




Estávamos viajando cada uma prum canto, uma amiga e eu, e combinamos de nos encontrar em Bangkok. Ela chegaria antes de mim e eu me encontraria com ela numa certa Guest House. Já tínhamos indicação de uma. Tudo bem.
Cheguei na cidade, peguei um tuc-tuc (uma moto com carroceria pra 2 ou 3 pessoas que ficou muito conhecido na novela Caminho das Índias). Em Bangkok é lotado de tuc-tuc!
Cheguei na Guest House, que era uma espécie de casa de dois andares, e tinha uma portaria com um pequeno balcão e, no segundo andar, ficavam os quartos pros hóspedes.
Me informei em que quarto estava Fulana de Tal e a moça olhou, olhou, procurou e disse: "Já foi embora."
"Como já foi embora? Claro que não! Ela ia ficar ainda mais 1 semana depois que eu chegasse."
"Não-está-mais-aqui."
Fiquei ali na porta, meio pasma, segurando minha mochila e pensando o que poderia ter acontecido. Meio sem ação, olhei pra escada que levava ao segundo andar, uma escada alta e bem íngreme.
Não sei porque cargas d'água, vi no lado direito da parede, lá no alto da escada, um quadro destes que todo mundo coloca todo tipo de anúncio - muito comum em albergues e guest-houses - e resolvi olhar.
Sei lá porque também, subi a escada e comecei a ler os avisos.
E logo dei de cara com um recado pra mim.
Era da minha amiga dizendo que ali não tava legal, tinha muita formiga, calorão, falta de conforto total e ela tinha se mudado pro Hotel X e abaixo vinha o endereço.
Peguei outro tuc-tuc e fui pra lá e nos encontramos.
E foi uma semana muito boa. Nos divertimos demais e tem mais causus, lógico!
O que me fez subir aquela escada? Só Deus! Sim, ele mesmo.
Depois continuo e conto que hotel era esse que a gente ficou. O que funcionava lá.


































