quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Acertaram em cheio na escolha do Zezé. Gostei...

Dando prosseguimento ao que postei a respeito dos idosos, esse vídeo que o Governo de Minas está exibindo, veio a calhar. Ilustração perfeita.




Quarta-feira, comprar, encontrar ...parte 2


O leitor também ...esse texto a Kátia escolheu pra dar seguimento à postagem sobre os idosos. Foi escrito pela Rosely Sayão, psicóloga e consultora educacional com mais de 30 anos de experiência em clínica. Sabe o que tá dizendo.

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" A luta contra o envelhecimento

Vivemos um absurdo. O avanço das ciências tem contribuido para o aumento da longevidade e, como resultado, a população está envelhecendo. O problema é que envelhecemos, mas não podemos mostrar nossa velhice. Aí está nossa maior contradição: queremos viver mais, sim, mas envelhecer tem sido intolerável.
Nossos cabelos brancos precisam ser coloridos, nossas rugas, atenuadas, nossa flacidez tratada e a gordura localizada, extraída. Precisamos manter energia, vigor e agilidade. Tudo isso custe o que custar, em todos os sentidos.
O conceito de saúde na velhice passou a ser associado à idéia de juventude. E o mais cruel: compramos também a idéia de que só envelhece quem quer, ou seja, só fica velho quem não investe pesadamente nesse aparato todo para aparentar jovialidade. Quem não se compromete com esse estilo, está condenado ao ostracismo. Assim, a responsabilidade - melhor dizendo, a culpa - pelo envelhecimento, pela decadência física inevitável, pelos sinais do tempo, é pessoal. Que ilusão!
Enquanto vivemos com essa ilusão, construimos uma sociedade que não aceita o velho, que não se modifica para reconhecer essa fase da vida. Nosso espaço público não acolhe os velhos; ao contrário, os exclui. No Brasil, não temos ainda o hábito de confiná-los em asilos. Aqui, eles têm sido confinados em suas próprias casas." (Rosely Sayão)

Jantar mongol...adivinha com quem?

Zé, amigo querido, dando mais uma colaboração com seus causus. Cada um melhor que o outro. Deliciem-se !
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Esta aconteceu nas minhas andanças na Inner Mongolia. Naquele mesmo lugar onde a chinesa veio ao meu quarto com sua tabelinha de preços.

Pois bem ! No outro dia, o dono da cidade fez um jantar típico em nossa homenagem, em uma tenda mongol montada no pátio do hotel. Muito chic ! Mesa redonda e uma enorme bacia no meio borbulhando um caldo branco e uns rabos de aves sobrenadando naquele caldo. Inocentemente perguntei: Is this duck? (Isso é pato?) E o anfitrião me respondeu: Pidgeon (pombo) com uma cara como se dissesse faisão!

Eis que ele move a colher naquilo e sobem meia-duzia de pombos inteiros, com cabeça, olhos e tudo mais. E o caldo branco? Leite de cabra e banha de porco. Era a famosa sopa Gengiskan, que todos os guerreiros tomavam no inverno, antes de ir pra a batalha, pra dar sustância.

"Quero não ! Agradecido!" pensei eu em vão. Foram várias rodadas daquilo.

Lá pelas tantas, entrou uma mongol, digo nativa, com um jarro de bebida numa mão e uma cumbuquinha em outra e, no braço, um monte de faixas brancas. Era o ritual de boas-vindas que consistia no seguinte: Ela entoava uma canção, finiiinha, estridente e, enquanto cantava, enchia a cumbuca com a bebida da jarra - que nada mais era do que uma cachaça de quinta - colocava a faixa branca no pescoço do visitante e este tinha que beber a tal bebida. Quanto mais demorava a música mais você bebia. E a mesma cumbuca rodava a mesa. Contei quantos tinham antes de mim e eram 7, ou seja, a minha cumbuca vinha mais do que babada. E tinha mais: se a dita fosse com sua cara, ela cantava mais de uma música e você tinha que beber quantas cumbucas durasse a música.

O cheiro forte dos pombos na bacia de leite de cabra sobrenadando em gordura de porco, a voz daquela donzela estridente e a cachaça na cabeça do povo, faziam tudo rodar.

Na minha vez, olhei firme pra ela, com a cara bem fechada e disse: Just one! (só um) E virei a cumbuquinha, ela deu um sorrisinho pra mim e repetiu a mesma musica enchendo a cumbuca novamente. Quis matar ela.

Foi aí que, como num passe de mágica, entra na tenda um mongol imenso, mas imenso mesmo, vestido de guerreiro com um bode assado inteiro numa bandeja também imensa. A cabeça do bode era passada de mão em mão e cada um tinha que beijar a testa do bode em sinal de respeito. Quando a cabeça do bode terminou de rodar a mesa, o mongol soltou um grito horroroso e, de um só golpe, estraçalhou o bode em trocentas mil partes com as mãos. Ah! dentro da tenda, tinham várias caixas de som onde soavam tambores ritimados.

Naquela altura, tudo girava na minha cabeça, a sopa, os pombos, a cachaça, o bode, o mongol e a cantora lírica. Não deu outra, coloquei a mão na boca e corri para a porta da tenda e chamei o juca. Até hoje, quando o chefe quer me puxar a orelha, ele diz: "Deixe estar, na próxima vez te levo a um jantar mongol !"

NATAL 2025 DE NOSSA PREMAMETTASCHOOL

Como estou sem computador, as postagens nao ficam boas.  Postei com celular mesmo, só pra dividir com todos minha alegria e o grande resulta...