundo de ler manuais, bulas, instruções em geral. Então, pensando assim, vou passar estas dicas em conta gôtas. Não vou bombardear você que tem dupla nacionalidade com muitas informações. Lá vão algumas,  pra ninguem ser pego de surpresa nos aeroportos e  portos da vida.
Escrevendo este post, lembrei de pessoas que são loucas pra ter um bicho de estimação, tipo cachorro. OK. Comprou o cachorro, que lindo, brincou com ele, tá adorando, mas agora tem que cuidar do bicho. Dar vacina, alimento, água, levar pra passear, fazer xixi, dar banho e sei lá mais o que.
Passaporte, é meio parecido. Não é só pegar e guardar na gaveta todo contentinho da vida. Pra ele ter válidade e estar sempre pronto pra ser usado, cuidados precisam ser tomados. Vamos lá.

Tipo almanaque. Você sabia que:


“Todo brasileiro é obrigado a entrar e a sair do Brasil com passaporte brasileiro. Os brasileiros nascidos no exterior e maiores de 21 anos, que não tenham feito o registro de seu nascimento nas repartições consulares brasileiras deverão viajar ao Brasil com seu passaporte estrangeiro, para, no Brasil, regularizar a questão da sua cidadania e solicitar o passaporte brasileiro.”

"Você mora fora do Brasil. Se seu passaporte vence em janeiro de 2.011 por exemplo, e, como para ir ao Brasil é obrigatório usar o passaporte brasileiro, você precisa providenciar a renovação. Só tem um “pequeno” problema. Você não votou, ou não vota há algum tempo ou o seu título eleitoral foi cancelado. É necessário estar regularizado com a Justiça Eleitoral para poder renovar o passaporte por isso, não deixe a burocracia para a última hora."

"Os cidadãos com dupla nacionalidade não devem jamais esquecer que mantêm direitos e deveres em relação aos países que lhe concedem nacionalidade (serviço militar, situação eleitoral, fiscal, etc). Ademais, a dupla nacionalidade pode implicar limitações na reivindicação de certos direitos, como nos casos de pedido de assistência consular dentro de um país onde também é considerado como nacional. A título de exemplo: um indivíduo com dupla cidadania, brasileira e colombiana, sempre que se encontrar dentro do território colombiano será tratado, pelas autoridades locais, exclusivamente como colombiano, e nunca como estrangeiro, ainda que apresente documentos brasileiros e alegue essa condição. Estas restrições podem ocorrer, por exemplo, em casos de separação, divórcio, litígio em relação ao direito sobre guarda de filhos, heranças e questões de pagamento de impostos, entre outros."

Tem um fato que também merece bastante atenção. É quanto a milhagem. Preste atenção em sempre que for viajar, colocar as milhas no mesmo nome, quer dizer, exatamente o nome do passaporte. De um dos dois. O brasileiro ou o estrangeiro.Tenho amiga que teve problema quanto a isso.
Principalmente a turma do casa/separa/casa/separa. Se o nome do passaporte não bater com o nome da passagem, você pode também não poder viajar e ter sua reserva cancelada. Derrepente você se separou, mas o passaporte continua com nome de casada/o. Se você topar com uma pessoa mais intransigente, não vai ter documento que prove, que você é você.

Eu posso até pecar por excesso de cautela, mas ser pega de surpresa vai ser meio difícil.

Um exemplo.

Vou viajar agora no início de novembro, e só devo voltar ao Brasil no meio de janeiro de 2.011. Como vou entrar e sair dos países pra onde vou, mais de uma vez, e meu passaporte vence em maio de 2.011, já fiz um novo. Por que? Porque, nós precisamos que o passaporte tenha validade de no mínimo 6 meses pra entrar em algum país.  Entrando em novembro ele vai estar válido, mas entrando um mês depois de novo, algum fiscal pode encrencar. Então, seguro morreu de velho. Já tô com o novo em mãos.
E como faço há anos, o passaporte antigo, vai grampeado no novo. Assim, os vistos que ainda tem validade não precisam ser renovados.

Depois volto com mais dicas.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Pausa na viagem pra uma surpresa maravilhosa.

