sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Espalhando alegria por onde passa



Muita gente me pergunta de onde tiro tanto causu. São várias décadas de vida. Simples assim. Se você começar a pensar nas pessoas que já passaram pela sua vida, vai também ter muito causu pra contar.
Ontem veio aqui em casa um amigo de longa data me trazer uma encomenda. Tinha muito tempo que a gente não se encontrava. Foi muito bom revê-lo e me fez lembrar de um monte de causus dele.
Ele trabalha na empresa do meu irmão, onde trabalhei também, e sempre digo pro meu irmão:
- Se algum dia não tiver nada, nadinha (o que é praticamente impossível) pro Olício fazer, nem assim você deve mandar ele embora. O simples fato dele saracotear  pelas salas das pessoas, brincar com um, encher o saco de outro e abrir aquele sorriso lindo pra todos, é o suficiente pra ele merecer o salário.
E ele é de uma gentileza e delicadeza incomuns. Me disse ontem que continuo linda, que a tinta do meu cabelo ficou ótima! Quem não gosta de ouvir isso! E eu acredito nos olhos dele. Como ele gosta de mim, enxerga isso tudo mesmo.
Então vou contar pra começar, só um causu dele.
Empresa que trabalha com alimentação industrial é um  tal de "apagar incêndio" constante. Não de fogo, literalmente, mas de imprevistos, surpresas. Quando somos contratados somos informados da hora de entrar no trabalho, já a saída...
Uma tarde lá pelas 15 horas, eu tava na sala da pessoa encarregada de entre outras coisas comprar passagens pra turma viajar, adiantamento de grana, essas coisas.  
Ela chamou o Olício urgente na sala e disse:
- Corre em casa arranja sua trouxa, que você vai pegar o ônibus pra Vitória às 20 horas. 
Ele nem perguntou pra que e por quanto tempo. Inútil. Só Deus!
E ficou sentadinho lá enquanto ela fazia um adiantamento de grana pra viagem e sei lá mais o que, e nós ficamos papeando enquanto isso. 
De repente ele fala sério pra moça, com ar de preocupado:
- Anda logo com isso, porque você sabe onde eu moro, depois do Ceasa, e ainda tenho que depilar, fazer unha e sombracelha.
Isso era o que ele ouvia o tempo todo das meninas, quando elas eram convocadas praquele tipo de missão.
Dá pra dispensar uma figura dessa?
Até hoje a gente diz isso quando tá com pressa...rs... ainda tenho que depilar, fazer unha e sombracelha.
E tem muito mais causus.
Contarei.

8 comentários:

  1. Lindo demais. Aaaaaamo Olício! Agora, Gata, não é todo mundo que viveu 82 anos, como você, que têm causus assim para contar. É todo mundo que vê beleza, vida, alegria nas coisas. Que é observadora, que valoriza o simples, que tira uma lição de cada momento da vida. Eu, por exemplo, infelizmente ainda não tenho um olhar que valoriza tanto a vida ainda. Ainda. Mas hei de aprender contigo. Bjs.

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  2. Glup!!! Por essa eu não esperava. Obrigada darling das darlings. Amor de sobrinha é assim. Cada pessoa com seu valor. Igual a vc não existe. Coração que não cabe no peito, sensibilidade que embola com a alma e explode saindo pelo poros a cada minuto do dia.
    bjos bjos

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  3. Uai Ieda,já enviei duas vezes pro seu email. Confirme aí seu email: chezsalope@hotmail.com --- será que tem algo errado??!!! acabei de enviar pela terceira vez e diz a UOL que foi enviada com sucesso. Veremos!!

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  4. ihihihih...a sobrinha revelou, o q pra muitas mulheres é segredo, mas deve ser um orgulho chegar a essa idade com esse olhar agradecido para tudo de bom nessa vida, eu quero acrescentar junto aos meus anos vividos esse olhar memorável, curioso e radiante!! Quando mais envelhecer quero ser como você, inclusive na "escrivinhação",kkk e aí recebeu meu email, está errado?

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  5. Tem mais Cris, aguarde. Cada um melhor q o outro
    bjos

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  6. Wilma não chegou, vamo trocar de imeio. Mande por favor pro parisbhz@yahoo.fr
    bjos

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  7. Wilma, sobrinha deu uma pequena exagerada...rs..são 63 aninhos...mas espero chegar aos 82 cheia de disposição e saude..
    bjos bjos

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