sábado, 1 de maio de 2010

A volta daquela que sempre quer voltar!


São onze e meia da noite de sábado, 1º de maio, minha amiga dorme a sono solto, pezinhos já desinchandos, depois de uma viagem longa e feliz.

O prazer de viajar, reencontrar amigos, rever lugares, comer aquela comidinha pela qual se apaixonou da última vez... tudo isso não tem preço.
Hoje acordei cedo pra ir buscar minha amiga no aeroporto. Um dia, talvez, com a permissão dela certamente, contarei sua história. Nenhum Gilberto Braga, nenhum Sílvio de Abreu, conseguiria imaginar uma trama melhor que essa.

Quem sabe, um dia!

Mas, continuando ... fui buscá-la, já com a promessa, mesmo antes dela sair de Paris, que comeríamos (ela) uma feijoada e beberíamos (ela) umas caipirinhas. Sabe o que é sonhar com um gostinho na boca? Ela tava assim. Sonhando!
É a quarta vez que vem aqui na nossa terra, terceira pra minha casa. Apaixonada pela terra, vem e, já no primeiro dia, fica fazendo planos pra voltar. Hoje mesmo, no restaurante, já pensava no retorno.
E vieram amigos meus, parentes, todos pra recebê-la. Revê-la. E, como eu digo sempre, tenho pavor de quem tem memória boa. Essa gente é um perigo. Ela é uma dessas. Ela se lembra de quem eu apresentei na primeira vez, lembra do nome, onde foi o encontro, tudo. Pergunta pelo marido, esposa, mãe. O cão-chupando-manga. Curuz!

Cada vez, quer conhecer mais um pedaço do nosso canto, nesse mundão de Deus.

Dá prazer levar pra almoçar uma pessoa que aprecia a comida, come com prazer, sem frescura, com apetite. E dá-lhe apetite! Comeu duas pratadas de fazer inveja a peão de obra.
E fica observando coisas que a gente que tá aqui, com tudo à nossa disposição o ano todo, não vê.

Descobri hoje, por exemplo, que as árvores do Minas Tênis Clube são cheias de miquinhos. Nunca tinha visto! Que as quaresmeiras estão floridas que tão uma beleza (isso eu já tinha visto).
Que o garçon estava muito cansado, apesar da gentileza e ela sentiu pela cor dos olhos dele; vermelhinhos.... e abatido. No que eu disse: "Ele deve tá emendando de um outro restaurante que trabalhou à noite." E ela: "E pode?" Sei lá se pode, só sei que, pela aliança na mão direita do moço, tá rolando um noivado e que, noiva quando fica noiva, quer casar, então o camarada tá se virando como pode.

Essas próximas duas semanas não vão ser de fritar bolinho. Conto pra vocês cenas dos próximos capítulos.
Só pra terem uma idéia, tenho certeza absoluta que ela foi a única pessoa - e tinha que ser francesa - que fotografou, no Bairro da Liberdade em São Paulo, a estátua de um japonês escondida num jardim. Acho que o moço foi um dos primeiros moradores do bairro.

Não escapou à máquina da turista.

Millôr em alta dose








Poemeu
Me elogia, vai!
Escreve um troço, ai!
Não dói não; faz
de conta
Que eu morri.


Olha ai garotada, quando digo no meu tempo estou falando do futuro.

Reuniu-se a junta médica. O doente morreu por unanimidade.

De tempos pra cá o pessoal usa muito esse termo, gratificação, querendo emprestar a ele o sentido de lúdico, nobre. Mas acho que o que lhes agrada mesmo continuam sendo os 20%.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Causus do Soter Pádua - Consumatum Est


Podemos afirmar, sem dúvida ou medo de errar, que este foi o casamento do ano na cidade.

Além de o pai da noiva pertencer à mais alta roda da sociedade, sua filha, Elisabeth, era querida por todos. Sua simpatia era tanta que até conseguiu conquistar o Fulgêncio, um verdadeiro beócio. Ninguém acreditava, mas eles se casaram.

Após a cerimônia, os pais da noiva convidaram a filha e o genro para passarem a primeira noite em sua casa. O pai, abastado empresário, com rasgo de cultura, acomodou o casal de pombinhos na suite que ficava no segundo andar.

Ao amanhecer, o paizão inquieto instalou-se no saguão, ali bem pertinho da escada, aflito pela aparição do casal e... eis que surge, no topo da escada, o genro. O sogro, querendo saber como passaram a noite e, ao mesmo tempo, dar uma de culto em cima do "gêbo", perguntou-lhe em tom altivo:

- "Como é, Consumatum est?"

E ele:

- "Este e boroeste."

Causu tirado do livro de Soter Antônio de Oliveira Pádua, meu querido amigo, Causus e Causus.
Editora Vôo Livre Ltda

NATAL 2025 DE NOSSA PREMAMETTASCHOOL

Como estou sem computador, as postagens nao ficam boas.  Postei com celular mesmo, só pra dividir com todos minha alegria e o grande resulta...