segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Fazendo o "Para Casa" lá fora. Fora mesmo. No parque.


Boa dica pra quem vai estudar no exterior.Minha amiga Vera e eu fomos pra NY uma época e ela entrou num curso de inglês.
Tinha aula pela manhã e à tarde. Almoçava na escola ou em algum lugar lá perto e voltava pra segunda etapa da peleja.
E descobriu um dia sem querer uma forma muito legal e prazeirosa de estudar e fazer os exercícios, quando sentou no Central Parque pra lanchar e foi tentando ao mesmo tempo ir fazendo um exercício do livro. Derrepente senta um senhor perto dela. Ela continua no lanche e na leitura.
Não precisa ser nenhum gênio pra descobrir quando a gente tá engatinhando numa língua. O senhor deve ter se compadecido dela, e 10 minutos depois estavam estudando juntos. Um barato.
Aí a Vera tomou gosto. Daí pra frente ia pra qualquer parque qualquer banco de praça e começava a estudar. E escolhia lógico se sentar com um idoso. Que é a turma que tá garrada na aposentadoria sem muito programa, porque lá como aqui a grana é curta, e duidinha pra uma prosa.
Se ela se sentava perto de alguém e ficava demorando a ajuda, ela mesma já pedia. Era só dar o start. Perigava as vezes de perder a aula da parte da tarde porque quase sempre o papo era muito bom.

O provérbio não nasceu pra todos.


Me lembro de um amigo que foi estudar no norte do mundo. Naquele lugar que rola frio a maior parte do ano e o sol quando aparece vem fraquinho, parecendo que tem vergonha de mostrar a pouca força que ele tem lá, pra esquentar o povo ávido de calor.
É muito bom ver o europeu aproveitando o sol. Basta ter uma fresta pra ele logo ir se chegando, puxando o decote colocando os braçinhos prá fora.
Então um professor pediu pra turma escrever sobre não me lembro qual o tema, e meu amigo escreveu bonito e finalizou com uma frase que ele achou seria grande de efeito:
"O sol nasce pra todos e a sombra pra quem merece".
E que grande efeito...pra que! Não deu outra. Foi um bafafá e uma discussão interesantíssima que durou por muito tempo.
Imagine eles tentando entender que aqui a gente procura uma sombrinha até do poste enquanto espera um onibus. Eu já tentei andar uma vez no Rio 40º em sombra de fio de luz. Juro por Deus.
Sem havainas não dá pra ser feliz naquela areia pelando.

domingo, 11 de outubro de 2009

Quatro num quarto e sala. Mas estávamos em Pariiiissssss!!!!



Foi um tempo de peleja, com muita correria, trabalhávamos de sol a sol, vivíamos bem apertados mas a gente ria muito. Ria demais. Era muito bom.

De manhã o último que saia pra trabalhar já tinha ouvido três despertadores tocar. O seu era o quarto. Barulho de porta abrindo e fechando, chuveiro, rádio ou tv, cheiro de 4 perfumes diferentes, coisas caindo. E naquela falta de espaço.

Só mesmo quando a gente é novo! Hoje das duas uma: ou eu me enfartava ou fica doidinha.

Aí uma das 3 arrumou um namorado. Só Deus sabe como porque ela não falava praticamente nada de francês ainda, e o moço de português não conhecia nada.

E trouxe o Mané pra jantar.

Enquanto espera o jantar toma alguma coisa, vê tv, depois jantar, cafèzinho, sobremesa, até aí foi indo. O francês foi no bolo. Esqueci de dizer que era uma quarta feira. Todo mundo pulava cedo da cama na quinta. Nós as garotas dormiamos no quarto e o nosso amigo na sala.

Tira mesa lava louça, já quase 11 horas e o casal sentadinho de mãos dadas e mudo. Então começa o vai e vem prá deitar. Uma toma banho, diz bye e vai pro quarto. A outra fica mais um pouco tenta animar uma prosa mas os olhinhos fechando diz bye e vai dormir.

Ficamos eu e meu amigo. Ele me olhava como quem diz: tá phoda. Como a gente vai fazer pra ele ir embora?

Eu ia toda hora pro quarto pra rir, não aguentava, porque minha amiga fazia aquele olhar de ódio vendo a gente falar em portugues e fazendo o príncipe dela de bobo.

Meu amigo olhava pro sofá, sua caminha, e falava: quando que esse Mané vai tirar a bunda da minha cama meu Deus? Eu ria, não aguentava... A situação era engraçada demais.

Até que uma hora eu disse: vou dormir. Não aguento segurar mais essa. Isso já passava de meia noite. Nessa hora o meu amigo criou coragem, pegou a jaqueta do Mané, pendurou na porta do banheiro que dava pra sala e disse pra ele: você vai me desculpar mas eu vou tomar um banho, é rápido. Mas vai que nesses 5 minutos você vai embora, então já vou me despedir. Estendeu a mão e se despediu dele.


Quando saiu do banho sua caminha tava esperando por ele. Sozinha.
Ps.: e acreditem que recebemos muitas visitas nesse cafofo? As vêzes eram 3 de uma vez. E ninguém nunca reclamou. Afinal estávamos em Paris.

NATAL 2025 DE NOSSA PREMAMETTASCHOOL

Como estou sem computador, as postagens nao ficam boas.  Postei com celular mesmo, só pra dividir com todos minha alegria e o grande resulta...