Desde a  primeira vez que fui à Suiça me apaixonei. País lindo. Paisagens como se estivessem sempre prontas pra serem fotografadas a qualquer momento.
Estava passeando por Luzern, cidade tranquila, tudo limpinho, clarinho, verdinho, certinho, funcionando, sem barulho, arrumadinho.  Lago, patinhos, aquela coisa meio cidade  Estação de Águas, em Minas Gerais. Feita pra quem quer paz e correr de stress.

E, caminhando, escutei uma música, parecia um coral, e vi que vinha de uma igreja. Turista sem rumo é muito bom. Qualquer som, ou cor, ou uma torre, é motivo pra ele mudar o rumo pra verificar o que é aquilo.

Mas aquela música foi uma das melhores coincidências da minha vida. Passei na hora certa. Entrei na igreja e tinha quase uma orquestra, com um coral numeroso ensaiando pra algum evento.
Ninguém na igreja, aí, me sentei e fui contemplada com um sessão de música da melhor qualidade, vozes belíssimas, por mais de 1 hora. Nem me mexia, com medo de que alguém pudesse pedir pra eu me retirar. Fiquei lá tentando ser invisível.
Visíveis mesmo, só algumas lágrimas que desciam sem que eu pudesse controlar, tamanha a emoção que sentia naquele  momento. Realmente um prêmio; daqueles que a gente só tem a sorte de ganhar uma  única vez na vida.


domingo, 26 de setembro de 2010

Parabéns Blogueira!!!! - Invasão de sobrinha!

Um dia a minha tia me deu a senha do seu blog. E hoje eu estou utilizando-a sem pedir licença para registrar que ontem, dia 25/09, foi aniversário dela. Ela só não é mais especial porque é uma só. Pessoa querida, solidária, gentil, incansável, batalhadora, corajosa, realizadora, linda, divertida, tremenda personalidade, bem humorada, fraterna, múltipla, traduzida, forte, enfim, maravilhosa. É um privilégio tê-la por perto. Obrigada vovô e vovó por terem colocado no mundo esta confusão maravilhosa e infinita em possibilidades que é a nossa tia Eidia!

Parabéns, tia Iêda!!!

PS: Tia, ninguém nunca te ensinou a não confiar assim nas pessoas? Tá precisando ir no Rubens. Senha informada, senha anotada. Para sempre. Como meu amor por ti!

Que queres tu de mim? Pópedir.



Bão, faltando pouco pra cair na estrada, pensei em uma coisinha. Vou pra NY, Israel e Egito e, durante estes 2 meses e meio que vou ficar rodando, vou escrever como que um diário de bordo, contando o que for achando de legal, interessante, barato, gostoso e diferente, que encontrar pela frente.
Ai, pensei noutra coisa : durante este tempo ou mesmo a partir de agora, quem quiser me passar encomendas quanto a dúvidas,  perguntas e  curiosidades destes lugares, pode pedir que vou me esforçar pra responder.
Continuarei escrevendo diariamente, como tenho feito há mais de 1 ano.
Então, cambada, coloquem a imaginação pra funcionar e perguntem porque, assim, quando vocês forem, já vão encontrar tudo mastigadim.

Irei a TelAviv, Jerusalém, ao meu Kibbutz querido - o Yad Mordechai, Massada, Nazaré, Haifa, Mar Morto, Belém, Eilat, Monte Sinai, Rio Jordão, Petra, na Jordânia, Cairo no Egito e nos EUA a NY, e mais qualquer cidadezinha, aldeia, vila, que encontre neste caminho.

Boravamo viajar junto ou, como diz meu irmão:
- Vamos gozar com o dito do próximo.

Clicando na palavra colorida, você saberá muito sobre o lugar.

sábado, 25 de setembro de 2010

Einbrecher, ladrón, voleur, thief, ladro, ladrão. Só muda a escrita, mas sua bagagem se foi.

A cada dia, mais e mais pessoas tem vindo falar comigo ou mandam imeios ou telefonam me contando sobre roubo de bagagens nos aeroportos do Brasil e do mundo. Não pensem que é privilégio nosso.

Uma amiga esteve no Marrocos há 1 mês, mais ou menos e chegou em Paris sem as malas. Até hoje, nada. Dois amigos, separadamente, indo pros EUA, chegaram sem malas e só acharam depois de alguns dias.
Uma família de 7 pessoas teve as malas abertas entre Paris e Rio de Janeiro. Prestem atenção em uma boa dica:
Eles saíram de Paris e colocaram aquele plástico em todas as malas. Chegando no Rio, as malas apareceram com os plásticos, mas uma das pessoas quando pegou na mala, sentiu que ela estava muito leve. Conferiu o peso na etiqueta de identificação da mala,  pesou a danada e viu que não batia. Não abriu a mala dela, nem deixou ninguém tocar nas malas até que fossem vistas  pelo  responsável por bagagens no aeroporto.

