sábado, 31 de outubro de 2009

O leitor indignado ! Por que não dizer, puto mesmo!!!!!!!??




Quem me enviou esta notícia foi a Tereza. Jovem, jornalista, mulher, envergonhada,indignada !

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Esse é o futuro do nosso país, os nossos “universitários”, as “cabeças pensantes”, em ação:


Matéria da Folha Online sobre o fato:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u645987.shtml

Ouvir, da boca de qualquer pessoa, esse tipo de abuso verbal à outra, é chocante.
Nada, nada, nada, nada, nada, nadinha, nadica de neca de nada, justifica esse ataque animalesco e assustador.

("Ah, usou pra provocar..." FODA-SE! E daí se moça usou a roupa para provocar elogios, desejo no olhar do outro, pra se sentir bem consigo mesma? E o quiko? Com certeza não usou pra provocar reações infantilizadas de ódio vindas de gente insegura, hipócrita e irracional. Com certeza não usou a roupa esperando ser chamada de puta por um coro de 700 babacas.)

Como a própria aluna diz, a roupa dela só diz respeito a ela. Cadê a Aretha Franklin e o R-E-S-P-E-C-T?

Ouvir da boca dos homens esse tipo de insulto, se tornou rotineiro, aceitável e incombatível. Algo com o qual “devemos lidar”. Nada disso!! Cadê o feminismo? Cadê abrir o verbo e exigir respeito e diálogo? Cadê a auto-estima das mulheres pra não aceitarem serem tratadas pior que um pano de chão? E, antes disso tudo, cadê um homem com H maiúsculo nesse vídeo? Eu não vi ao menos um.

Na verdade, faltou ser-humano com H maiúsculo nessa história.

Acho que toda mulher, pelo menos aquelas que não estão muito ocupadas se fazendo de mico de circo pros homens, conseguiria sentir empatia com essa garota, pois já sofreu humilhações e abusos iguais ou piores. Então veria o tanto que é inadmissível, absurdo e traumatizante esse tipo de acontecimento e não gostaria que acontecesse com outra.
Muito triste ver que as próprias mulheres uniram-se aos que as insultam, algo como “se não pode vencê-los, junte-se a eles”.

E é o futuro da nação...

Mando esse e-mail pras pessoas na minha lista que acredito que possuem um H maiúsculo ou em fase de crescimento.
Quem quiser encaminhar, por favor o faça !
----------------------------------------------------------------------------------------------------- Imeio da Tereza, se alguém quiser prolongar essa conversa.

tperazza@terra.com.br

Origem da expressão "assédio sexual".



















Estamos ainda no deserto iraquiano...

Com a história de receber e de entregar as cartas, acabava tendo muitos conhecidos. Amigos também mas, até hoje, encontro pessoas que vem falar comigo, olho pra carinha, tenho certeza que nunca vi na vida, quando reparo bem, conheci no Iraque. Ou melhor, ela me conheceu no Iraque.

Então era dia de uma turma vir de férias ou ir definitivamente pro Brasil. Era um vai e vem. Toda semana umas 100 pessoas no mínimo, chegando e partindo.

Fui acompanhar os malotes até o ônibus, responsa minha, e tinha um peão embarcando, que eu já conhecia. Sempre me cumprimentava, muito gentil.

Despachei tudo, dando até logo pra um e pra outro, e eis que, quase no minuto do ônibus arrancar, esse moço chega, me dá um abraço, até aí tudo bem. Normal. Povo fica emotivo, etc e tal. E do abraço, agarrou meus peitos com toda vontade, como se tivesse sonhado com aquilo a vida inteira. Soltou, pulou dentro do ônibus e ainda deu adeusinho partindo com a cara mais feliz do mundo.

Fiquei paralisada, olhando o ônibus sumir na poeira do deserto. Ficou até romântico contando assim. Mas, um segundo depois tava irada. Cara mais folgado...como pode?

Fui direto pra sala do meu chefe fazer a denúncia. Aqui cabe um parentes...isso foi nos anos 80. Não sei se já existia essa história de assédio sexual. Pelo menos lá, naqueles confins de deserto, tinha não.

Agora sentem pra ver a reação do meu chefe querido. Querido mesmo. Era um cara muito legal, que se dava muito bem comigo e com todos.

Ô Ieda, deixa de besteira, o moço ja foi embora...não vai voltar...devia de estar doidinho com você esse tempo todo....foi a chance dele....e você mesma não disse que ele foi embora com a cara mais feliz do mundo? Então... Esquece.

Pimenta no peito do outro é refresco.

Claro que a história morreu aí. Só fiquei um pouco mais esperta no quesito despedida.

Ford, GM, VW, Fiat, Chevrolet.Pra mim são todos iguais.Abro a porta e entro.


Assistindo hoje o programa da Maria Beltrão na Globo News, falava-se sobre o avião que caiu na Amazônia. Tinha um convidado, o Moacir Duarte ( especialista em acidentes) que conhece a selva , e, como o avião foi encontrado por índios, o assunto se desenrolou sobre sobrevivência e conhecimento indígena.

Então o Moacir falou que, quando anda com índios e os índios vão falando os nomes de cada árvore, ele fica impressionado porque, pra ele, árvore é árvore e são todas iguais. Claro que tô resumindo a conversa.

Aí me veio a cabeça uma comparação e mandei imeio pra eles dizendo que, da mesma forma que você sabe qual é o seu carro em um estacionamento, que é igualzinho a trocentos outros na marca e na cor, o índio sabe das árvores. As árvores são o carro pra ele.

Achei essa minha idéia boa, mas, ao mesmo tempo comecei a rir, porque eu sou completamente nula em matéria de carro.

Sempre que vem alguém me pegar em casa, pode ser amigo, irmão, sobrinhas, quem seja, pode ser um carro que já tô careca de andar nele, nunca sei qual carro é. E pasmem!

Já entrei, já fiz menção de entrar, já bati em vidro pra abrirem a porta, de vários aqui na porta do prédio.

