sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Apresento a você o Yad Mordechai e alguns dos meus amigos - parte 1


Meu coração começou a acelerar assim que vi a placa indicando o Kibbutz. Mas, a emoção só tava começando.


Quantas vêzes subi esta ladeira voltando de Jerusalém,  TelAviv, ou mesmo do Posto de Gasolina que tem em frente. De vez em quando ia dar uma força por lá.


Primeira surpresa. Que puxadinho é esse? Um quarto anti-bomba. Toda casa agora tem um. Os muros do Kibbutz fazem divisa com Gaza.


Gatinhos moradores fazendo uma caminhada.


E dá-lhe touceira de buganvile.


Fiquei impressionada com o tanto que as árvores cresceram.


Pequeno surpermercado dentro do Kibbutz. Pra comprinhas de última hora. E visitantes também podem comprar.


Novidade. Muitos produtos produzidos por meus amigos. Comprei azeite e geléia de laranja.


Aproveitei a promoção. Como você pode ver, os preços estavam ótimos...rs.


E a agarração e vontade de não mais largar a Ioana e a Bella. Saudades demais!


Hanna...fugiu do trabalho pra me dar um abraço. Depois nos encontramos de novo no restaurante.


Patrícia furando meu ôlho com o Moshe. Trabalhamos juntos na casa das crianças. Não mudou absolutamente nada o danado. A não ser que agora é pai de quatro filhos. Depois vou falar sobre o trabalho que ele faz hoje. Emocionante.


Nil, que conhece muitos museus do mundo, se encantou com a simplicidade do museu do Kibbutz.


Maquete do gueto de Varsóvia. Onde morreu Mordechai, o comandante que deu nome ao Kibbutz.


Museu. Lindo!


Os amigos, compartilhando da minha alegria.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Povo da imigração é carente de prosa.


Passar pela imigração nos EUA sempre é motivo de tensão. Não importa se você tá super correto,  tudo legal, passaporte, visto, muita grana no bolso, sempre fica uma dúvida quanto ao humor e boa vontade de quem vai te entrevistar.
Eu nunca tive problema aqui, sempre a entrevista vira papo, inclusive, quando estava vindo do Iraque, a curiosidade sobre o que tava fazendo por lá sempre foi grande. Como fui parar lá, era sempre motivo pra muita prosa.
Desta vez, queriam saber como rodava tanto. Queriam saber como vou e volto e fico tanto tempo, ainda mais, depois que  disse que não trabalhava. Isso é motivo pra pirar o cabeção de qualquer americano.
- Não trabalha? Como assim?
Já ouviram falar em aposentadoria? Em querer viver melhor com o mínimo de grana? Isto não existe pra eles.
Pra se aposentar acho que precisa ter uma cara de velhinho, já no final de carreira. Quando digo que me aposentei e tô vindo visitar amigos e ficar 2 meses, aí é que a coisa fica feia mesmo...rs. Qual amizade resiste há 2 meses de visita? Eles não sabem do meu truque de mudar de casa há cada semanas....hehehe.
Entrando agora mais uma vez, o Mané queria saber onde eu morava.
- Brasil.
- Brasil? Em qual cidade?
- Belo Horizonte, conhece?
- Bêêlou  Horrizonteee...São Rio Preto...
Eu.
- Belo Horizonte é Minas Gerais. São José do Rio Preto fica em  São Paulo.
- Minaxxx Dirraixxx...
Este lenga lenga não me intimida...Se começam a perguntar e você se intimida, ou fica nervoso, parece que o lado sádico deles comeca a salivar... Não dou esta chance...rs.
Enfim, depois de colocar mais uma vez minhas impressões digitais e tirar mais uma foto pra engordar o arquivo deles, veio o  "Benvindo aos EUA", e me despachou.
Dizem isso pra todos. Não pense que você tem algum privilégio.