Sabe o que fizeram, os filhos de uma que ronca e fuça? Rasgaram o plástico, aliviaram a mala, roubaram tudo que tinha valor e era novo e plastificaram de novo. Pode uma coisa dessas?
A primeira coisa que disse pra minha amiga foi:
- Acione a cia. que plastificou, porque eles pagam 2.500 euros por mala extraviada ou arrombada e roubada. Felizmente já tinham feito e agora estão aguardando a solução.
Mas, o phoda é que vão receber a grana, mas, e tudo que foram garimpando pelo caminho? São pessoas que viajavam pela primeira vez e compraram até passarinho voando. Isso não tem retorno.

Outra dica: o plástico tem cor diferente em cada aeroporto. Se você saiu de um lugar com o plástico verde e ele chegar azul, aí tem...


Nesta foto tem um ótimo exemplo do que NÃO  se deve fazer, que é pesar bagagens juntas. Essa etiqueta é igual para todos os volumes. No caso, foram 5 pesadas junto. Não há um código identificando cada volume. Se 1 volume se extraviou, por exemplo, a cia. sabe a quantidade extraviada (pois restaram apenas quatro) mas não sabe mais nada sobre o volume extraviado. Entenderam?

Fica aquela briga da sua palavra contra a palavra da cia.

Eu já disse aqui e volto a repetir : nos aeroportos, se informe com sua cia. aérea, pra qual  número você pode ligar,  pra acompanhar sua bagagem. Eles te dão um número de telefone e você pode monitorar se ela já foi colocada  no avião que você está pegando. Não é uma solução, mas ajuda.

E, prestem atenção ao peso da mala. Quando pegarem na esteira, vejam se está pesando o que está escrito na etiqueta.
Outra coisa:  se for ficar trançando pra lá e pra cá, sempre que chegar a um destino, e, que tiver tudo certinho, corte e jogue fora a etiqueta, para não ter confusão com a identificação  do próximo vôo.


Nota do blog.: Esta foto de etiqueta encontrei em um blog que já está desativado, porque o dono dele só criou o blog, porque imagino,  teve muito transtorno e passou muita raiva.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Samba em prelúdio - Chico Buarque e Patrick Bruel

Como ninguém pensou ainda em apresentar pro Brasil este talento francês? Esta música, ele aprendeu a cantar, com uma namorada brasileira. Terminaram  o namoro, porque a mãe achava que ele era um João Ninguém. Tava no início da carreira como compositor e cantor. E ele sofreu pra cacete, porque era doidinho com a moça. Hoje, ele é super respeitado e é também um ótimo ator.
E a carioca dançou...rs.

Como esta coisa entrou aí?


Já falei aqui sobre a galeria que trabalhei em Paris. Aquela, que quase aspirei uma obra de arte. Pois bem. Outro causu.

Um belo dia,  tô chegando pra trabalhar, e antes de entrar já vi esta coisa dentro da Galeria. Que coisa? Este vaso dourado aí acima. 
Aí, ele está en frente ao Centro Georges Pompidou. Pela altura do suporte, e pela comparação entre os andares do Centro dá pra sacar o tamanho do danado.
Mas a Galeria, por maior que você possa imaginar, não chega aos pés do Centro. A fachada é de vidro, grande, bem grande, larga. E a porta também é larga, mas pra passar o vaso, aí já são outros quinhentos.

Entrei, e antes de tocar o vaso, pensei que ele fosse de plástico e inflado. Pintando de dourado depois, ficava quiném um vaso de ouro. Mas, qual o que? Despistadamente toquei nele, e era duro o material.
Plástico não era. Parecia cerâmica.  Aí, fiquei mais indiganda ainda. Como essa porra entrou aqui? Fizeram o trabalho à noite, e não deixaram pista alguma. E além do mais, que obra de arte mais sem graça, pro meu gosto! Um vaso. Et allors? E dai? Que quererá dizer isso?

Nada disso importava, queria saber como ele entrou. Por onde passou.