Tô esperando alguém, parou um carro na porta, vou entrando.

Minha sobrinha brinca que um dia entrei num carro e reclamei do frio...era um caminhão frigorífico que tava descarregando.

O povo aproveita da minha ignorância e exagera.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Bom Millôr de semana pra todo mundo !


"Acho que, se os animais falassem, não seria com a gente que iam bater papo".

Li, gostei e indico. Vão lá ! No blog do próximo !


Dêem uma passadinha nos blogs do Gabeira http://gabeira.com.br/blog/2009/10/o-ovo-da-serpente/,


e no blog da Susi http://sooqueeugosto.blogspot.com/ se tiverem um tempim.

Depois de ler o meu, claro!!! rs...rs.

O Gabeira dá um soco no estômago, mas com toda a gentileza dele, e a Nina abranda tudo, mostrando que o simples é lindo demais.

As cartas, as dúvidas, a alegria, a raiva ... e eu


No Iraque eu trabalhei em vários setores. Gostei de quase todos, mas trabalhar na secretaria da obra foi muito interessante. Entre outros afazeres, me ocupava da correspondência dos funcionários. Brasil/Iraque/Brasil. Nesta época, a comunicação era feita através de cartas ou telefone. Pra telefonar, era um suplício. Principalmente se tava havendo guerra. Filas homéricas e ligação ruim, pouco tempo pra cada pessoa.

Enfim, as cartas eram campeãs na comunicação.
Iam e vinham semanalmente uma média de 4.500 a 5.000 cartas em cada viagem. Elas chegavam normalmente bem cedo às minhas mãos ( 4 malotes imensos, lotados ) e eu ia pra um computador e separava 1 a 1 pro seu destinatário. Todas vinham com o número de inscrição do funcionário. Pelo menos esta era a instrução dada pela empresa, pra facilitar na entrega. Eles eram localizados por esse número. Onde estavam, onde trabalhavam, se continuavam naquele setor, se estavam emprestados pra outro, se estavam no Km X, Y, Z, ao longo da estrada que estava sendo construida, se tinham viajado de férias, se iam voltar das férias, se estavam hospitalizados. Não importava onde, eu tinha que achar o Mané. Se não tivesse o tal número, aí tinha que olhar numa lista gigante e descobrir. Eita vida!

Fazia aquele trabalho o mais rápido que podia e, me lembro que na parte da tarde, já tava todo mundo que tinha recebido carta, com a sua na mão. Digo todos que tinham recebido cartas, porque aí começava outra peleja : quem não tinha recebido...
Pra onde eles iam? Onde? Atrás de mim claro ! querendo saber onde eu enfiei a carta deles.

Vocês imaginem a angústia de não receber notícia naquele fim de mundo?

E não adiantava dizer que não tinha mais carta: "Não! Já separei todas! Não, não tem nenhuma grudada dentro do malote! Não, não caiu nenhuma atrás do computador! Não, não comi nenhuma na hora do almoço! "

Pensam que tô brincando?

Foi aí que desenvolvi um monte de respostas, como por exemplo :
"Você tem familia ou foi criado pela FEBEM? A turma da FEBEM só recebe carta no Natal e no aniversário. Tem alguém da sua familia que sabe escrever?" Abria minha bolsa, tirava o bolso do jeans pra fora, tudo pra dizer que não tinha carta. Era difícil convencer a negada.
O plano que mais dava certo e fazia o caboclo sumir era : eu fazia aquele gesto que nos EUA quer dizer ok. Mostrava pro moço com um papel em forma de canudo introduzido no aro entre o indicador e o polegar e dizia : "Isso aqui é seu fiofó, se eu colocar a carta você vai saber". Eu disse colocar? Tô ficando fina...rs. Eu disse saber? Finíssima !

Eles riam e iam embora.
Uma das vantagens de se morar e viver com milhares de pessoas em um acampamento, comendo, dormindo, se divertindo e trabalhando - 7 dias por semana - é que nos dá liberdade de poder deitar e rolar nas brincadeiras.

Vocês vão saber de muitas outras mais !

Mico meu...e do...meu amigo...rs.


Sempre que passo uma temporada fora do Brasil, na volta é um perigo....mico na certa. Tô por fora de música, gírias, lugares, tudo.

Estava uma vez - já faz tempo essa - andando com um amigo na rua e de repente ele diz : "Olha o Santana!!!" Eu tenho um amigo chamado Santana e fiquei quiném uma pata procurando no passeio. "Cadê, cadê?" e meu amigo: "Pode parár de procurar, já passou. Era na rua. Um novo carro".

Chega outro amigo, também depois de um tempo ausente.
Ele sempre diz que tem pavor de motorista de táxi, porque, além de falarem muito, só falam sobre atualidades. Portanto....

Entrou num táxi. Nem bem tinha se sentado, o motorista vira e fala: "Viu pra quanto foi o avanço?" Ele todo sem graça, cheira um sovaco, cheira o outro, pensa: "pôxa a situação deve de estar ruim. Tão depressa e já empestiei o carro do moço..." Mas isso tudo se passou em segundos, porque logo o moço foi continuando com seu monólogo: "Eu acho um absurdo. Aumentaram não tem nem X tempos e agora de novo, e blá, blá, blá...." Mais pro meio da corrida, que ele entendeu do que o taxista falava.

Aumento do preço da multa pra avanço de sinal de trânsito.
Que alívio!!! Ele pensando que era do Desodorante Avanço !!

Não tem ninguém mais criativo do que peão de obra


Três tiradas de peões que nunca vou me esquecer:

1 - "Uns três dias antes de voltar pro Brasil, eu vou parár de comer. Desse lugar não quero levar nem a merda !!"

2 - "Um criolo da cor de jaboticaba madura falando pra mim antes de embarcar : "Tá vendo o que esse lugar fez comigo? Quando cheguei aqui, eu era lourinho de olhos azuis !"

