sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Os caminhos por onde andei, hoje falando de livros


A minha cabeça anda muito mais rápida do que os meus dedos. Acontece isso com você também?
Comecei a escrever sobre um assunto, desviei tanto, e me vieram tantos outros na ideia, que ele se transformou em quatro posts. Pode? Então, lá vai o primeiro.



Vou falar sobre dois livros que são uma paixão e um vício em minha vida. Vivo lendo e relendo os dois. Não posso ir até a estante de livros procurar alguma coisa, que trombando com eles, pego e leio de novo. Compulsão das brabas.

Eu digo que gostei de um livro, quando termino de ler e ele tá todo escrito, rabiscado, palpitado.  Sempre que leio,  numa mão tá o livro, na outra uma caneta. E pode pensar que sou louca de pedra, mas, quando empresto, peço pra quem pegou escrever e riscar também. Quero ver o que a pessoa viu, que eu não vi. Nem sempre as pessoas riscam, e algumas já me disseram:
- Não consigo!
Deve ser trauma de infância...rs. Fomos educados pra não "estragar". Mas eu penso, que livro só funciona assim. Pelo menos pra mim.

Quem leu O Perfume, do Patrick Süskind, sabe do que eu to falando. Já lí não sei quantas vezes, e falando agora sobre ele, já tirei da estante e vou reler mais uma vez. Amo este livro.
O autor conta uma história passada no século XVIII, na França. Começando por Paris, depois viajando pelo interior. Pode ler, que você vai adorar.
O que mais me impressiona na imaginação de um escritor, é o danado falar sobre um século ou um tempo que ele não viveu, sobre um lugar onde também jamais esteve. O Patrick é alemão. Quando escreveu o livro não conhecia a França ainda, e era bem jovem.
Esse louco tem a capacidade de descrever com detalhes, ruas, pessoas, lugares, que é de enlouquecer. E, você lendo o livro, já vai fazer um  tour por Paris. Cidade antiga tem destas vantagens. Não mudou muito de lá pra cá.
Tô indo pra Israel agora, e uma amiga que iria junto e não vai mais poder ir, tava desconsolada, então eu repeti o que digo sempre. A vantagem de visitar lugar antigo é essa. Quando você puder ir, vai estar mais velho ainda...rs.

Quem não leu, não pode deixar de ler também,  Toda Vida Pela Frente, do Romain Gary ( usando o pseudônimo de Émile Ajar ). Minha paixão por este livro é tanta, que li o original em francês e comprei em português, (tão bom quanto!) pra emprestar pros amigos.
Pra não pensar que tô enganando você, escrevi isso aqui, na época que comprei o livro em português na Livraria Cultura, e tá lá no site deles até hoje:

"Opinião do Leitor:
Ieda Dias / Data: 20/12/2000
Conceito do leitor:
(opine)
Uma belíssima estoria de amor
Emile Ajar, pseudônimo de Romain Gary escritor naturalizado francês foi quem escreveu essa linda estoria de amor carinho e amizade, de uma prostituta judia por um garoto árabe também filho de prostituta.
Ganhador do premio Goncourt ( maior premio francês de literatura), Romain Gary resolveu escrever sob pseudônimo, achando que as pessoas estavam comprando seus livros somente pelo seu nome já consagrado, antes mesmo de saber nada sobre o livro.
O premio Goncourt só e dado uma única vez a cada escritor. Com seu primeiro livro escrito como Emile Ajar, Romain ganhou o premio Goncourt.
E uma estoria que nos emociona, faz rir, chorar e enlouquecer de paixão.
Descobrir quem era esse escritor tao talentoso de quem nunca ninguém havia ouvido falar.... isso já e outra estoria. Outro livro. "

Dele já li e indico também:
L'Éducation européenne (1945)
Les racines du ciel (1958, filmado com The Roots of Heaven, 1958)
Au-delà de cette limite votre ticket n'est plus valable (1975)
Gros calin (1974)    - Segundo livro dele que mais amo.