Fui até a sala do gerente, e logo após o bonjour tradicional, já fui perguntando. Como vocês colocaram essa coisa no salão da entrada? E ele muito tranquilamente disse:
- As paredes de vidro da fachada são removíveis?

É demais, né não? Como não pensei nisso antes? E todas as obras gigantes que já tinha visto na Galeria? Teriam entrado por onde? Nunca tinha pensado sobre isso.
Mas, nenhuma foi tão grande, ou  tão  grande o suficiente,  que me despertasse uma curiosidade maior do que o bendito vaso.

http://www.centrepompidou.fr/

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Onde você estava no 11 de setembro? Eu me lembro direitinho.



Cada um recebeu aquela notícia de uma forma. Cada um ficou alucinado à sua maneira. Quieto, sem palavras, boquiaberto, surpreso, atônito, irado. E cada cidade reagiu também de uma maneira.

Me lembro nitidamente de como recebi a notícia. Estava ajudando uma amiga com sua filhinha de poucos meses. Ela tinha voltado a trabalhar e eu fiquei com a pequetita esperando a vaga em uma creche. Estava em Paris.

Todos os dias eu saía com ela pra dar uma voltinha, tomar um sol, brincar. Naquela terça-feira, eu estava chegando em casa depois de um destes passeios, subindo pelas escadas cheia de peso - carrinho, embondinho, brinquedos -  até o terceiro andar ( em se tratando de Paris, sem elevador, claro! ).  Quando estava abrindo a porta, ouvi o telefone tocando e larguei a tralha toda, coloquei a pequena no berço e atendi. Escutei minha amiga com uma voz de desespero, misturando francês com português:
- Atingiram o  Pentagone, acertaram o Pentagone!
- O que? Acertaram o que?
Eu não entendia o que ela dizia.  A mistura das línguas já é uma peleja, ainda mais com ela falando super nervosa. Como eu podia entender "acertaram o pantagôni"- que é como se pronuncia Pentágono em francês. E ela:
 - Liga a televisão que você vai ver.

E a televisão não foi mais desligada durante dias e dias. Parecia uma compulsão, uma hipnose. A gente não conseguia parár de ver as cenas repetidas à exaustão. Acho que foi uma forma de digerir aquela loucura toda.
Me lembro de estar assistindo um dia e apareceu um grande amigo meu, pedindo  notícias de uma prima dele que trabalhava em um dos prédios e fiquei tão nervosa que não conseguia lembrar o nome do meu amigo. Eu conhecia a prima dele, que nunca foi encontrada.

Mas, vamos pro dia seguinte, quarta-feira. Era meu dia de folga,  então fui até o centro da cidade resolver coisas minhas. Paris parecia uma cidade fantasma.
Assim como Londres, Madrid e outras grandes cidades que já sofreram com ataques terroristas, a cidade estava em alerta vermelho. Já não existia uma só lixeira pública, as ruas estavam cheias mas não de pessoas e turistas, tão comuns naquele vai e vem. Era um vai e vem de carros de polícia, sirenes e policiais cheios de armas e cães pelas ruas.
Ninguém tinha idéia do que tava acontecendo ou de qual seria a próxima vítima. Quanto a isso, todos estavam certos; outra cidade seria atacada - o quê felizmente não aconteceu (pelo menos nas mesmas proporções).
Eu tenho cá pra mim que, nem os próprios planejadores daquela coisa, tinham idéia que ia dar tão certo. E mais, imagino que tudo foi além do que eles imaginaram.
As poucas pessoas que estavam na rua, estavam assustadas e os olhares se cruzavam sempre como se qualquer um fosse suspeito.

Me lembro, também, que, dias depois, já em NY, estava em uma estação de metrô - daquelas estações de superfície - e passou um avião, logo depois outro, e todos olharam pra eles, e ficaram seguindo os dois com os olhos, até eles sumirem. Pânico total.
Presenciei também o tanto que as pessoas estavam tensas e com os nervos à flor da pele. Se uma pessoa chamasse a outra um pouco mais alto, era motivo pra todos olharem assustados. Qualquer grito - coisa mais comum do mundo em uma cidade grande - nem que fosse grito de "Cuidado! Atenção!" era motivo pra sobressalto.

Um horror !

Me preparando agora pra passar uns tempos, de novo, nas terras do tio Sam, me lembrei deste causu, nada alegre, nada engraçado, apenas mais uma experiência que tive pelos Caminhos por Onde Andei.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Manifesto em defesa da Democracia. Tô dentro!