3 - Peão saindo do aeroporto indo de ônibus pro acampamento, duas horas de estrada em pleno deserto : "ê negão, com esse monte de pedra e areia, quando chegar o cimento a gente tá fudido!"

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

E eu tenho lá postura pra trabalhar pra uma Princesa?

Eu sou a da direita, sentadinha no chão, costurando. Tá rindo de quê?
Mas trabalhei! Vocês podem imaginar uma relação mais nada a ver? Nem eu.

Quem me apresentou à Princesa foi um amigo. Eu estava trabalhando fora de Paris numa espécie de condomínio, em Juvisy-sur-Orge, onde só tinha calçamento, quando não era somente terra e pedra. Bem como gostam os franceses. Naturel.

Cheguei na casa da Princesa depois de um dia de trabalho e, quando me apresentei, ela me olhou de cima abaixo e continuou olhando o tempo todo, olhos estatelados, como que pensando... "nunca na minha vida vi coisa parecida...acho que não vai ter jeito de ajeitar essa daí."
Eu trajava (ótimo, né) calça de listras coloridas do Nepal, botina Caterpillar, camisa xadrez enorme, jaqueta jeans, bem mais curta, por cima, mochila nas costas. Tá bom, né? Pra uma princesa, foi um pouco muito. Minha botina nos tapetes fôfos e meu traseiro nos sofás mais fôfos ainda.
Sangue de Jesus tem poder!

Mas não é que ela topou? E eu também! Duas loucas!

Saí de 91260 (CEP-interior) e fui direto pra um apartamento de 11 peças no 75008 (CEP-Paris). Para aqueles que não sabem, plena Av. des Champs-Élysées. Combina comigo? Claro que não! Deu certo? Não deu certo mesmo! No princípio, a gente só faltava sair no tapa. Muita diferença. Ela muito nobre e eu povo demais.

Mas, no dia que fui embora, muito tempo depois, o chororô foi grande das duas partes. Ela parecia uma pomba-gira, rodando ao meu redor. Não se conformava.

Desta minha aventura, tenho muito que contar. Continuo outra hora. Se meus amigos se lembram de casos com a Princesa, podem me clarear as idéias.
Porque foram muitos.

Rindo do próprio mico...quem não gosta?


Essa é boa demais...

Aqui em BH teve uma época, que tinha kombis e vans transportando o povo pra baixo e pra cima. Acabaram com esse serviço porque tava dando muito problema etc e tal.

Mas, eis que antes que acabassem, chega um amigo meu que mora em Paris há anos, vem sempre aqui, mas só pra férias e vai embora.

Esse caso ficou tão famoso que os amigos todos contam e fazem a transposição dos nomes de bairros pras suas cidades pra que as pessoas possam entender. Podem usar e abusar.

A kombi tinha um cobrador que ficava com o corpo quase todo pra fora ou, às vezes, só o cabeção gritando: CENTRO DA CIDADE..HOSPITAL TAL... ESCOLA X... ASSEMBLÉIA...IGREJA Y...

Tá meu amigo esperando o ônibus na esquina da casa dele e passa uma kombi devagarinho e o cara grita pra ele: AUGUSTO DE LIMA...no que meu amigo bem europeizado, educadamente diz: "você segue reto por essa rua, no final vira à esquer....." e, antes que terminasse a frase, o cara já tava longe gritando pra outra vítima.

Meu amigo ficou puto, que cara grosso, nem obrigado falou , nem me esperou terminar a informação e cascou fora.

Só quando voltou pra casa e, numa conversa nada a ver, na hora do jantar, alguém falou sobre esse tipo de transporte, ele então atinou pro que tinha acontecido.

Ô mico ! Que ele poderia ter mocado, mas adorou contar...!

Dica de música liiinda. Quem me passou? O Zé.




Podem abrir e tirar alguns minutos de folga pra se deliciarem ....








Como sobreviver no Rio de Janeiro até às 5 horas da tarde...


E minha amiga brasileira se une em matrimônio ( essa foi demais!!!) com meu amigo francês. Junto com a familia do francês, vem pro Brasil uma turma de parentes e amigos.

Casamento em BH, tudo muito bom, tudo muito lindo e, no dia seguinte, lá vou eu levando a turma pra conhecer o Rio de Janeiro. Alguns voltaram pra casa e 15 ficaram pra grande aventura.

Claro que o assunto mais presente era: assaltos, pivetes e balas perdidas, enfim estes pormenores que turista insiste em se preocupar com.

E dei as instruções antes da saída do hotel, logo pela manhã. Relógio, anéis, pulseiras, cordões, tudo guardado no hotel. Porque cara de turista não tem jeito de mudar....rs. Bolsa cruzada no peito e, homens ! Atenção com carteiras no bolso de trás.

Queriam, como todo europeu, ver o dia-a-dia do povão. Então a regra era : no onibus, eu era sempre a última a entrar e a primeira a sair, e mais alguma coisa que não me lembro mais. Não sou neurada, mas é muito desagradável quando o turista tem problema na terra da gente. Em qualquer lugar é, mas conosco é muito ruim, já que a imagem não é lá das melhores.

E andamos e andamos, comemos, compraram, compraram, se apaixonaram por tudo que viram e, no final da tarde, voltamos ao hotel pra dar uma reorganizada pra sair de novo à noite.

Foi aí que rolou o melhor do dia.

Peguei um senhor dos mais espirituosos do grupo olhando no relógio e, cutucando o amigo do lado, disse: "Bah, dis donc!!! Tout à fait incroiable mon pote!!! Il est déjà 5 heures de l'aprés -midi et nous sommes encore vivants.!!!!"

O que em Português fica tão engraçado quanto: "Veja só!!! Isso é incrível ou inacreditável meu amigo !!! Já são 5 horas da tarde e a gente ainda continua vivo!!!"

Falou isso rindo.... Felizmente voltaram pra França achando um exagero da imprensa essa história de assaltos e crimes. Eles sabem que existe sim, mas não na proporção que chega lá fora.

Ainda bem, né?

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Melhor do Millôr de hoje.