Bão, fui pegar minha mala. Esqueci de dizer, que chegeui no final do dia, mais precisamente às 4 e 20 da tarde, e todo mundo tava voltado do Thanksgiving. Quiném retorno nosso de Semana Santa ou carnaval. Juro, que deveriam ter umas 2.000 pessoas pra passar. E tanto demora a fila dos nativos, quanto a dos visitantes. Quando este Zé me dispensou, olhei no relógio e eram 6 e 10. Puta que o pariu! Ninguém merece! Tava doida pra ir ao banheiro, mas resolvi pegar minha mala, antes, que eles explodissem ela, parada a tempo tempo na esteira. A minha e da metade do povo. So por isso não explodiram.
Quando peguei nela, um criolo super sorridente me disse:
- Demorou hein?
E eu respondi:
- 2 horas naquela fila...
E, cruzando as pernas, falei.
- Vou fazer xixi aqui.
Ele riu até e falou.
- Deixe a mala aqui que eu olho, e corre lá,  me apontando o banheiro. E lá fui eu, voltando pra onde tinha acabado de  sair. Passei quiném um foguete e ninguém disse nada.
Na volta ele perguntou:
Tá feliz agora?
E eu:
- Me sinto uma nova mulher.
Ele gargalhou de novo.
Pensa que acabou? Ainda não.

Peguei a mala e já tava saindo, ia entregar o papel da bagagem e tinha uma fila de policiais fazendo uma espécie de barreira. Um deles,( gato por sinal ) viu minha sacola e me parou. Eu tava com uma sacola de plástico do hotel em Telaviv, toda escrita em hebraico.
Olhando pra minha mala disse:
-Você tá vindo de onde?
- Israel.
- Israel?
- dãn!!
- E o que foi fazer lá?
- Rever o país e os amigos?
- Amigos? Você tem amigos em Israel?
Como vi que a conversa ia prolongar, fui avisando:
- Não falo bem inglês.
Ele:
-Seu inglês é muito bom.
Entao tá, me engana...
-Tenkiu.
E voltando à vaca fria.
Voce tem amigos em Israel?
-Tenho muitos, há muitos anos atrás trabalhei em um Kibbutz lá.
-Tabalhou? Fazendo o que?
-Trabalhei como voluntária, com crianças.
- Mesmo?
- Procê ver. ( isso não disse, só pensei).
- E Israel tá bom, notou alguma diferenca, alguma mudanca?
- Claro! Tá muito diferente, TelAviv é uma cidade linda, cheia de prédios novos, muito organizada, linda. E meu Kibbutz não mudou muito. A não ser que perdi alguns amigos. Dois morrerem.
- Sinto muito.
- Ok.
E juro, que me esquecendo que tava sendo entrevistada, fui começando a andar, tava cansada, viagem longa, e só faltou eu dizer:
- Me desculpe, mas vamos continuar essa prosa noutra hora, porque tenho que ir pra casa, tá ficando tarde.
Ele, meio decepcionado com minha falta de interesse na conversa, desejou o automático e polido  "Welcome to the USA", deu bye bye e eu vim pra casa.
Conheçe aquela história, de que quem não deve não "treme"? Pois é...nem me toquei que tava com uma sacola de Israel, que não é inimigo dos EUA, mas, que eles estão sempre atentos.
E ainda vou sair de novo e entrar daqui há um mês. Acho que desta vez eles realmente vão querer saber do meu segredo.
Não digo nem sob tortura...heheheheeeeeeeee....

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Dia bom pra ficar dormindo, mas com o taxímetro rodando em dólar....

Resolvi dar uma voltinha, enquanto espero o sol que a meteo prometeu pra amanhã. A ventania rolando solta. As últimas folhinhas que insistiam em se agarrar aos galhos das árvores estão partindo de vez. Uma ou outra mais forte, ainda vai aguentar até a próxima chuva ou ventania.

                                                                 
                                                                      Lembra de mim?


               Eu era assim há um mês atrás. Daqui há mais um mês você me verá branquinha de neve.


            
                     Quando a gente tá de bem com a vida, até um dia de chuva, ventania e frio fica bonito.


Este raminho que tinha conseguido continuar verdinho até hoje, não resistiu ao vento.

NATAL 2025 DE NOSSA PREMAMETTASCHOOL

Como estou sem computador, as postagens nao ficam boas.  Postei com celular mesmo, só pra dividir com todos minha alegria e o grande resulta...