Pela defesa da liberdade de imprensa e de expressão;

Pela preservação do regime democrático e dos direitos individuais;
Contra o autoritarismo, o abuso e a corrupção.

Assine agora

http://manifestoemdefesadademocracia.wordpress.com/

Quarta-feira tem Horta da Luzia




Mais algumas pra Horta da D. Luzia.

- " O ralo entupiu porque a saída é muito pequena e não dava muito venço .

- Não aguento mais sair atrás de tanto papel, tanto documento que eles pedem. É muita democracia que eles inventam!

- Perguntei se a coluna dele tava melhor e ele disse : Já me disseram que isso não miora não, só apaleia ...

Qual o segredo do Gerson da novela das nove?


- O Gerson da novela? - acho que ele é pedofle


- Mas pode ser homenssual.

- Ele grava todas as narrações e comentários do Galvão Bueno e depois fica assistindo entrando em êxtase, pensando como se dá espaço a tanta porcaria na televisão?

- Gerson lê Sabrina e Bianca on line.

- Ele é corinthiano.

- Gerson tem um vício abjeto: é viciado em propaganda eleitoral de candidato ficha-suja.

- E também é "acusado" de ver clipes da Banda Restart, Calypso e de Justin Bieber.

- O Gerson é torcedor da Argentina!

Cultura inútil

- Quando os conquistadores ingleses chegaram a Austrália, se assustaram ao ver uns estranhos animais que davam saltos incríveis. Imediatamente chamaram um nativo ( os aborígenes australianos eram extremamente pacíficos ) e perguntaram qual o nome do bicho. O índio sempre repetia " Kan Ghu Ru ", e portanto o adaptaram ao inglês, " kangaroo" ( canguru ). Depois, os lingüistas determinaram o significado, que era muito claro: os indígenas queriam dizer: "Não te entendo ".

- A parte do México conhecida como Yucatán vem da época da conquista, quando um espanhol perguntou a um indígena como eles chamavam esse lugar, e o índio respondeu " Yucatán ". Mas o espanhol não sabia que ele estava informando " Não sou daqui ".

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Anastasia Governador - Artistas cantam "Somos Minas Gerais"

Minha vez de ser o Anjo da Guarda do próximo.


Estava eu em NY, voltando pro Brasil mais uma vez.  Isso aconteceu pouco tempo depois do 11 de setembro. Tô eu no aeroporto, já na ala internacional.
Vinha de Paris, e me lembro bem, que só dentro do aeroporto CDG fui revistada 6 vêzes. E em NY não ficava atrás a revista. Acho, que foi quando começamos a tirar sapatos em aeroportos. Tinha gente indignada, com a novidade.

Comprei um café e fui procurar um lugar pra me sentar. Tava difícil, aeroporto lotado. Então me sentei num banco alto, onde tem umas mesas sinuosas e as pessoas ficam umas de frente pras outras. Tava lendo um livro quando sentou um moça na minha frente. Cheia de papéis, celular, bolsa, mochila, aquele tipo meio desajeitado, cheio de tralhas. E ela me chamou a atenção, porque logo que sentou, começou a falar ao telefone e vi que falava hebraico. Como já tenho interesse pela terra, pela língua e pelo povo judeu, ficava tentando entender alguma palavra, procurando pela memória algumas que tinha aprendido nos meus tempos no kibbutz.
Ela falou, falou, entendi quase nada, escreveu também em hebraico um monte de coisas, depois juntou sua tralha e saiu. Ela não me notou. Nem me viu. Tava muito entretida com sei lá o que escreveu e com o que falou pelo celular.
Depois de um tempo, terminei meu café e resolvi dar uma caminhada pelas lojas. Quando me levantei e fui pegar minha mochila no chão, vi caído um cartão de embarque.
E por tudo que estava escrito nele, sabia que era da moça desarvorada que havia se sentado na minha frente. Tava indo pra Tel Aviv.
Juntei minha tralha e saí rápido procurando o portão de embarque dela, já que ela tinha saido rapidim, porque já tava  quase na hora de voar.
No meio daquela confusão de povo, avistei de longe o portão, e, quando olhei, ela tava sentada no chão, ao lado do guarda, mochila vazia, tudo que estava dentro dela esparramado pelo chão, e ela, desesperada procurando o cartão de embarque. Falava com o guarda,  que escutava sem a menor emoção de compaixão, ela se explicar, que ele tinha que estar em algum lugar.
Cheguei em frente a ela, parei, e ela me olhou, com um olhar de " o que foi agora? " e eu estiquei o braço e entreguei o cartão pra ela. E saí. Me virei, sem dar tempo dela dizer nada. Fiz isso sem pensar. Devia ter pelo menos falado alguma coisa. Mas, sei sim, porque. Não quis que ela ficasse me agradecendo eternamente pela salvação da lavoura.
Mas, hoje me arrependo um pouco. Imagino, que ela jamais vai entender porque alguem chegou vindo de não sei onde e este alguem sabia que ela havia perdido seu cartão de embarque. E o pior. Onde ela tinha deixado cair.
Como já aconteceu comigo algumas vêzes fatos semelhantes, onde apareceram anjos da guarda vindos de não sei onde, deixe ela pensar que fui um deles, que chegou na vida dela, no momento certo.