Não sei onde estava no mundo quando escrevi isso, porque não tem acento nas palavras. Enfim. Não coloquei agora, pra não modificar o que já tá feito há muito tempo.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Patrick_S%C3%BCskind

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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Horta da Luzia e Millôr, na dobradinha...


- Passa uma moça bonita, super gostosa na calçada. Tres rapazes param pra vê-la passar e um deles diz pro amigo: não adianta cê olhar, cê não aguenta!
- A comunidade tá de parabem pra ver Os Alta Horas! - morador da comunidade de Ramos na festa do Altas no piscinão de Ramos.
- Faço desaiguini de sombrancelha. - outra moradora na mesma festa falando sobre sua profissão.
- No limite da inresponsabilidade.  - candidata Dilmanta no debate na Band
-Eu comprimento a Rede Bandeirante. - a mesma candidata no mesmo debate
- Esta receita é duro e queda! - ouvi essa semana. Amei.
- É uma impricânça que esse povo tem comigo! - ouvido essa semana.
- As coisas com ela é vup-vap!
- Os pedrero não tem cuidado. Ranha o chão todo!




- Democracia tem hora. Vocês já imaginaram o terror que seria uma viagem aérea em que o piloto fosse eleito pelo nosso Congresso? Millôr
- Quando chegar a hora dos humildes herdarem o Reino dos Céus, o imposto de renda vai ficar com mais da metade. Millôr
- Na China tiveram esse trabalhão todo só pra destruir a Camarilha dos Quatro. Imaginem no Brasil! Millôr

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Levando a criançada ao cinema. Uma deliciosa maratona!


Ontem, fui com uma sobrinha querida assistir,  Comer, rezar, amar. Fã de carteirinha da Júlia, amei o filme. Já tinha lido o livro, e, como quero ir no final do ano que vem , passar uns tempos num ashan, gostei mais ainda.
Mas, não é sobre este filme, que quero falar.
A gente chegou um tico atrasadas, e ficamos esperando a próxima seção pra ver o principinho do filme, e, por conta disso me lembrei de um caso ótimo.

Quando as sobrinhas eram pequenas, eu tava sempre levando ao teatro, cinema, parque, aniversários, qualquer lugar. Levava as 4 e mais os agregados. Vizinhos, amigos, filhos de não sei quem.
Boravamo.
Quando a gente é mais nova, tem menos medo, a responsa é grande mas não somos tão encucados. Não sei se hoje sairia com um bando de embondos como já saí outrora! Se bem, que muita coisa mudou neste período. Pra pior, no quesito segurança. Enfim. Não é nada disso também. Eitia eu que falo demais!

Numa dessas seções de ida ao cinema, saindo de casa com o bando, esbaforida, atrasadas pra variar, chegamos e Os Trapalhões já tavam a pleno vapor, fazendo a negada rir. Nos acomodamos, todo mundo naquele frenesi danado, e, imediatamente já se enfiaram na história e se juntaram a turma da sala no mesmo riso solto e alegre, que os 4 proporcionaram a meninada e aos adultos, por muitos e muitos anos seguidos.

Terminando o filme, nem bem acenderam-se as luzes e todo mundo já tava de pé se preparando pra sair e pro próximo evento, que era comer. Alguns assistiam ao filme de pé, tamanha a exitação, sendo motivo de gritos e pipocadas na cabeça, pela turma de trás.

Eu, muito ingenuamente, viro pro povo e pergunto:
- Vocês não querem ficar pra ver o princípio do filme?
No que escuto em uníssono:
- Que princípio?
Foi a primeira e última vez que fiz essa pergunta, sem sentido algum pra uma criança.

Bom demais, né não? Quem convive ou já conviveu com os pequenos, sabe do que tô falando. Seja na TV ou  no cinema, pra criança, o filme começou, na hora que ele chegou. Ou ligou o aparelho.
Simples assim.
Ô inveja!!!

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NATAL 2025 DE NOSSA PREMAMETTASCHOOL

Como estou sem computador, as postagens nao ficam boas.  Postei com celular mesmo, só pra dividir com todos minha alegria e o grande resulta...