" Quando você chega de madrugada em casa e sua mulher nem reclama é porque já é tarde demais. "

Ainda bem que meus amigos tem memória boa...


Quem me lembra deste caso é minha querida amiga Dadá, lá de NY. Vamo lá !
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Quando trabalhei no Iraque, como já disse, aconteceram coisas que vocês acreditem se quiserem. Não me zango se alguém pensar que tô mentindo.

A maior parte da mão-de-obra da obra, era de brasileiros, desde a diretoria até o mais simples peão - nome dado às pessoas que trabalham no trecho (como é chamada a obra).
Confusão !

Como podem imaginar, tinha gente do Brasil e do mundo inteiro. Muita gente do nordeste, norte, sul, uma Torre de Babel. Esse povo todo foi pra lá.... tô fugindo do assunto, então conto a história da miscelânia de raças outra hora.

Bom! Era recrutado um Mané lá do Maranhão, por exemplo. O cara descia aqui pra Minas Gerais de ônibus. O tempo que ele gastava nessa peleja, era maior do que o tempo que levava pra chegar no Iraque. E não foi nem uma nem duas vezes, que peões foram resgatados na estrada, malinha na mão, saindo da obra e querendo ir pra Bagdá pegar um ônibus pra voltar pra cá. Por que um ônibus? Fácil de entender.

O Mané entrou no avião à noite e amanheceu do outro lado do mundo. Nunca havia andado de avião e não tinha noção que havia atravessado o Atlântico. Portanto, muito natural. Tanto fazia pegar um ônibus ou avião. Ele queria era sair dali. Voltar pra casa.

Houve também muito peão perdido. Se o vôo fazia escala, a confusão tava formada. Neguinho descia, ia pro hotel e de lá saía achando que tava em Sertãozinho do Amparo. Sem lenço nem documento, sem saber que existia uma língua e uma moeda diferentes, ia conhecer a cidade. Passear, aproveitar pra se divertir. E voltava pro hotel escoltado pela polícia, claro! Isso, quando não era acionada a Embaixada ou escritório da empresa no Brasil.

Foi aí que nossa empresa fez um tratado com a Iraq Airways e criaram um vôo direto Rio/Bagdá. Acabou a mordomia de passar uns dois dias em Londres ou Paris, mas o problema foi sanado.
O avião era um canudo fino e a cor era verde. Adivinha qual o nome que ganhou no primeiro vôo?

Pepinão.

Acham que tô aumentando? Inventando? Eu só tô começando a contar os causus...






Acertaram em cheio na escolha do Zezé. Gostei...

Dando prosseguimento ao que postei a respeito dos idosos, esse vídeo que o Governo de Minas está exibindo, veio a calhar. Ilustração perfeita.




video

Quarta-feira, comprar, encontrar ...parte 2


O leitor também ...esse texto a Kátia escolheu pra dar seguimento à postagem sobre os idosos. Foi escrito pela Rosely Sayão, psicóloga e consultora educacional com mais de 30 anos de experiência em clínica. Sabe o que tá dizendo.

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" A luta contra o envelhecimento

Vivemos um absurdo. O avanço das ciências tem contribuido para o aumento da longevidade e, como resultado, a população está envelhecendo. O problema é que envelhecemos, mas não podemos mostrar nossa velhice. Aí está nossa maior contradição: queremos viver mais, sim, mas envelhecer tem sido intolerável.
Nossos cabelos brancos precisam ser coloridos, nossas rugas, atenuadas, nossa flacidez tratada e a gordura localizada, extraída. Precisamos manter energia, vigor e agilidade. Tudo isso custe o que custar, em todos os sentidos.
O conceito de saúde na velhice passou a ser associado à idéia de juventude. E o mais cruel: compramos também a idéia de que só envelhece quem quer, ou seja, só fica velho quem não investe pesadamente nesse aparato todo para aparentar jovialidade. Quem não se compromete com esse estilo, está condenado ao ostracismo. Assim, a responsabilidade - melhor dizendo, a culpa - pelo envelhecimento, pela decadência física inevitável, pelos sinais do tempo, é pessoal. Que ilusão!
Enquanto vivemos com essa ilusão, construimos uma sociedade que não aceita o velho, que não se modifica para reconhecer essa fase da vida. Nosso espaço público não acolhe os velhos; ao contrário, os exclui. No Brasil, não temos ainda o hábito de confiná-los em asilos. Aqui, eles têm sido confinados em suas próprias casas." (Rosely Sayão)

Jantar mongol...adivinha com quem?

Zé, amigo querido, dando mais uma colaboração com seus causus. Cada um melhor que o outro. Deliciem-se !
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Esta aconteceu nas minhas andanças na Inner Mongolia. Naquele mesmo lugar onde a chinesa veio ao meu quarto com sua tabelinha de preços.

Pois bem ! No outro dia, o dono da cidade fez um jantar típico em nossa homenagem, em uma tenda mongol montada no pátio do hotel. Muito chic ! Mesa redonda e uma enorme bacia no meio borbulhando um caldo branco e uns rabos de aves sobrenadando naquele caldo. Inocentemente perguntei: Is this duck? (Isso é pato?) E o anfitrião me respondeu: Pidgeon (pombo) com uma cara como se dissesse faisão!

Eis que ele move a colher naquilo e sobem meia-duzia de pombos inteiros, com cabeça, olhos e tudo mais. E o caldo branco? Leite de cabra e banha de porco. Era a famosa sopa Gengiskan, que todos os guerreiros tomavam no inverno, antes de ir pra a batalha, pra dar sustância.

"Quero não ! Agradecido!" pensei eu em vão. Foram várias rodadas daquilo.