Dois anjos da guarda que me ajudaram, nos links abaixo.
http://oquevivipelomundo.blogspot.com/2009/12/paixao-pela-foto-e-perdidamente.html
http://oquevivipelomundo.blogspot.com/search/label/berlim

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Conheci a loja em Paris, e já temos no Rio e em Sampa!

Um dos meus caminhos da roça em Paris, é a Rue du Bac. Desço no metrô Sèvres-Babylone e vou andando até o rio. No caminho, tem o Le Bon Maché,  Igreja da Medalha Milagrosa e a Pylones, que apresento pra vocês hoje. Parada obrigatória em todos os três e em várias outras, que depois passo as dicas. E, qual não foi minha surpresa, quando descobri que já tem no Brasil, no Rio e em São Paulo. Pode até ser que já tenha há muito tempo, mas, só fiquei sabendo agora.
Sabe aquela loja onde é impossível você não encontrar alguma coisa que lhe agrade? Eu gosto de praticamente tudo. Só não compro mais porque não é baratinho. Não é nenhum roubo, mas o preço é bem parisiense.
Aqui vai uma pequena amostra de produtos fôfos.
Olhe por exemplo estas escovas de limpar as unhas, que charme!
Lâmpada de cabeceira. Quem não quer uma lâmpada desta na mesinha de cabeceira, no escritório, ou ao lado do computador? Linda.
No caso do pimenteiro e saleiro, agora,  quando você disser  "me passe o saleiro, por favor" ele virá rodando.
 Um charme. Tem um botãozinho pra dar corda entre as duas rodinhas. Viu?
Quem vai ter preguiça de tirar a mesa depois do almoço ou limpar os farelos de pão que cairam no chão, já que vai usar este conjuntinho de vassoura e pá ? Parece de brinquedo. Muito lindo !
Ninguém mais vai precisar mandar criança lavar as mãos, a partir do momento que colocar no banheiro este cachorrinho. Muito alegre. Aperte a cabeça e sai sabão pelo nariz.
E o cortador de unha? Já viu com mais charme? Claro que não!
Quero um babador deste pra mim. Lindo!
Pra mamãe e filhinha pularem corda juntas no parque ou no play do prédio. Rindo, se divertindo e fazendo exercício ao mesmo tempo. Idéia genial.
E assino embaixo com esta caneta muito engraçada, de sapo, evidentemente. Uma paixão !

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http://www.pylonesbrasil.com.br/ No Brasil, em São Paulo e Rio

domingo, 19 de setembro de 2010

O paraiso mora ao lado e você nem sabia!

Sobrinha querida foi passar alguns dias neste paraiso com marido, e voltou contando das maravilhas. Então pedi pra ela dar uma resumida pra passar pra você. Veja se não dá vontade de sair correndo pra lá agorinha mesmo!







