quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

DUAS TOSSIDAS E UM ESPIRRO. E FOI SÓ.


Agora já pula pra eu dentro de um ônibus descendo da fronteira do Laos com a Tailândia, até Bangkok.
A parte de quando o barco aportou na noite de 31, pra onde fui e o que aconteceu na minha noite de Ano Novo, tenho com contar com tempo.
Só vou contar um causu muito bom que aconteceu na viagem de ônibus.
Bão.
Olhe o ônibus





 A viagem começou mais ou menos as 7 e meia da manhã do dia 01/02/2019

Depois de um tempinho rodando, a rodomoça, sim tem rodomoça que mostra seu assento, dá cobertor e travesseiro, passou entregando água mineral e uma caixinha com bolo, e um pãozinho muito gostoso.
Ok
Roda roda roda, um silêncio crucial. Ninguem conversou, falou alto ou baixo, rio, manisfestou qualquer sinal de vida.
A viagem inteira!
De 7 e meia da manhã a 1 e meia da madrugada.
Só tinha eu de olho aberto. Dois andares de Ônibus lotado de um povo que não falava nada além da sua língua natal. Todos asiáticos.
Ninguem e nada mesmo!
Aí, lá pelas 2 da tarde o ônibus parou pra almoçarmos.
Que bom!
Já era hora.
Quando desci, a rodomoça que tinha me identificado como o ET da viagem me mostrou o número 2 com os dedos. Donde deduzi que iríamos parar por 20 minutos.
Era um lugar bonito, grande, enorme, com 2 restaurantes que não tinham uma só pessoa e vi todos indo em direção a um terceiro restaurante. 
Segui o fluxo como faço em situações assim.
Todos mandando brasa em suas tigelas. Uma mesa de temperos e todos sabiam exatamente o que fazer.
Menos eu.
Vi que tinha uma moça servindo atrás de um balcão cheio de variedades. Escolhi um prato pra acompanhar o arroz e ela me mostrou mais 1 dedo. Dois acompanhamentos.
Ok.
Aí começou a peleja. Perguntei pra ela quanto e onde pagar. Nada.
Veio um, nada. Mais um, nada. Mostrei a carteira, o dinheiro e era como se eles fossem invisíveis.
Resolvi comer antes que esfriasse.
Foda-se
Depois pago.
Sem colocar tempero algum com medo de estragar o prato...rsrs...
Enchi a pança, que por sinal tava muito gostoso e saí de novo procurando onde pagar. Vi que todo mundo acabava de comer e ia embora sem nem dizer obrigado.
Pensei. Vou pro ônibus, ainda com a carteira na mão pra que se alguem me segurasse pelo cangote dizendo que tava dando o cano  diria que tentar pagar eu tentei, mas ninguem recebeu.
Nada.
 O ônibus partiu, guardei minha carteira e até agora não entendi aquilo.
Deve estar incluído no preço da passagem o rango. Só pode.
15 dólares.
Por sorte tava cansada e dormi mais que uma bela adormecida.
A viagem que começou as 7 só terminou a 1 e meia da madrugada.
Engarrafamento na estrada quase toda.
Não sei se por conta do ano novo.

E quem quiser que conte outra.

Mas o que mais me impressionou mesmo foi o silêncio no ônibus.
A maioria dormiu, alguns poucos no celular, ninguem lendo.
Mistério!
Só duas tosses e um espirro.
Acredite se quiser!




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