Lá pelas tantas, entrou uma mongol, digo nativa, com um jarro de bebida numa mão e uma cumbuquinha em outra e, no braço, um monte de faixas brancas. Era o ritual de boas-vindas que consistia no seguinte: Ela entoava uma canção, finiiinha, estridente e, enquanto cantava, enchia a cumbuca com a bebida da jarra - que nada mais era do que uma cachaça de quinta - colocava a faixa branca no pescoço do visitante e este tinha que beber a tal bebida. Quanto mais demorava a música mais você bebia. E a mesma cumbuca rodava a mesa. Contei quantos tinham antes de mim e eram 7, ou seja, a minha cumbuca vinha mais do que babada. E tinha mais: se a dita fosse com sua cara, ela cantava mais de uma música e você tinha que beber quantas cumbucas durasse a música.

O cheiro forte dos pombos na bacia de leite de cabra sobrenadando em gordura de porco, a voz daquela donzela estridente e a cachaça na cabeça do povo, faziam tudo rodar.

Na minha vez, olhei firme pra ela, com a cara bem fechada e disse: Just one! (só um) E virei a cumbuquinha, ela deu um sorrisinho pra mim e repetiu a mesma musica enchendo a cumbuca novamente. Quis matar ela.

Foi aí que, como num passe de mágica, entra na tenda um mongol imenso, mas imenso mesmo, vestido de guerreiro com um bode assado inteiro numa bandeja também imensa. A cabeça do bode era passada de mão em mão e cada um tinha que beijar a testa do bode em sinal de respeito. Quando a cabeça do bode terminou de rodar a mesa, o mongol soltou um grito horroroso e, de um só golpe, estraçalhou o bode em trocentas mil partes com as mãos. Ah! dentro da tenda, tinham várias caixas de som onde soavam tambores ritimados.

Naquela altura, tudo girava na minha cabeça, a sopa, os pombos, a cachaça, o bode, o mongol e a cantora lírica. Não deu outra, coloquei a mão na boca e corri para a porta da tenda e chamei o juca. Até hoje, quando o chefe quer me puxar a orelha, ele diz: "Deixe estar, na próxima vez te levo a um jantar mongol !"

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Será que ninguém vai se lembrar?


"Se eu dou comida a um pobre, me chamam de santo, mas se eu pergunto por que ele é pobre, me chamam de comunista."

"Um sonho sonhado sozinho é apenas um sonho. Um sonho sonhado juntos é o princípio de uma nova realidade."

"Quero dedicar-me até o último suspiro à justiça e à libertação dos oprimidos"

Estas são algumas das citações de um grande homem.

Dom Hélder Câmara. Pernambucano que estaria completando 100 anos este ano. Pregava uma igreja simples, voltada para os pobres e a não violência. Foi um grande defensor dos direitos humanos durante o regime militar brasileiro.

Único brasileiro que foi indicado 4 vezes ao Prêmio Nobel da Paz.

Ser-humano de uma humildade e uma ternura no olhar inigualáveis.
Muita saudade. Você está fazendo falta. Ou melhor, talvez seja melhor que não esteja aqui. Seu olhar de tristeza iria cortar meu coração.
Um beijo padre Hélder.

Millôr na área...cheiro de inteligência no ar...


" Taí ! Mãe - que é a carreira mais difícil do mundo e pra toda a vida - não precisa de exame psicotécnico, nem curso de faculdade, nem atestado de bons antecedentes."

O topo do mundo é aqui em Minas Gerais. Venha conhecer !

O leitor escrevendo. Hoje quem dá a dica é minha amiga Denise.








Oi Iêda! Tudo bem?

Hoje dei minha passeadinha básica pelo seu blog e estou adorando seus posts! Acho super bacana ler os causos, as curiosidades e principalmente as frases do Millôr!

Este fim de semana fui ali pertinho, mas fui longe, viu? Topo do Mundo! Grudado em BH e até então eu não conhecia, acredita? Uma sugestão pra divulgar no seu blog, fica a menos de 30km da cidade, mas chegando lá parece até que você viajou pra bem longe! Não sei se você conhece, pertence ao município de Brumadinho e lá estão o Restaurante Topo do Mundo, a Rampa de Vôo Livre, a vista pra Serra da Moeda e outros lindos horizontes!

Fiquei horas, só admirando a paisagem e alucinada com os paragliders! Fui logo me informando, o salto duplo com o instrutor custa R$150,00 e pode ser pago até com cartão de crédito! Lembrei daquele comercial em que um roceiro tira a maquininha do bolso pro sujeito que já ia carregando umas laranjas sem pagar, kkkkk! Agora cismei que quero saltar, uhuuuuu!

Mando em anexo fotos!

Beijos, Dê
Boravamo conhecer Brumadinho - MG - Pertim de Belo Horizonte.

Se atrapalhando com "os plurais". Língua difícil essa nossa.


No século passado quando trabalhei no Iraque - é até difícil falar assim porque, dos meus amigos de infância, eu sou a única que tem a idade que tenho...rs... - já existia computador, claro, e eu até trabalhava com um, mas internet, blog, imeios e outras modernidades ainda não tinha.

O negócio era carta, telex ( podem ir no Google se informar, eu espero) e o mais moderno dos modernos que começamos a utilizar lá, foi gravar uma fita-cassete ( Google de novo???) e mandar pros amigos, parentes, pra contar as novidades e ficar mais íntimo do que ler uma carta.

Depois conto como funcionava o sistema de cartas, que, por sinal, era trabalho meu receber e distribuir.

Mas então, voltando à fita-cassete.

Um casal amigo meu resolveu gravar uma fita pra família.
Ligaram o gravador e dispararam. Cada um falando mais que o outro, contando tudo, novidades, descobertas, passeios, casa, surpresas e dá-lhe assunto. De repente o gravador fez clek!. Nossa!!! Já tinha terminado a fita. Uma hora de falação desenfreada passa rápido. Vamos ouvir pra ver como ficou? Tinha ficado muito bom, mas uma frase lá no meio tava um horror. Gritava no meio daquele tiroteio. Conseguia se sobressair. Eles haviam falado: "as cortina, os tapete, blá, blá, blá". Como tinham dado uma repaginada na casa e contavam as novidades, esse assunto era importante. E agora? Regravar aquilo tudo, nem pensar. Foi aí que meu amigo teve a brilhante idéia de apagar esse pedaço e, cronometricamente, colocou o português correto lá no meio.