Agora vamos à nossa experiência: ficamos lá de terça a sábado (4 diárias), entre os dias 03 e 07 de agosto. Além do conforto de um ótimo hotel e da comodidade de já sair de casa sabendo quanto vai gastar, mesmo se você comer e beber simplesmente tudo que é oferecido no hotel, acho que o grande patrimônio que o Villa Galé Eco Resort de Angra tem são os monitores (*ou seja lá o nome que eles se dêem). Essas criaturas são jovens felizes, que não perdem uma piada. Não tem chuva que resista às suas cabeças borbulhantes cheias de ideias para que a diversão não pare. Seja pra bater um papo legal, seja pra te deixar quieto, eles são atentos a te perceber e oferecer opções sem invadir o espaço dos hóspedes. E estar neste resort no início de agosto é ter cerca de 70 funcionários trabalhando pra 21 hóspedes. Isso é de uma mordomia ímpar. Se por um lado não tem tudo funcionando a mil, como acontece em pleno verão, por outro lado você tem um personal monitor pra te acompanhar no que você quiser fazer, seja jogar ping pong a tarde toda, seja jogar conversa fora.




Logo na nossa primeira manhã no hotel topamos uma caminhada com um maluco de um monitor chamado Gedai. Sério, este é seu NOME (vide RG). Homenagem ao Jedi do Star Wars, que o pai dele amava. O malucão levou uma banana na nossa caminhada. Andamos numa trilha largona, fácil pra qualquer sedentário ou preguiçoso (como eu), e fomos parar numa prainha linda de água cristalina, cheia de rochas e colada na floresta (coisas do RJ). Aí ele começou a fazer barulhos estranhos e os micos surgiram. Vários. Lindos! E ele teve a ideia de levantar a  banana pros bichinhos. Desceram aos montes e comeram na nossa mão. Está aí a foto, que não me deixa mentir. E pela expressão de idiota do Gedai na foto em que ele aparece era mesmo, como ele disse, a primeira vez em que aquilo acontecia (ele dar banana pros bichos). Voltamos no hotel, pegamos mais bananas e voltamos nos miquinhos. Super legal.

Além disso o hotel tem uma piscina mega monster com raia olímpica (50m). Massa! Nadamos só todos os dias, na chuva, no frio, nada importava. E a praia logo na frente? Era um mergulho no mar transparente lindíssimo, duchinha, e piscina. Uma vida ruim do caramba. E o bar Molhado, dentro da piscina, é mais uma mordomia. Pedia um Kir Royal e o tomava dentro dágua. Na piscina tem mais dois destaques: o cartão toalha, que você recebe na entrada do hotel, e as bolas, pranchas, espaguetes, etc, para brincar na água. O cartão toalha era algo que você portava e trocava pela toalha num ponto ao lado da piscina. Você troca a toalha quantas vezes quiser por outra seca. E por fim devolve a toalha e retoma o cartão. Super mordomia. Tem salva-vidas o tempo todo de olho na piscina. Era quase segurança particular, visto que na maior parte do tempo nadamos, eu e Bê, sozinhos. Pois lá, mesmo estando quente, venta. E os nossos 19 colegas parecem ter medo de vento.

Nossa rotina foi mais ou menos a seguinte: acordar de manhã e tomar café, que segue até 10h30 em dias de semana e até 11h00 aos finais de semana. O café tinha de um tudo: pães, broas, bolos, frutas, sucos, frios, iogurtes, cereais, croissants, pães de queijo, waffles, etc, etc, além de estação de tapiocas (doces e salgadas), ovos e omeletes. Aí íamos fazer algo pra esquentar pra irmos pra piscina. De caminhada na pista de cooper interna do hotel à caminhada ecológica com os monitores (dentro ou fora do hotel). Aí caíamos n`água. Se sentíssemos fome, a partir de 11h00 eram servidos na Casa da Fazenda petiscos (salgadinhos, batatas fritas, cachorros-quentes, espetinhos, etc), além de bebidas, disponíveis em tudo quanto era lugar o tempo todo. Nadávamos até enrugar e umas 14h00 horas saíamos da água pra irmos almoçar (o almoço convencional era de 12h30 até 15h30). Era um buffet digno de self service chique. Tinha coisa demais, cada dia com um tema e algo típico (mexicano, feijoada, massas, etc). Além do básico: carne de boi, frango, peixe e porco, acompanhamentos, arroz, feijão, saladas variadas, etc. O buffet de doces devia ter umas 30 opções de mousses, tortas, pavês, frapês, manajares, bolos, doces de frutas, um sonho (me apaixonei por um doce de mamão e por um manjar de chocolate). Além de frutas e saladas de frutas. E complementos "light" como chantilli. Depois desta orgia, às 15h00 já tinha início uma tal estação do sanduíche na Casa da Fazenda. De sanduíches naturais a bacon cheeseburguers, era servido de tudo. E isso seguia até 18h00. Em detrimento disso, às 16h30 era iniciado um café colonial no hotel que seguia até 18h30, com chás, cafés, bolos, pães, geléias, etc, pra dar uma forradinha antes do jantar. Às 19h00 tinha início o jantar, que tem serviço self-service e a la carte, com o mesmo nível de variedades do almoço no self-service, além de 3 cardápios de a la carte. Nós pulávamos essa comilança da tarde porque não dava nem tempo de fazer digestão pro jantar depois do almoço, muito menos pra comer algo antes dele. À tarde jogávamos tênis (eles têm quadras e emprestam as raquetes e bolinhas), nadávamos mais, jogávamos vôlei de praia com os monitores e colegas hospedados, e tudo mais que pudesse gastar energia antes da próxima refeição. O jantar seguia até 22h30. A gente às vezes ia pro bar do hotel, o Euphoria, pra tomar drinks antes do jantar. Tinha música ao vivo a partir de quinta com show muito legal. Este bar fica aberto até 01h00, se não me engano. Embriagados, jantávamos e de lá íamos pra boite, que funcionava até 05h00. Como a coisa estava muito familiar no hotel, frequentávamos quase todos os 21 hóspedes a boite, incluindo crianças e bebês. Começava com videokê às 22h00 e a boite comia mais tarde. Muito muito legal.

