domingo, 8 de agosto de 2010

Filhos falam pros pais e o blog deseja a todos os papis um dia cheio de alegria!

Começo escrevendo pro Huguinho, que é pequetito e ainda não escreve, mas já sabe que não poderia ter caído numa casinha melhor do que a que caiu e, nem procurando com uma lanterna de lâmpada halógena, acharia um pai que o amasse mais que este Zé aí. - Eidia, sem pedir autorização do Hugo.

Os defeitos do meu pai, se concentraram somente em outros papéis sociais que ele vive. Como pai, ele é realmente irretocável, um modelo. Deve ter sido filho canseira, deve ser marido chato, difícil. Chefe, então, nem se fala. Sobrou defeito pra caramba pra suas outras atuações, porque, em pai, realmente, não ficou nenhum.
Ana Dias

Eu tenho trinta e um anos. Sou a segunda. E ele me chama de boneca. Quer mais?
Ana Dias

Tem uma letra de música cantada pelo Daniel - que por sinal nunca ouvi - mas a letra é bonita e é muito do que penso do meu papi. Ana Dias

Meu Pai
Daniel

Composição: Tivas / José Victor

Não é porque ele é meu pai
Que eu escrevi esta canção
Fiz bem mais pela beleza
De um senhor com uma grandeza
Além da imaginação

Não é porque ele é meu pai
Que eu o exalto tanto assim
É que pela minha idade
Esse anjo de bondade
Ainda cuida bem de mim

Me aconselha a todo instante
Me dá carinho dá amor
Ele é um raro diamante
De indiscutível valor

É meu amigo do peito
Eu tenho orgulho de falar
Esse homem tão direito
Diplomado em respeito
É um exemplo em nosso lar

Não é porque ele é meu pai
Que eu escrevi esses versos
É que ele se sobressai
Entre os pais do universo

Queria ser mais que um poeta
Nessa rima que se encerra
E essa canção ser um troféu
Pois pra mim é Deus no céu
E o meu pai aqui na Terra

Meu pai é uma pessoa que eu admiro bastante, é um cara que esbanja alegria, carinho e tem uma incrível capacidade de unir as pessoas! Sua sinceridade e perseverança são traços de sua personalidade marcante e admirável! Breno
Nestes espaços, se você quiser dizer algo pro seu papi, é só mandar pra mim que coloco.
Antes, tinha vergonha de abraçar meu pai, devido à educação rígida. Hoje, cubro ele de beijos e descobri que ele adora. Aprendi a honrá-lo e respeitá-lo pois, assim, nossos dias se multiplicam na face da terra. Zé.
Lieber Papi,
so etwas wie Du gibt es nicht!
Hab ich Dir das schon gesagt?
Kuss, Anne
Querido Pia:
Um igual a vocês não existe. Já te disse isso???
Beijim, Anne

Eu e meu pai nos amamos muito - apesar de nunca termos falado isso um para o outro - e nos entendemos maravilhosamente bem - pelo telefone! Mar.
Eu sempre brinco: 'meu pai não fala, dá palestra,' rs ! Às vezes, é uma canseira, mas é o jeito dele e, por fim, é até engraçado! O que sei é que, com palestra ou sem palestra, eu tenho um paizão muito querido e com quem aprendi coisas demais! Te amo papi, parabéns! Denise.
É difícil explicar o inexplicável. So posso dizer que ele é "o cara"! Lelena
Eu tenho o mesmo nome que meu pai. Ele é um outro homem, mas é meu pai! Não é pelo nome, mas é muito bom ser filho dele!!! Zé Luis.





Meu pai morreu há 30 anos, e, até hoje não passa um único só dia da minha vida, que não me lembre dele, de alguma coisa que disse, frase, riso, alegria, maneira, gosto. Se ganhasse 1 real pra cada vez que digo: "como dizia meu pai, ou se meu pai tivesse aqui agora", estaria milionária. Me lembro, de que quando tinha uns 11, 12 anos, pedi permissão a ele pra fazer alguma coisa e ele me respondeu:" o que eu tinha que passar pra você, eu já passei. Daqui pra frente, sempre vou estar aqui, ao seu lado, mas, você já pode decidir sozinha." Acho que isso foi uma grande lição pra eu ter responsabilidade e me deu maturidade pra não fazer grandes cagadas na vida. Só pequenas...rs. Um cara, que tem peito, sabedoria e perspicácia pra falar isso pra uma criança de 11 anos, é porque realmente tinha fé e confiança no que havia ensinado. O danado era phoda. Muito phoda! Poderia escrever muito mais, páginas e páginas, mas seria só pra ficar me repetindo. A essência tá aí. - eidia e irmão, que disse que assinaria o que eu escrevesse.

Qual o papai que nunca ninou seu neném?

Sou apaixonada por este grande cantor e compositor francês. Ele, além de fôfo, é engraçado e bem humorado. Faz uma poesia linda. Se chama Bénabar e, com essa carinha de garoto, tem 5 filhos. E acredito que, essa música, ele fez enquanto fazia dormir um deles.
Qual o pai que já não passou por essa situação?! Fiz uma tradução ao meu modo, espero que ele não veja um dia (pretensão minha!...rs) mas é pra você entender o humor do cara. Muito bom!
A música poderia se chamar Cantiga de Ninar ou Acalanto.

Eu coloquei dois vídeos porque, em um deles, você vai ver o Bénabar em um show e, no outro, o som é muito melhor e dá pra entender direitinho o que ele tá cantando.

