sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Tá no blog. Agora não respondo mais...rs



Já perdi a conta de quantas vezes respondi a mesmíssima pergunta, desde maio deste ano, quando resolvi vir e ficar aqui na Índia, até Deus sabe quando.
A pergunta é:
- Por que a Índia, se no Brasil tem tanto pobre, tanta pessoa necessitada?
E lá vai a resposta final.
Desde a minha adolescência eu tenho um encanto por esta terra. São dois encantos gratuitos : Índia e Israel.
Eu sou da geração que usou Patchuli (uso até hoje), bata indiana, cantou junto com Ravi Shankar, conheceu com ele a cítara indiana, se encantou pelos cheiros e cores deste país.
Em 1985 vim aqui pela primeira vez. E não aconteceu com a Índia o que já rolou com outros países, que, quando da segunda visita, não teve o mesmo encanto da primeira. 
Aqui, cada vez que venho - e esta é a quinta vez - mais me emociono, mais me apaixono, mais quero ficar.
Da terceira vez que vim, pensei comigo:
- Na próxima virei sozinha e quero ficar plantada em uma cidade por, pelo menos, um mês e viver quiném minhoca, como os da terra.
E, como a força de palavras e pensamentos é tão forte que a gente não se dá conta, vim, fiquei, amei, encontrei um objetivo muito grande pra voltar e voltei.

O objetivo principal se chama    http://www.premametta.org/   O segundo, as amizades que fiz.

Parênteses 

Eu nasci no Brasil, há 65 anos, e tô careca de saber dos nossos problemas e nossas necessidades. Aprendi com minha mãe a ajudar, a ver , a enxergar o próximo. Me lembro de atravessar com ela a cidade, levando "coisas" pra pessoas necessitadas, ajudando há 60 anos, mães solteiras, sendo amiga de mulheres desquitadas - e isso pra quem viveu no Brasil dos anos 50, 60, 70, sabe muito bem o quanto era difícil e como eram "condenadas"  estas pessoas. 
Pior do que estar numa cadeia, era o isolamento em liberdade. 
E elas sofriam deste isolamento.
Me lembro de também atravessar a cidade pra ajudar crianças pobres "afilhadas por conveniência" de minha mãe. Conveniência sabida por ela, que ela nem ligava. Dava atenção e carinho com todo prazer. Me lembro de ajudar muito os que menos tinham em nossa família.
E criança vai aprendendo sem saber, assimilando e, mais tarde, vai colocando em prática automaticamente o que viu quando era pequena.
Então, agora vou dizer mais, o que nunca, nunca digo e nunca achei que fosse elegante dizer :
Em todas as minhas viagens, desde que saí do país pela primeira vez em 1979, eu trago coisas pra pessoas, desde presentes até doações que recebo fora do Brasil.
Já carreguei malas e mais malas com roupas, brinquedos, calçados, e paguei muito caro pelo excesso de peso delas. 
Paguei com todo prazer!
Da França, não tenho ideia de quantos kgs de malas eu já levei pro Brasil. 
Já levei minha prosa e meu riso pra muitas pessoas idosas, amigas ou não. Já visitei e passei dias e noites em hospital com pessoas que nem conhecia. 
O Brasil continua precisando muito de ajuda e eu continuo ajudando, mas estas crianças que conheci aqui, pode ter certeza, estão muito mais distantes de ajuda do que as nossas.
E não vou dizer mais, porque este assunto me dá aflição;. seria o mesmo que ficar falando sobre a minha grana, se eu tivesse.

Fechando o parênteses

O mundo precisa de ajuda. Não somente os países pobres como o nosso, a Índia, a Somália, o nosso Vale do Jequitinhonha, o nosso Nordeste, o Continente Africano!
Se você for pra Alemanha de hoje, um dos países mais poderosos e ricos do mundo, economicamente falando, vai achar em todo quarteirão, de qualquer rua, pessoas precisando de ajuda.
Pessoas morando bem, com todo tipo de conforto, mas que passam semanas sem abrir a boca, sem conversar, sozinhas, porque a família polidamente dá um telefonema na Páscoa, outro no Natal e quando se lembra, no dia do aniversário. Já vi isso. Já convivi com pessoas assim fora do Brasil.
Tenho amigos que visitam pessoas idosas na França uma vez por semana, só pra conversar, tomar um chá, ler jornal pra elas, levar um pão fresco.
Então, meus queridos amigos e amigos queridos que não conheço : Tá respondida a pergunta?
E pra terminar, vou também repetir o que tenho repetido desde maio :
Eu peço e vou continuar a pedir ajuda sim, porque conto e tenho recebido apoio de muita gente, mas, (sempre tem um mas) com  sua ajuda ou sem sua ajuda, eu vou continuar fazendo!  E vou conseguir!
Vai demorar um pouco mais, mas vou chegar lá, onde eu acho que vale a pena chegar :
no coração das pessoas.