Todo dia tinham pelo menos 2 enigmas. Tipo: quantos litros de água tem a piscina do hotel? De quais países são estas 12 bandeiras? Quem acertasse ou chegasse mais próximo ganhava um brinde. Ganhamos 4 CD´s de bandas desconhecidas...rs!

Além disso os monitores faziam performances. Tipo: o maluco coloca um pijama, pega um urso, um colchão, travesseiro, leva tudo pro restaurante, coloca uma placa "SILÊNCIO, MONITOR TRABALHANDO!" e dorme. Dorme de roncar e sonhar mesmo, no meio do salão. Ou um coloca um óculos e se faz de cego empurrando um outro todo enfaixado e "ensaguentado" na cadeira de rodas pelo hotel. A criançada fica louca, avisando que vai bater. E o cego batendo o enfaixado, que grita, dá escândalo, uma peça rara. Os caras são verdadeiros atores.

No almoço de sábado, cuja parte temática era uma feijoada, tinham várias batidas e um grupo de 4 senhores tocando chorinho que eram um primor. Os caras eram demais.

E foi essa vida ruim neste clima infeliz que nós levamos, com muito sacrifício, por 4 dias em Angra, aquele paraíso da natureza. As fotos seguem em anexo. Foi muito muito legal. Custou R$ 1.052,00 por pessoa. E eu achei que foi bem pago pacas. A única despesa que se tem obrigatoriamente no hotel é R$ 2,60 de taxa de turismo por apartamento, por dia. Gastamos, portanto, eu e Bê, mais R$ 10,40 de taxa de turismo. E mais nada. Comemos e bebemos bem demais, além de termos sido muito bem assessorados, termos assistidos shows de excelente categoria, termos tido lazer e a companhia dos monitores. Muito bom.

Coleguinhas que conhecemos e que já foram em similares do nordeste dizem que aqueles de Angra é até simples perto dos lá de cima. Chegaremos lá ainda... rs! Mas eu, que não conheço nenhum do nordeste, achei muito muito bom, uma mordomia do caramba.

Ah, esqueci de contar duas coisas: 1 - tem uma academia mega super moderna. 2 - quem leva filho tira férias do embondo. Você os entrega pro monitor às 08h00, tem uma breve devolução de 18h00 às 19h00 (hora do banho), volta pro monitor de novo que fica com eles até 22h00. Tem o cantinho das crianças onde rolam brincadeiras divididas por faixa etária o dia todo. De jogos de tabuleiro, vídeo-games, ping-pong, a escaladas, esportes, caça ao tesouro, etc. Os monitores dão comida (a alimentação das crianças é toda diferente, horários especiais, bem saudável, mas tem as horas de porcarias), fazem tudo. Enfim, mordomia total para todos.
Este é o lema.


http://www.vilagale.com.br/


Obs. da blogueira: tenho que tomar cuidado com esta sobrinha, porque ele escreve que é uma delícia. Posso dançar feio...rs.