Espero que você goste tanto quanto eu ; papai ou não...rs.

La Berceuse

Voilà plus d'une heure que j'te tiens dans mes bras,
Há mais de uma hora que estou com você nos braços,
voilà quelques jours que je suis tout à toi.
Há dias que tô por sua conta
Il est très tard et tu dors pas,
Já tá tarde e você não dorme
je t'ai fait une berceuse, la voilà.
Tô te ninando, vamolá.

Demain le jour sera là et les oiseaux chanteront leur joie,
Amanhã será um outro dia e os passarinhos cantarão felizes
tes paupières d'or s'ouvriront sur le soleil et sur sa chanson, ferme les yeux,
seus olhinhos de ouro vão se abrir com uma música e com o sol, feche os olhos
c'est merveilleux et dans tes rêves toutes les fées viendront te réveiller, fais dodo... pourquoi tu dors pas?
é lindo e nos seus sonhos as fadinhas virão te acordar, dorme, por que você não dorme?

Demain il faut que je me lève tôt,
Amanhã tenho que me levantar cedo
j'ai un rendez-vous important,
tenho uma reunião muito importante
si t'aimes ton père, si tu l'aimes vraiment,
Se você ama seu pai, se você o ama de verdade,
sois fatigué et dors maintenant.
fique cansado e durma agora.
J'ai sauté sur l'occas', t'avalais ton biberon
Dei uma cochilada enquanto você bebia sua mamadeira
pour un micro-sommeil de dix secondes environ,
Foram só dez segundos mais ou menos
c'était confort, j'ai bien récupéré,
foi legal, recuperei um pouco
agora dorme, pare de me ... (encher o saco) e dorme.
maintenant tu dors, t'arrêtes de nous faire... fais dodo.

Demain le jour sera là et les oiseaux chanteront leur joie, tes paupières d'or s'ouvriront sur le soleil et sur sa chanson, ferme les yeux, c'est merveilleux et dans tes rêves toutes les fées... Dors dors dors! Bordel, Pourquoi tu dors pas? Dors dors dors! Laisse dormir ton papa!
Tá quase amanhecendo, os passarinos cantando, os seus olhinhos de ouro vão se abrir, é lindo sonhar com fadinhas...dorme dorme dorme! Cacete, por que você não dorme? Dorme dorme dorme. Deixa seu pai dormir!

Ce que tu regardes en riant, que tu prends pour des parachutes,
Isso que você olha rindo, que você pensa que são para-quedas,
ce sont mes paupières mon enfant, c'est dur d'être un adulte.
são minhas pálpebras, meu neném, é duro ser adulto.
Allez on joue franc jeu, on met carte sur table,
Vamos jogar sério, coloquemos as cartas na mesa,
si tu t'endors je t'achète un portable,
se você dormir eu te compro um celular,
un troupeau de poneys, un bâton de dynamite,
um bando de pôneis, uma banana de dinamite,
j'ajoute un kangourou si tu t'endors tout de suite.
e ainda vai no pacote um canguru, mas dorme agora, imediatamente.

Tes paupières sont lourdes, tu es en mon pouvoir une sensation de chaleur engourdit ton corps, tu es bien, tu n'entends plus que ma voix, je compte jusqu'à trois, et tu vas t'endormir...
Suas pálpebras estão pesadas, você está em meu poder, protegido comigo, tudo vai bem, você não escuta mais a minha voz, eu vou contar até três, e você vai dormir...

Pourquoi tu ne veux pas dormir, pourquoi, tu dors pas?
Por que você não quer dormir, por que você não dorme?
Je te donnerais bien un somnifère,
Vou te dar um sonífero,
mais y en a plus demande à ta mère,
mas não tem mais, pergunte pra sua mãe
t'es insomniaque ou quoi?
você tem insônia, ou qual é a sua?
Puisque tu ne me laisses pas le choix,
Já que você não tá me deixando escolha,
voici le temps des menaces,
Agora só com ameaça,
si tu dors pas j'te place.
Se você não dormir vou te dar pra alguém,
Dors dors dors! Mais on dirait que ça marche.
dorme dorme dorme! Epa, acho que tá funcionando.
Tu fermes les yeux, tu es si sage,
Você fechou os olhos, você é uma gracinha,
c'est merveilleux, tu dors comme un ange,
que maravilha, você dorme como um anjo,
tu as de la chance moi aussi j'ai sommeil,
você tem sorte e eu ainda tô com sono
mais c'est le matin, faut qu'je m'habille.
mas já é de manhã, eu preciso me vestir,
Je me suis énervé mon amour, je le regrette,
eu fiquei nervoso meu amor, eu me arrependo, (me desculpe)
pour me faire pardonner j'vais te jouer un peu de trompette!
pra que você me perdoe, vou tocar um pouquinho de trompete pra você!

http://www.youtube.com/watch?v=gFo4vWGiKCY&NR=1

Dia dos Pais com crônica do Affonso Romano de Sant'Anna.


Antes que elas cresçam

Affonso Romano de Sant'Anna

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.
É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.

Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde e como andou crescendo aquela danadinha, que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?

Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.

Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.

Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, posteres e agendas coloridas de pilô. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.

No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.

O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.

NATAL 2025 DE NOSSA PREMAMETTASCHOOL

Como estou sem computador, as postagens nao ficam boas.  Postei com celular mesmo, só pra dividir com todos minha alegria e o grande resulta...