Pra não perder o costume...quer nos ajudar?
Deposite qualquer quantia em minha conta

Iêda Dias
HSBC
Agência 1561
Conta 0831621 sem dígito, tudo junto
CPF 156643506 44

Agradeço muito aos queridos amigos que depositaram este mês de outubro:
Fábio Jr, Roberto Sérgio, Julia Amaral, Antonio Mário, Geraldo Salvador, Rejane Ruas, Marlize Antunes. 
Se alguém ficou de fora, por favor me diga pra eu ver o que houve.
Desculpem não ter agradecido antes, mas só agora a lesada aqui descobriu como identificar os DOCs. 



Festa do picolé

10 comentários:

  1. Morena, um texto histórico. Seja pela força das palavras ou pela sensibilidade dos argumentos. Solidão é estar aqui e saber-se só. Existe um exército de "invisíveis" em torno de nós. Que vai tomando conta até que passamos também a ser um. Ou virtuais... Meu carinho eterno e minha admiração. Com orgulho de ser seu AMIGO. (e conte mensalmente com o pouco que posso te enviar). FAÇA a DIFERENÇA, Ieda! Todos nós agaredecemos. Bjs e saudades!

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  2. Começando pelo fim, meu bem, não existe pouco nessa terra...existe um valor q vai juntando com o outro até virar um tantão....muito obrigada sempre...e, se minha bola baixar é só ler o q vc escreve pra mim, que vc coloca no ponto preu cortar....vc levanta e eu pimba!..rrssssss
    Pensei que o augusto poderia publicar no FEIRA LIVRE, quem sabe não parece algum corajoso pra me ajudar...o q vc acha? Tem a ver ou donti?
    bjins meu bem e tenkis again de novo traveis

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  3. Não conhecia essa sua história, Ieda, é muito bonita mesmo. Eu já perguntei em algum momento a mim mesma por que ir tão longe, mas pensei no mesmo momento que ninguém tem de se justificar pelas escolhas feitas com o coração, até porque o mundo hoje é todo perto de nós, e nossos olhos enxergam todos os que precisam - os de perto e os de longe.

    Sua escolha é sua, faz parte de sua história objetiva e subjetiva, e é muito bonita e muito intensa, obrigada por compartilhar. Vou ajudar, sim, como puder, porque ao meu redor tem todo um continente de necessitados, como aí.

    Beijos, força e afeto,
    clara

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  4. Obrigada Clara por entender...sua presença aqui já é uma força muito grande...
    bjos bjos

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  5. Ôi Iêda!
    Eu desconfiava da sua opção pela India pela forma contagiante que vc sempre falou dela.
    Que bom que vc realizando um sonho, realiza sonhos.
    Continue com essa energia boa que faz toda a diferença.
    Vou continuar ajudando sempre que possível.
    Um grande abraço.
    Rejane

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  6. Oi meu bem, dei uma sumida e quando volto, essa porrada ! Mandou muito bem ! E será que tem gente que ainda não descobriu que a gente tá nesse mundo só pra ajudar os outros a viverem melhor ? beijos e muita força aí, Mar

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  7. Pois é agora se ainda aparecer a pergunta, mando o link...corrige pleasew darling...bjos bjos

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  8. Brigadim Rejane,,,será sempre muito bem vinda qualquer ajuda...bjos bjos e somne não

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  9. Amiga, emocionar asim no meio do dia 'e demais n'e? (ali'as, diga-se de passagem q a "pessoa" l^e atrazado e quer o que^??? e os acentos dela est~ao novamente onde querem estar, ainda vou descobrir o q aperto errado p'ra contecer isso huhuhuhuuhihihi)

    Ainda , se j'a n~ao falei , t^o falando, v 'e minha hero'ina hihihihii
    Ali'as, v 'e a unica brasileira ai???

    Beijins
    (se nao ouvir + de mim, eh porq maridim sai de ferias e vamso viajar ate dia 05.11, pra sair denovo pro RS diq 11.11 ate dia 19.11)

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  10. Anne quérida, se tem mais alguma ou algum ainda não vi...acho q não a cidade é pequena eu saberia. Páre de se preocupar com os assentos...entendo toda a sua doideira...rrsssssssssss.......bjos bjos e vc é que é minha inspiração de viver

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