quarta-feira, 16 de junho de 2010

Esse hidrante só pode ser surdo-mudo!

Mais causus dos tempos que eu ainda vingava uma noite inteira numa festança... Hoje, tô aceitando convite pro, mais tardar, chá das cinco. Sempre fui dorminhoca e só tô piorando....

Aí, rolou uma festa da turma. Não precisava nada: comemoração alguma, aniversários, nada, bastava alguém dizer: "Vai ser onde?" e um oferecia a casa e a gente se organizava. Numa dessas festas, devia de ser uma festa mais "elaborada", sei lá porque, os convidados eram alto nível e, quem nos deu o grande prazer do comparecimento, foi o meu ídolo, o grande Gonzaguinha. Nessa época, ele morava em BH, tinha se casado com uma mineira e morava na Pampulha - tava adorando morar no "interior"....hhheeeee.
Não sei quem convidou, só sei que ele deve ter se arrependido de ter ido. O Gonzaguinha - que, na juventude, tinha sido "o" estopim curto, brigão, muito político, revolucionário - nessa época já tava mais tranquilo, senão tinha rolado um cacete.

Um grande amigo nosso, bebeu e fumou tudo que tinha direito, e, aí, descobriu o pobre do Gonzaguinha... e começou o suplício.
Sentou-se do lado dele e disse: "Pô, cara! Você é a cara do Gonzaguinha!" primeira abordagem tudo bem. Meu ídolo, na boa, tranquilo, lhe disse: "Eu sou o Gonzaguinha" e a anta do meu amigo: "Pô, cara! Igualzim. Nunca te disseram isso?" A vítima, de novo: "Eu sou o Gonzaguinha!"
E aí, alguém que tava do lado, sentindo o constrangimento, puxou meu amigo pra outro canto da festa. Alívio !

Por pouco tempo, porque, tonto, quando invoca com alguma coisa, é osso.

De repente, tá ele lá do lado do Gonzaguinha de novo: "Pô, cara! Tô impressionado! Cê é a cara do Gonzaguinha. Nunca te disseram isso?"
Não vou repetir, quantas vezes isso foi dito e quantas vezes foi respondido, porque, senão, quem leva um cacete sou eu.
Nessa altura do campeonato, já de madrugada, o Gonzaga deu um jeito de dar no pé, porque viu que não ia conseguir se livrar daquela canseira. Ainda tentaram tirar o meu amigo de perto, mas foi em vão; catou a sortuda da mulher dele e caiu fora.

Bem mais tarde, o tonto sumiu também; procura daqui, caça dali e nada. Deve ter ido embora. Deve estar dormindo em algum quarto. "Tá não" disse alguém. "Ele veio com quem?" "Sei não, acho que sozinho". Bom, ele se vira, afinal, tonto, Deus ajuda. Amanhã a gente fica sabendo como findou a noite do moço.
Mas não foi preciso clarear o dia, pra descobrirem o paradeiro dele. Um fulano desceu pra ir embora e encontrou meu querido tonto sentado no meio-fio, puto, conversando com um hidrante, contando da falta de paciência do cara que se parecia com o Gonzaguinha, aliás, vai parecer assim na puta que o pariu, mas o hidrante não dizia nada. Não tinha opinião formada sobre o assunto. Foi recolhido aos costumes pelo colega e levado pra casa. Claro que, durante o trajeto, quase leva uns cascudos do que lhe socorria, porque continuava insistindo na pergunta: " Diga aí, meu camarada. Eu não tô ficando doido, tô? Aquele sujeito não é a cara do Gonzaguinha?"

Ele jura, até hoje, que é mentira nossa: "Dialogar com hidrante, não, isso vocês inventaram". No que ele tá certo, não foi um diálogo, o hidrante se recusou a dar sua opinião, foi monólogo.
Ele se manteve mudinho - como convém a um ser em seu estado normal - quando tem que aturar um tonto.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Nós progredimos pra trás.



No dia da festa de abertura da Copa do Mundo, de repente me dei conta que estava observando o comportamento do povo africano, sua alegria, a música, as cores, sua naturalidade, a recepção que estão dando aos visitantes, sua ingenuidade e voltei o pensamento pra nós.

Nós brasileiros, que herdamos tanto deles e que devemos tanto a eles da nossa cultura...
Caminhamos muito desde 1.500, muito mesmo. Fico me lembrando, até de relativamente pouco tempo atrás, de minha infância, idade adulta, 20, 30, 40 anos atrás, do quanto que as coisas mudaram; e muitas coisas mudaram pra melhor, muito melhor.

Mas é duro, porque, sempre tem um mas ... acho que, em algumas situações, a gente andou pra trás. Onde?
Onde eu percebi que os africanos estão a todo vapor.

Ainda somos alegres? Somos e muito. Ainda rimos muito? Muito. Só ficamos mais maldosos, mais desconfiados e mais sacanas, no péssimo sentido da palavra. Essa história de progredir, ir, conquistar, faz a gente atropelar sentimentos, atitudes, delicadezas, honestidade, postura, vergonha, hombridade.

Não posso dizer que o povo africano seja "o legal". Nem tenho conhecimento pra tal.

Vocês repararam o quanto e quantas vezes foi falada a palavra educação e criança, na abertura da copa? Vocês viram com que carinho todos aplaudiram e reverenciaram o Sr. Nelson Mandela? Vocês viram com que alegria e com que felicidade entrou o Bispo Tutu que entrou e dançou e se emocionou ao ponto de me levar às lágrimas, falando sobre as conquistas do povo? Com que orgulho eles estão se nutrindo, se alimentando, se lambuzando, se deliciando com os tempos de liberdade de ir e vir?
Você sabia que, até hoje, todo ano, no aniversário da morte do nosso querido Senna, é celebrada uma missa na Notre Damme de Paris e várias manifestações de carinho e saudade, são prestadas a ele na França, onde não é sua casa? Você sabe ou já participou de alguma coisa parecida, aqui na nossa terra, além do que faz a Fundação que ele criou?
Voltando à África...
Já sei : ainda não vão e vem onde querem, a fome e a miséria ainda é enorme, corrupção, roubo, existe lá como em qualquer lugar do mundo.

O que estou tentando dizer é que vi, no povo africano, um olhar, uma demonstração de ingenuidade e alegria simples, que vamos ter que procurar de lanterna na mão em nosso país, pra reencontrar.

Não acho, que o modelo que estamos adotando, seja o melhor. Espero que eles não se desvirtuem, não percam a trilha.

Vão ser grandes, maiores ainda do que já são, daqui a algum tempo. E, se conseguirem conservar o olhar doce de criança, então ninguém baterá aquela nação no quesito felicidade!

Isso seria o ideal ! Mas, será que conseguirão ?
Vou torcer para.
E vou torcer, também, pra que, quando a copa, daqui a quatro anos for na nossa casa, a gente não veja na TV, que nosso povo anda roubando, assaltando os visitantes, como tem acontecido alguns casos na África. E muito menos sermos julgados, como já ouvi pessoas aqui julgando estes atos, como se isso não fosse comum na nossa terra - indiferente de termos visita ou não.

NATAL 2025 DE NOSSA PREMAMETTASCHOOL

Como estou sem computador, as postagens nao ficam boas.  Postei com celular mesmo, só pra dividir com todos minha alegria e o grande resulta...