Não poderia ter ficado mais engraçado, mas foi assim mesmo.
Imaginem vocês uma conversa rápida, num ritmo alegre, animado, entusiasmado, cheio de emoção e no meio disso entra uma voz calma, serena e grave e diz: assss cortinasssss, ossssss tapetessssss.... ficou bom demais!!!!!

Até hoje, quando estamos conversando e alguém engole um "s" na frase na mesma hora tem um que diz: assss cortinasssssss, osss tapetesssss.

Quarta feira:comprar, encontrar, passear,desenferrujar.




Fico contente quando descubro que coisas que vi lá fora, há alguns ou muitos anos atrás , começam a ser feitas no Brasil. Eles copiam as nossas idéias, nós copiamos as idéias deles e assim vamos trocando experiências, principalmente quando é de uso de uma comunidade.

A Prefeitura de Paris tem um serviço que acho muito legal. E sei que aqui em BH tem um serviço parecido na periferia da cidade. Muito bom !

O país tem muita gente idosa. E estes idosos normalmente moram sozinhos e não com as familias, como a maioria dos nossos velhinhos. É um outro tipo de relacionamento que não vem ao caso agora.

Então, toda quarta-feira um microonibus passa na casa das pessoas cadastradas pra levar o pessoal pra fazer supermercado, ir à farmácia, se encontrar, conversar fiado. Eles podem fazer isso pelo telefone, como aqui, mas é uma forma de andar, se mover, tomar um ar, sociabilizar-se.

Muito legal! O que acho mais simpático ainda é o treinamento recebido pelo motorista que acompanha as pessoas. Ele está ali pra ser gentil, paciente, ajudar, respeitar. E precisa fazer isso tudo com muito amor.

Se você sente esse tipo de necessidade no seu bairro, sua rua, com pessoas que você conhece, seria muito legal começar a levantar essa bandeira junto ao seu deputado, ou vereador, ou centro comunitário da sua região.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Não posso me aculturar sozinha...Vocês também merecem.




Vejam se um ser humano pode viver sem saber estas informações. Não são dados de hoje, mas não deve ter mudado muito.

Os animais do Zoo de Paris tomam 30.000 litros de leite por ano, comem 25.000 ovos, 300 kilos de mel, 2 toneladas de pão, 9 toneladas de flocos de aveia ( imagine a quantidade posto que a aveia é levinha...rs...rs), 13 toneladas de banana, 30 toneladas de maçã, 52 toneladas de carne e 55 toneladas de peixe.
Estes são alguns dos alimentos. Não foram citados todos, claro!

Eitia!!! Tem povos dessa minha América do Sul, da África e da Ásia que nem podem sonhar com estes números.

Lembrei de uma ótima de quando era babá em Paris e tava lendo uma Veja e juro que é verdade, porque vocês ou vão se lembrar ou podem ler na edição antiga.

A notícia era que os moradores da vizinhança do Zoo de Brasília estavam comendo os bichos. Cada dia davam falta de um pássaro, um veado (êpa!), ou qualquer um que desse um bom caldo. Comecei a ler e rir muito sozinha, quando meu patrão perguntou do que ria e quando contei pra ele, claro que não acreditou e muito se espantou com meu riso. Não achou graça nenhuma.

Povim sem senso de humor esses franceses..............kkkk.....kkkk........rio até hoje só de me lembrar.

Curtindo e me divertindo com a cultura inútil.


Lendo meu livreto de curiosidades sobre Paris, adorei isso aqui. Vejam só e pensem bem, comparando com os anos de vida do nosso amado Brasil.
É muito legal !

A árvore mais alta de Paris foi plantada em 1847, mede 45m de altura e tá no Parque Bagatelle.

A árvore com circunferência maior tem 6.80 m e foi plantada em 1867 e tá em Longchamp.

Pasmem! A mais antiga está no Jardim das Plantas e foi plantada em 1601.

A mais espinhosa ou espinhenta - não sei como diz isso - tá em Auteil e o tronco e os caules têm espinhos que medem até 10cm de comprimento e que podem até servir como pregos.

Agora pergunto a vocês : pode um ser humano viver sem saber essas coisas ? Se vocês podem, eu os invejo. Eu não posso ! rs...rs...

Enquanto vocês estão mastigando, tão quietinhos.


Fazer viagem curtinha de avião, tipo no máximo duas horas, é legal. Mas quando ela começa a ficar muito longa, o bicho pega. Enche o saco! A não ser na primeira classe, com aquele conforto todo mas, mesmo assim, avião é avião. Não tem o que fazer e você não quer fazer o que pode. Poderia aproveitar o tempo pra ler, dormir, relaxar, coisas que sonha quando tá ralando. Mas não. Começa a ler, pára logo. Dorme um tico, acorda. Uma peleja total.

Me lembro de quando trabalhava no Iraque e tinha umas idas e vindas que eram duras na queda. Tipo saindo de Baghdad e atalhando pela Dinamarca. 25 horas de vôo. Você chegava aqui ou lá quiném um peru em véspera de Natal. Não parava em pé. Tontinha!

Estou vindo eu uma vez com um peão da obra, daquelas pessoas simples, sem muita experiência de vôo. Fazendo esse caminho que acabei de dizer.

E, como a tripulação não sabe muito o que fazer pra distrair o povo, tasca a lhe dar o que comer. E dá-lhe lanche, café, almoço, jantar, bebidinhas, biscoitinhos. Prá entreter a gente. E você olha uma hora pra fora, tem sol, daí a um pokim olha de novo, tá escuro. E vê lua, mais um pouco sol nascendo de novo, e você comendo. Porque a gente não sabe quando vem a próxima refeição, então é melhor comer pra não ter fome. Ou passar o tempo. Não importa.

