Primeiro : pensar pra onde quero ir. Desta vez, vou voltar a Israel. Já morei lá e quero rever tudo; rever lugares e o Kibbutz onde trabalhei. Quero ir ao Cairo. Nunca fui - sou louca pelo Egito - e agora me deu muita vontade e saudade de conviver com aquele povo (conheci muitos egípcios quando trabalhei no Iraque). E, fechando o ano, passar um tempinho em NY. Saudades também ! Dos amigos e da cidade.
Ok. Penso nisso desde o ano passado e comecei a guardar Dólares ou Euros. Meu pai dizia uma coisa que é muito certa : "Quem não deve, não tem". E é verdade ! Pensar que vou guardar uma graninha todo mês, na poupança ou mesmo no banco, comigo não rola. Qualquer moda é motivo pra eu gastar o dinheiro e pensar: "Mês que vem, guardo em dobro". Guardo nada. Então, o que eu faço (e faço isso já há muitos e muitos anos) é comprar Dólar, e não trocar de volta pra Real nem que a vaca tussa. Primeiro, porque é burrice, já começaria a perder dinheiro daí e, segundo, porque não rola comprar e vender. Não vou guardar nada nunca.
Não importa o quanto. Sobrou um pouco, eu troco. Pode ser 50, 100 ou 1.000 dólares. Guardo e me esqueço dele.
Tem um truque que funciona também. Tenhos amigos que moram fora e as famílias moram no Brasil, então, adoro quando alguém precisa dar alguma grana pro pai, mãe ou não importa quem. Eu dou em Reais e este amigo guarda o Euro ou Dólar pra mim.
Outro truque. Alguém de fora, quer viajar pelo Brasil, nas férias. Eu compro as passagens aqui, pago em 4, 5 ou mais vezes - dependendo do valor - e meu amigo, quando chega, me dá os Euros. Aí é que caio no conselho do meu pai : faço uma dívida - e dívida tenho que pagar, né não?
Então, já comprei minhas passagens pra próxima viagem. Vou no princípio de novembro. Até lá já terminei de pagar, e, ao mesmo tempo, qualquer grana que sobrar compro Dólar.
Outra coisa : - parece bôba, mas é só um exemplo, funciona e não falha - tô querendo comprar um ferro de passar roupa legal. O meu tá funcionando, mas é daqueles de 1900 e antigamente. Outro dia, quase comprei, tava em oferta, aí, pensei um segundo e falei pra mim mesma: "Na volta, na volta eu compro. São só 200 reais, mas, pra viagem que tô sonhando, são 100 dólares". Entenderam? Tudo, mas tudo que posso deixar pra gastar, depois da viagem, vale a pena. Vai ser uma economia. Não vou deixar de ter o ferro, só que vai ser ano que vem.
Já tenho uma pequena lista de hotéis em Telaviv, Jerusalém, Cairo. Amigos me dão dicas, me passam sites e, devagar, me organizo, faço reservas e, quando chegar a hora da viagem, já sei direitinho o que vou poder fazer com a grana que tenho, onde vou ficar, quanto tempo posso ficar, tudo.
Não quero dizer que, com isso, a viagem seja aquela coisa rígida, que não sai do trilho. Nada disso. Ela só vai ter um rumo.
Mas, se o vento tocar pra rumos diferentes do que planejei, e eu achar que são bons ventos, lá vou eu.