Eis que depois de alguns sóis e algumas luas e muitas bandejas, vira o cara pra mim e fala na maior seriedade do mundo:

"Me diz uma coisa: você tem alguma idéia se tamo almoçando, tomando café ou jantando?"

domingo, 25 de outubro de 2009

Millôr na roda. Nunca é demais!


"Quando eu nasci, os obstetras me acharam perfeitamente normal. Mas os designers balançaram a cabeça."

Instantâneos...da Croácia. Onde fica?


O país faz fronteira com a Hungria e com a Sérvia e é separado da Itália pelo Mar Adriático. Meu amigo está morando e trabalhando por lá e vai contar causus pra nós. Aqui vai uma pequena amostra de curiosidades croatas. Gostou? Segue ele no blog dele.
http://foureaux.wordpress.com/

Foto do Jr. de uma rua da parte antiga da cidade.


Tomar café. Tomar café e fumar. Duas das coisas que o povo desta cidade mais gosta de fazer.

Impressionante.

Durante o verão, cafés e bares, com seus terraços, na rua – cercados por jardineiras, por placas de vidro ou simplesmente delimitando espaço com as sombras dos guarda-sóis – ficam apinhados. São quatro meses de uma euforia que toma conta dos jardins, das praças e dos parques da cidade. Muitos! Diferentes, sempre com gente andando e cachorros. Muitos cachorros. Coincidência ou não, ainda não pisei em cocô de cachorro (parece que por um milagre da natureza nesta parte da terra, eles só fazem cocô na grama dos parques e jardins). Raramente se vê cocô de cachorro nos passeios, nas ruas… Nem a marca… Pois um engraçadinho qualquer poderia dizer que o povo é educado e cata o cocô, sem exceção. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra…

A civilidade tem suas lacunas por aqui também… Motoristas que não usam cintos de segurança e avançam na faixa de pedestres… Buzinam como os cariocas: uma balbúrdia nos dias de chuva e depois da neve… Gritam muito na rua, alto, brigando pelos motivos mais bizarros. E andam, em bom número, olhando para o chão ou com celulares à frente dos olhos e quase sempre com fones de ouvido enfiados nas orelhas… parece até que é moda… Zagreb é uma cidade encantadora, sim… Tomara que não perca o charme com a iminente entrada da Croácia para a União Européia…

Há quem não goste…

XÔ PRECONCEITO...você me irrita!!!



Colaboração do meu amigo Jr que tá morando lá na Croácia. Amigo é assim. Lembra da gente até quando fica irritado....bjos meu bem e muito brigadim. Continue postando.

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A academia Runner colocou um outdoor em São Paulo que dizia o seguinte:

"Neste verão, qual você quer ser? Sereia ou Baleia?"

Uma mulher enviou a eles a sua resposta e distribuiu o seguinte e-mail:

Ontem vi um outdoor da Runner, com a foto de uma moça escultural de biquíni e a frase: "Neste verão, qual você quer ser? Sereia ou Baleia?” Respondo:

Baleias sempre estão cercadas de amigos. Baleias têm vida sexual ativa, engravidam e têm filhotinhos fofos. Baleias amamentam. Baleias andam por aí cortando os mares e conhecendo lugares legais como as Banquisas de Gelo da Antártida e os Recifes de Coral da Polinésia.
Baleias têm amigos golfinhos. Baleias comem camarão à beça. Baleias esguicham água e brincam muito. Baleias cantam muito bem e têm até CDs gravados. Baleias são enormes e quase não têm predadores naturais.

Baleias são bem resolvidas, lindas e amadas.

Sereias não existem...

Se existissem viveriam em crise existencial: Sou um peixe ou um ser humano?
São lindas, mas tristes, e sempre solitárias...
Não têm filhos, pois matam os homens que se encantam com sua beleza.

Runner querida, prefiro ser baleia!"

(A Runner retirou o outdoor na mesma semana!) Muitas vezes o ser humano se importa tanto com o exterior de uma pessoa (criticando a gordura), a posse de bens materiais, e esquece que o mais importante é o interior, os sentimentos daquela pessoa... Vamos valorizar mais o que somos, e não o que os outros visualizam, cada um sabe como quer estar ou fazer de si... E só assim seremos felizes!
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ps.: eu não tinha visto ainda esse imeio. Se você já viu, vale a pena rever.

sábado, 24 de outubro de 2009

Hoje é domingo, pede descanso.

Bom domingo, bom descanso, bons passeios, muito riso, muita música boa, comida deliciosa, amigos presentes e consciência tranquila.

Dica de site muito legal.








Quer conhecer um pessoal que trabalha com seriedade e que realmente tá afim de ver esse planeta numa boa ? Comece por aqui, e depois vá ver de perto e conhecer ainda por cima uma das regiões mais lindas do Brasil e do Planeta.
Vai lá.

Entre nesse site e participe.


http://www.mecenasdavida.org.br/


Cultura inútil curiosa. Museu do Louvre


Essa informação é quiném a Transamazônica. Leva o nada a lugar algum, mas é curioso e bom pra você saber que nem precisa tentar conhecer o Louvre na primeira viagem, a não ser que não saia lá de dentro durante anos.
Deus me defenda!!!

- O prédio do Museu tem 153.090 metros quadrados

- São aproximadamente 26.000 peças expostas ( e olha que essa informação não é nova).

- São cerca de 1.555 esculturas

- 3.185 pinturas

- 8.000 objetos de arte

- 3.500 antiguidades egípcias

- 5.200 antiguidades orientais

- Antiguidades gregas, etruscas e romanas cerca de 4000

Quando você entra no Museu pode escolher pelo nome das Portas de entrada, o que gostaria de ver naquele momento. Os folhetos explicam direitinho. Aconselho que vá logo de cara ao que mais interessa, porque quando o saco encher, você já vai estar no lucro.

Bom passeio.

Fornada de turistas. Espetáculo à parte de uma viagem.

Não sou muito de passear com grupo ou empresa de turismo. Só mesmo quando não dá pra ir sozinha. Prefiro eu mesma ir descobrindo e pagando meus micos sozinha ou com amigos. Mas acho muito bom quem viaja através de empresas, porque é preferível isso do que não ir a lugar algum.
Amo viajar sozinha. Adoro. Aliás sou uma vira-folha, Maria-vai-com-as-outras, porque também adoro viajar com amigos. E tenho sempre um lema: estamos juntos mas não somos grudados. Nada de companhia de viagem siamêsa. Fazemos tudo junto na boa, ou tudo separado melhor ainda. Acho básica essa combinação antes de qualquer viagem. Anote essa dica.

Agora, não tem coisa mais engraçada do que ficar observando as fornadas de turistas chegando, olhando, fotografando e saindo de algum lugar. É um dos meus esportes favoritos numa viagem.

Chega o ônibus. O guia só falta ter um apito. As vêzes tem. Prriiimmmmmmmm pra sair do nibus e tantos minutos pra visita. Como, ou é ver ou fotografar, geralmente a opção é pela foto. E vão ver em casa. O quê? Sei não, mas acho que foi em Nápoles...rrrss. E essa aqui...? humm...acho que foi em ...sei não. Primmmmmmmm de novo e entra todo mundo no ônibus.

Agora vem o mais engraçado. O guia vai falando e o povo vai conhecendo a cidade, ou o que seja , pela janela do ônibus. Pode perder tempo não. Aí a gente vê as cabeças todas virando pra direita. Zummmmm. Agora pra esquerda...zupt.....e o melhor de tudo: algumas pra trás, uuuupiiii.....porque não deu tempo direito de acompanhar a velocidade do ônibus e do monte de novidades ....

Bom demais!!!

Eita mineiro levado da breca!!!!





Seu nome : Sebastião Salgado. Tô apresentando, porque ele é conhecido aqui no Brasil, mas no exterior ele é muuuuuito mais conhecido.

Faz fotografias de arrepiar de tão lindas. Já fotografou e expos em meio mundo e agora tá expondo no Japão.

"Espero que a pessoa que entre nas minhas exposições não seja a mesma ao sair" diz Sebastião Salgado.

Economista que fez uma viagem com a mulher e pegando sua máquina fotográfica ( já se chamou assim um dia ) nunca mais largou. Ainda bem !

Orgulho de Aimorés-mg.

Quando virem esse nome por favor parem e prestem atenção ao seu trabalho. E ele espera que o seu pedido seja realizado.

Quem nasceu primeiro: Bombeiro ou Seguradora?



Causus que ouvi pelos caminhos por onde andei.

Londres foi uma das cidades que mais pegou fogo. Literalmente. Nos tempos idos , praticamente todas as casas eram feitas de madeira, umas coladas nas outras pra ver se esquentava um pouco no inverno, e com fogões à lenha, fogareiro de carvão pra aquecer, lamparinas e lampeões, quer dizer, tudo que tinha fogo, então toda hora rolava um incêndio.

E no que pegava fogo em uma casa, o bicho pegava. E espalhava. E alastrava pra mais de uma dezena ou centena de casas. Quando não ia quase a cidade toda, o que aconteceu algumas vezes.

Agora que entra o assunto que deu idéia ao título do post.

Com esse prejuizo o tempo todo, os londrinos que na sua maioria eram muito pobres e perdiam o quase nada que tinham a cada momento,fez com que alguem muito espertim tivesse a idéia de recolher mensalmente uma grana de quem se associasse e se rolasse um incêndio a pessoa teria uma grana, espécie de poupança pra recomecar a vida.

Só que esse moço quase quebra, porque os incêndios continuavam e ele não tava tendo lucro. O que entrava era pra distribuir entre os seus clientes.
Foi aí que surgiu a idéia, que mais tarde veio a se chamar Corpo de Bombeiros.

Quer alimentar os olhos e a alma gastando com prazer?


Passem na loja da Vênica...a loja tá maravilhosa, os adornos e objetos pro Natal aaaaaaaai..... é até difícil falar sobre.
Tudo de uma beleza e de um bom gosto, que pra mim é aquele lugar que me deixaria super feliz ganhar ou comprar não importa qual objeto. Claro que existem aqueles que são apaixonantes pro meu gosto.

Tenho certeza absoluta que você vai amar. E se quiser dar um presente com direção certeira na alegria de receber, lá você vai encontrar. E mais. Não existe possibilidade de não encontrar aquele presente praquela pessoa ou casal difícil de presentear.

Vá lá e me diga se tô exagerando.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

E o leitor vai escrevendo e eu adorando.


Agora quem conta o caso é o Marcelo, queridíssimo amigo. Já caminhamos juntos por muitos caminhos nesse mundão de Deus.

Lá vai.

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Core,
Vá, publique esta contribuiçã, se é q já não está lá.....

Caso a Ieda tenha se esquecido de contar esta estória... aki vai:
Imaginem, naqueles tempos, duas travestis (nem sei mais qual é o nome politicamente correto!), Bahianas, que viviam há muitos anos em Paris, fazendo a vida. Daquelas q não aprenderam bem o francês, e, pasmem, como é muito comum, desaprenderam o português. Então, este comentário foi ouvido um dia (com muitoooooo sotaque bahiano!), q uma falou pra outra:

- "Elvira, vc se rapelle daquela jupe rouge que vc m'as donné? Pois é, minha filha: voleeeeeeram!!!!"

Tradução: Elvira, vc se lembra (verbo rappeler = lembrar[-se]) daquela jupe (saia) rouge (vermelha) que vc me deu (avoir donné). Pois é, minha filha: roubaaaaaram (verbo voler = roubar)

Parece-me q esta mesma senhorita foi "pega" um dia dizendo q estava com dor forte na "pomme de terre de ma jambe".... pros menos avisados, pomme de terre = batata e jambe = perna.

Enfim, faça as mudanças q axar necessárias.
Bjins,
Ma

Agora q escrevi, axei bobagem.... só a gente mesmo pra gostar disso!

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Meu bem, eu mudar alguma coisa? Só se fosse maluca?